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"Um Olhar para o Infinito" - Ilustração

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Coordenação de Revistas em Braille

A Coordenação das Revistas em Braille tem produzido e distribuído, desde 1942, a Revista Brasileira para Cegos (RBC), voltada ao público adulto, e a Pontinhos, dedicada ao público infanto-juvenil, a partir de 1959. Os exemplares seguem para todo o território nacional e para cerca de 21 países da América do Sul, África e Europa. Deste modo, essas produções têm contribuído para a inserção das pessoas com deficiência visual no mundo da leitura, proporcionando entretenimento, lazer, cultura e educação.

As edições destas revistas estão disponibilizadas. Basta fazer o download.

Para a impressão em braille será necessário o programa BRAILLE FÁCIL, o qual também está disponível para download neste site.

Telefone: (21) 3478-4457


REVISTA BRASILEIRA PARA CEGOS


Edições Disponíveis:

Edição 540
Edição 539
Edição 538
Edição 537
Edição 536
Edição 535
Edição 534 Suplemento Comemorativo dos 160 anos do IBC
Edição 534
Edição 533
Edição 532
Edição 531
Edição 530
Edição 529
Edição 528
Edição 527
Edição 526
Edição 525
Edição 524
Edição 523
Edição 522
Edição 521
Edição 520
Edição 519
Edição 518
Edição 517
Edição 516
Edição 515
Edição 514
Edição 513
Edição 512
Edição 511
Edição 510
Edição 509
Edição 508
Edição 507
Edição 506
Edição 505
Edição 504
Edição 503
Edição Sesquicentenário
Edição 502
Edição 501
Edição 500
Edição 499
Edição 498
Edição 497
Edição 496
Edição 495
Edição 494
Edição 493
Edição 492




REVISTA PONTINHOS


Edições Disponíveis:

Edição 356
Edição 355
Edição 354
Edição 353
Edição 352
Edição 351
Edição 350
Edição 349
Edição 348
Edição 347
Edição 346
Edição 345
Edição 344
Edição 343
Edição 342
Edição 341
Edição 340
Edição 339
Edição 338
Edição 337
Edição 336
Edição 335
Edição 334
Edição 333
Edição 332
Edição 331
Edição 330
Edição 329
Edição 328
Edição 327
Edição 326
Edição 325
Edição 324
Edição 323
Edição 322
Edição 321
Edição 320
Edição 319
Edição 318
Edição 317
Edição 316
Edição 315
Edição 314
Edição 313
Edição 312
Edição 307

Superando Barreiras


OS CEGOS TAMBÉM REMAM
Equipe de remo do IBC competindoEquipe de remo do IBC competindo
Equipe de remo do IBC competindo
A frutífera parceria entre o IBC e CBFR deu excelente resultado e aconteceu em uma regata promovida pela Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro, disputada em 29 de junho de 2003, na Lagoa Rodrigo de Freitas.
 Os alunos Rodrigo, Júlio, Felippe e Anderson celebram com o timoneiro  Paulinho a vitória
Os alunos Rodrigo, Júlio, Felippe e Anderson celebram com o timoneiro Paulinho a vitória histórica da prova especial para cegos
ALUNOS DO IBC DÃO SHOW DE BOLA EM TAUBATÉ / SP
Equipe de goalball do IBC
As equipes de goalball do INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT-IBC deram um show de bola nos dias 17 a 20 de julho de 2003 no Campeonato Regional Sudeste de Goalball, realizado no Colégio Madre Cecília, em Taubaté, no Estado de São Paulo.
Felippe Silvestre, Luiz Pereira, Anderson Dias (em pé), Michael Ramos, Sérgio Rocha e Elvis Filgueira com o troféu e medalhas conquistadas
Felippe Silvestre, Luiz Pereira, Anderson Dias (em pé), Michael Ramos, Sérgio Rocha e Elvis Filgueira com o troféu e medalhas conquistadas na vitória em, São Paulo.
REVENDO VALORES E CONCEITOS
Natália da Cunha Medeiros, ex-aluna do IBC, totalmente integrada à turma da Escola Municipal Marcílio DiasNatália da Cunha Medeiros, ex-aluna do IBC, totalmente integrada à turma da Escola Municipal Marcílio Dias
Natália da Cunha Medeiros, ex-aluna do IBC, totalmente integrada à turma da Escola Municipal Marcílio Dias
Kelly Cristina Medeiros, aluna do IBC, prepara-se para "clicar" Evgen Bavcar, fotógrafo franco-esloveno, também cego.
Kelly Cristina Medeiros, aluna do IBC, prepara-se para "clicar" Evgen Bavcar, fotógrafo franco-esloveno, também cego. Um estímulo para outros cegos fotografarem!
FOTOS: Arquivo IBC

Ensino Fundamental

Menu Secundário

As atividades pedagógicas envolvem as mesmas disciplinas da grade curricular do ensino de 1ª a 8ª séries não especializado.

O objetivo é propiciar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização, objetivando dar-lhe condições de inserção no ensino de 2º grau da rede regular.

Além disso, são realizadas atividades específicas nas áreas de orientação e mobilidade, educação visual, utilização de recursos especiais, atividades da vida diária e grafo-motoras, datilografia, utilização de computadores, assinatura do nome para os alunos cegos e preparação para o trabalho.

No jardim de infância, nas classes de alfabetização e nas primeiras séries do 1º grau, por necessidades trazidas pelas adaptações necessárias e pelo respeito ao ritmo de cada aluno, as turmas são constituídas por um número que varia entre 5 e 8 alunos.

Todos os alunos do IBC, do jardim de infância à 8ª série, são atendidos em horário integral. Destes alunos, cerca de 40%, por razões sociais e econômicas, são internos, tendo saída somente nos finais de semana.


Para saber mais, entre en contato com nossa Divisão de Ensino:

Responsável: Denise da Cunha Abreu Lial
Telefone: (0xx21)3478-4532

Bicentenário de nascimento de Louis Braille - 04.01.2009

Caro amigo,

No dia 04 de janeiro de 2009 será comemorado o bicentenário de nascimento de Louis Braille, aquele que foi, sem dúvida, o maior benfeitor das pessoas cegas de todo o mundo.

A União Mundial de Cegos (UMC), que atua como assessora junto às agências da ONU para assuntos relacionados à cegueira, representando 180 milhões de pessoas de 600 organizações, distribuídas em 158 países, associada a uma comissão nacional constituída na França, assumiu a liderança nas comemorações e está incentivando organizações e pessoas cegas de todo o mundo a promoverem celebrações alusivas a Louis Braille e a seu sistema de escrita e leitura.

Com esse objetivo, a UBC (União Brasileira de Cegos) instituiu, por meio da Resolução n. 02/2007, a Comissão Brasileira para o Bicentenário de Louis Braille (CBBLB), integrada por um grupo de pessoas profundamente envolvidas com as diversas áreas de aplicação do Sistema Braille.

A Comissão, que tem como Presidente de Honra a professora Dorina de Gouvêa Nowill, já iniciou os seus trabalhos e estabeleceu que as comemorações terão início no dia 04 de janeiro de 2009, estendendo-se até o dia 04 de janeiro de 2010.

Além de coordenar as celebrações em âmbito nacional, a CBBLB apoiará as celebrações locais e, para isso, espera contar com a colaboração de todos aqueles que reconhecem no Sistema Braille o principal instrumento para a educação, a reabilitação e a profissionalização das pessoas cegas.

Entre as principais celebrações previstas pela CBBLB, podemos destacar:

- Instituição, em 2009, da Semana Nacional do Braille.

- Criação do Dia nacional do Braille.

- Emissão de um selo e de uma moeda comemorativos do Bicentenário.

- Edição de livros e revistas comemorativos.

- Incentivo à intitulação de ruas e/ou outros logradouros públicos com o nome de Louis Braille.

A CBBLB fará uma ampla divulgação de suas atividades e, desde já, você está convidado a juntar-se a nós e colaborar para que as celebrações representem, de fato, a nossa gratidão, o nosso carinho e o nosso respeito a Louis Braille!

Um abraço,

UBC e CBBLB

Inclusão


Legislação de proteção à mulher será acessível aos cegos
O IBC vai realizar a transcrição, para o Braille, das Leis Maria da Penha e do Feminicídio



A professora Maria da Glória de Souza Almeida, acerta os detalhes da parceria com a coordenadora de Comunicação e a jornalista da SPM-Rio, Cida Santos e Melissa Ornelas, com a assessoria da jornalista do Instituto, Marília Estevão.
A professora Maria da Glória de Souza Almeida, acerta os detalhes da parceria com a coordenadora de Comunicação e a jornalista da SPM-Rio, Cida Santos e Melissa Ornelas, com a assessoria da jornalista do Instituto, Marília Estevão.



A parceria do IBC com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres foi definida hoje (20), na reunião entre a assessora da Direção-Geral do IBC, Maria da Glória de Souza Almeida, a coordenadora de Comunicação da SPM-Rio, Cida Santos e a jornalista Melissa Ornelas, também da Secretaria.


Segundo Cida Santos, a necessidade de dar acessibilidade às mulheres cegas aos mecanismos de assistência e proteção contra a violência doméstica e familiar ficou evidente a partir das denúncias que a SPM-Rio tem recebido de casos de abuso sofrido por essas mulheres que constam no Dossiê Mulher 2016, divulgado recentemente pelo Instituto de Segurança Pública, do governo do Estado do Rio de Janeiro.


“Este será o primeiro material da SPM-Rio acessível a cegos. A partir de agora, a transcrição para o Braille dos documentos públicos passará a ser a regra, disse Cida Santos. Segundo ela, uma parceria semelhante foi firmada com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). “Iremos produzir seis programas sobre os conteúdos das Leis Maria da Penha e do Feminicídio na Língua Brasileira de Sinais para que eles sejam também conhecidos pelas pessoas surdas”, completou.


Na reunião ficou acertada também a realização de uma palestra sobre as duas leis e também sobre os direitos da mulher durante a semana comemorativa ao aniversário do IBC, em setembro. A palestra será dada pela subsecretária de Ações Temáticas da SPM-Rio, Kátia Lobo.


A professora Maria da Glória elogiou a iniciativa da Secretaria, dizendo esperar que ela sirva de exemplo para todas as instituições públicas e privadas. “Ter acesso a informações tão básicas como essas são fundamentais para o exercício da cidadania pela pessoa cega, mas isso é só o primeiro passo. É preciso continuar nesse processo, fazer com que a inclusão faça parte da rotina das instituições”, disse a professora.


Para se informar sobre os dados do dossiê, clique em Dossiê Mulher 2016


Diferentes Formas de se Mostrar

Esta home page é mais um dos meios que o IBC utiliza para divulgar seu trabalho, suas pesquisas e de seus parceiros.

Aqui você pode ler a revista Benjamin Constant, uma publicação técnico-científica de grande importância na área.

Você também pode ter acesso às últimas edições da Revista Brasileira para Cegos, aqui produzida e distribuída para cerca de 23 países, e da Revista Pontinhos.

O acesso ao acervo bibliográfico da Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação, que reúne farto material acadêmico como teses, pesquisas e livros especializados, também pode ser feito por aqui.

No site está também disponibilizado o programa Braille Fácil que permite fazer a transcrição de qualquer documento para o Braille.

Aproveite!

Como Tudo Começou...

Menu Secundário

O Instituto Benjamin Constant foi criado pelo Imperador D.Pedro II através do Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854, tendo sido inaugurado, solenemente, no dia 17 de setembro do mesmo ano, na presença do Imperador, da Imperatriz e de todo o Ministério, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Este foi o primeiro passo concreto no Brasil para garantir ao cego o direito à cidadania.

Estruturando-se de acordo com os objetivos a alcançar, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos foi pouco-a-pouco derrubando preconceitos e fez ver que a educação das pessoas cegas não era utopia, bem como a profissionalização.

Com o aumento da demanda foi idealizado e construído o prédio atual, que passou a ser utilizado a partir de 1890, após a 1ª etapa da construção. Em 1891, o instituto recebeu o nome que tem hoje: Instituto Benjamin Constant (IBC), em homenagem ao seu terceiro diretor.

Fechado em 1937 para a conclusão da 2ª e última etapa do prédio, o IBC reabriu em 1944. Em setembro de 1945 criou seu curso ginasial, que veio a ser equiparado ao do Colégio Pedro II em junho de 1946. Foi proporcionado, assim, o ingresso nas escolas secundárias e nas universidades.

Atualmente, o Instituto Benjamin Constant vê seus objetivos redirecionados e redimensionados. É um Centro de Referência, a nível nacional, para questões da deficiência visual. Possui uma escola, capacita profissionais da área da deficiência visual, assessora escolas e instituições, realiza consultas oftamológicas à população, reabilita, produz material especializado, impressos em Braille e publicações científicas.

Toda a história centenária do IBC foi publicada no primeiro exemplar da Revista Benjamin Constant, em um texto que apresenta os seguintes tópicos históricos: antecedentes, fundação, primeiros diretores, nomes do instituto, imprensa Braille e o instituto no século XX.





foto de parte da fachada do IBC

Instituto Benjamin Constant

Centro de Referência Nacional na Área da Deficiência Visual

Av. Pasteur, 350 / 368 - Urca - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22.290-240
Tel: (021) 3478-4442 Fax: (21) 3478-4444
E-mail: ibc@ibc.gov.br Site: www.ibc.gov.br

Produção Braille...

Pioneira no Brasil, a Imprensa Braille do IBC, fundada em 1863, produz impressos, livros didáticos e técnicos, suprindo diversas escolas e entidades de todo o país. Nossa prioridade, hoje, é adaptar, transcrever, revisar e imprimir livros didáticos paradidáticos para distribuição às escolas públicas de todo o país, dentro do Programa Nacional do Livro Didático.

A Imprensa Braille possui maquinário informatizado para editoração e impressão no Sistema Braille, além de recursos próprios para a encadernação de sua produção.

O Instituto Benjamin Constant edita e distribui as duas únicas revistas informativas periódicas impressas em Braille no Brasil. A Revista Brasileira para Cegos (RBC) e a Pontinhos, destinada ao público infanto-juvenil, com cerca de 3000 assinantes em todo o país. Além da distribuição nacional, as revistas são distribuídas para mais 23 países.

Diretrizes e Normas para o Sistema Braille


PORTARIA N.º 319, de 26 de fevereiro de 1999

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e considerando o interesse do Governo Federal em adotar para todo o País, uma política de diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a difusão do Sistema Braille, em todas as modalidades de aplicação, compreendendo especialmente a Língua Portuguesa, a Matemática e outras Ciências, a Música e a informática; considerando a permanente evolução técnico-científica que passa a exigir sistemática avaliação, alteração e modificação dos códigos e simbologia Braille, adotados nos Países de língua portuguesa e espanhola; e, finalmente, considerando a necessidade do estabelecimento de permanente intercâmbio com comissões de Braille de outros países, de acordo com a política de unificação do Sistema Braille, a nível internacional,

RESOLVE:

Art. 1º. Fica instituída no Ministério da Educação, vinculada à Secretaria de Educação Especial/SEESP e presidida pelo titular desta, a Comissão Brasileira do Braille, de caráter permanente.

Art. 2º. A Comissão Brasileira do Braille, será constituída de 08 (oito) membros sendo:

I - 1 representante do Instituto Benjamin Constant - IBC;

II - 1 Representante da União Brasileira de Cegos - UBC;

III - 1 Representante da Fundação Dorina Nowill para Cegos FNDC;

IV - 5 representantes de instituições de e para cegos, escolhidos em fórum convocado pela União Brasileira de Cegos LJBC.

§ 1º Os membros referidos nos itens I ,II e III terão mandato de 3 anos e os no item IV terão mandato de 2 anos.

§ 2º Os representantes do Instituto Benjamin Constant - IBC, da União Brasileira de Cegos - UBC e da Fundação Dorina Nowill para Cegos -FNDC, referidos nos incisos I; II e III deste artigo, constituirão a Consultoria Técnico Científica da Comissão.

§ 3º Os cinco representantes escolhidos no fórum referido no inciso IV deste artigo, deverão preferencialmente atender as áreas de aplicação do Sistema Braille especificados no parágrafo subsequente.

§ 4 Os membros da Comissão Brasileira do Braille deverão ser pessoas de notório saber e larga experiência no uso do Sistema Braille, nas seguintes áreas:

a) Braille integral e abreviado (grau I e grau II) da língua portuguesa e conhecimentos específicos de simbologia Braille usada em outras línguas, em especial espanhol, francês e inglês;

b) Simbologia Braille aplicada à matemática e ciências em geral;

c) Musicografia Braille;

d) Simbologia Braille aplicada à informática, produção Braille (transcrição, adaptação de textos, gráficos e desenhos em relevo e impressão).

§ 5º Os trabalhos da Comissão serão considerados relevantes e as funções exercidas por seus membros não serão remuneradas, sendo vedada a percepção de vantagens pecuniárias de qualquer natureza, exceto despesas eventuais de passagens e diárias.

Art. 3º. Compete à Confissão Brasileira do Brafile:

I - Elaborar e propor a política nacional para o uso, ensino e difusão do Sistema Braille em todas as suas modalidades de aplicação, compreendendo especialmente a língua portuguesa, a matemática e outras ciências exatas, a música e a informática;

II - Propor normas e regulamentações concernentes ao uso, ensino e produção do Sistema Braille no Brasil, visando a unificação das aplicações do Sistema Braille, especialmente nas línguas portuguesa e espanhola.

III - Acompanhar e avaliar a aplicação de normas, regulamentações, acordos internacionais, convenções e quaisquer atos normativos referentes ao Sistema Braille.

IV - Prestar assistência técnica às Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, bem como a entidades públicas e privadas, sobre questões relativas ao uso do Sistema Braille.

V - Avaliar permanentemente a Simbologia Braille adotada no País, atentando para a necessidade de adaptá-la ou alterá-la face à evolução técnica e científica, procurando compatibilizar esta simbologia, sempre que for possível, com as adotadas nos países de língua portuguesa e espanhola.

VI - Manter intercâmbio permanente com comissões de Braille de outros países de acordo com as recomendações de unificação do Sistema Braille em nível internacional.

VII - Recomendar, com base em pesquisas, estudos, tratados e convenções, procedimentos que envolvam conteúdos, metodologia e estratégias a serem adotados em cursos de aprendizagem no Sistema Braille com caráter de especialização, treinamento e reciclagem de professores e de técnicos, como também nos cursos destinados a usuários do Sistema Braille e à comunidade geral.

VIII - Propor critérios e fixar estratégias para implantação de novas Simbologias Braille que alterem ou substituam os códigos em uso no Brasil, prevendo a realização de avaliações sistemáticas com vistas a modificações de procedimentos sempre que necessário.

IX - Elaborar catálogos, manuais, tabelas e outras publicações que facilitem o processo ensino-aprendizagem e o uso do Sistema Braille, em todo o território nacional.

Parágrafo único. Os itens IV, V, VI e IX, poderão constituir matéria de apreciação e deliberação da Consultoria Técnico Científica.

Art. 4º. A SEESP assegurará o apoio técnico, administrativo e financeiro indispensável ao funcionamento da Comissão.

Art. 5º. A instalação da Comissão Brasileira do Braille dar-se-á no prazo de até 60 (sessenta) dias da data de publicação desta Portaria.

Art. 6º. A Comissão elaborará o Regulamento Interno no prazo de 60 (sessenta) dias a partir de sua instalação.

Art. 7º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

José Álvares de Azevedo Eterno preito

José Álvares de Azevedo
Eterno preito



Busto do ex-aluno e professor José Álvares de Azevedo em fundo transparente


O ideal é a força motriz que impulsiona o desejo, transformando-o em ação geradora de realidades concretas. 17 de março de 2014. Reverenciamos nesta data, os 160 anos de morte de José Álvares de Azevedo. Mais que um nome histórico, mais que uma personalidade firme e empreendedora, Azevedo converteu-se no marco deflagrador dos princípios filosóficos, emancipatórios e humanísticos que serviriam de alicerce no qual se ergueriam os pilares onde apoiar-se-ia a causa da pessoa com deficiência visual no Brasil.


A educação cunha-se como sustentáculo de um pensamento que, podemos considerar revolucionário, já que espelhava não apenas um sonho calcado nos ímpetos da juventude, mas num ideal forjado na lucidez de uma convicção inabalável: O cego é um ser viável, um ser capaz de tornar-se um indivíduo inteiro, apto para tomar em suas mãos as rédeas da própria existência. Portanto, tinha direito ao conhecimento e ao avanço e aprofundamento do seu intelecto. Por essa ótica, nascia por sua competência e tenacidade, a primeira escola para cegos na América Latina - O IMPERIAL INSTITUTO DOS MENINOS CEGOS, semente benfazeja que faria florescer todas as conquistas intelectuais e sociais.


A partir delas, construía-se a possibilidade do desenvolvimento da verdadeira cidadania do cego brasileiro, que desde então, via alentado seu processo de crescimento humano. Em 1844, quando contava 10 anos de idade, José Álvares de Azevedo embarcava para a França; ia ao encontro de novas perspectivas. Novos rumos que não modificariam somente seu destino de criança cega, mas que também marcariam a mudança da trajetória de uma parcela de pessoas oculta pelo obscurantismo de um povo que se formava no seio de uma sociedade que distribuía robustos privilégios para poucos e uma profunda e castradora exclusão para a grande maioria. No Instituto dos Jovens Cegos de Paris, educou-se, adquiriu saberes vários, amealhou cultura, ganhou consciência coletiva. Em 14 de dezembro de 1850, retornou ao Rio de Janeiro.


Iniciava-se sua luta para que se concretizasse o compromisso que assumira consigo próprio: a construção, nos moldes do Instituto parisiense em que estudara, de uma escola que atendesse as demandas e suprisse as especificidades educativas do aluno cego em nosso país. Corporificava-se a natureza ímpar daquele jovem que buscava partilhar o largo acervo de conhecimento que pudera armazenar em seis anos de dedicação total a seus estudos. Era hora de abrir-se para o menino cego brasileiro o caminho da educação; educação que solta amarras e quebra grilhões.


Em 17 de setembro de 1854, fundava-se o Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Naquela cerimônia solene e repleta de simbolismos e ideias reformadoras, faltava o mais importante dos agentes construtores dessa obra pioneira: Álvares de Azevedo. Em 17 de março, seis meses antes da inauguração da sua escola, falecia aquele que transformou um ideal particular em lição institucional e patrimônio inconteste para gerações futuras. Permitimo-nos embrenhar nos registros de nossas memórias mais caras e trazer à luz a figura máxima do glorioso percurso do Instituto Benjamin Constant, indelével sinal da presença viva de um espírito que anima concepções, inspira transformações, crê no “outro” porque crê em si mesmo. Azevedo permanece e permanecerá entre nós em cada conceito renovado, em cada projeto inovador, em cada proposta ousada, em cada defesa dos direitos da pessoa com deficiência visual, em cada criança que floresce e em cada reabilitando que renasce.


Os grandes homens se eternizam na concretude de suas realizações. Você, Álvares de Azevedo, não precisou de uma vida longa nem do ruidoso reconhecimento das homenagens superficiais. Como Louis Braille, você pertence a um grupo seleto que ocupa esferas mais elevadas. Você é o símbolo de que limites se superam e desafios se enfrentam.


JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO - 8 de abril de 1834 / 17 de março de 1854

Introdução

VOCABULÁRIO DE TERMOS E EXPRESSÕES EMPREGADOS NO DOMÍNIO DO SISTEMA BRAILLE


AUTOR: JONIR BECHARA CERQUEIRA

PUBLICAÇÃO:
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
UNIÃO BRASILEIRA DE CEGOS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCADORES DE DEFICIENTES VISUAIS
JUNHO DE 2002

INTRODUÇÃO



O Sistema Braille, criado por Louis Braille em 1825, na França, constituiu-se, desde então, no meio fundamental de leitura e escrita para as pessoas cegas em todo o mundo.

A escrita braille, com suas especificidades, favoreceu naturalmente o desenvolvimento de uma terminologia própria, nem sempre de pleno domínio pelos que atuam no campo da educação de pessoas cegas, no da produção de textos braille e mesmo entre os usuários do Sistema.

No âmbito da sociedade, em geral, predomina o emprego de expressões equivocadas, como:

"linguagem braille"
"traduzir para o braille", e outras.

O presente trabalho foi elaborado com base em nossa experiência de usuário e de profissional atuante nas áreas de educação de pessoas cegas e na de produção de textos braille.

Jonir Bechara Cerqueira

Maio de 2001

Capacitação


IBC realiza jornada e simpósio sobre baixa visão
abertura foi hoje (28), no Teatro Benjamin Constant e termina amanhã (29)



A secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Ivana de Siqueira, fala à plateia lotada, ao lado do diretor do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo; do representante da Setec, Franclin do Nascimento; da diretora do DMR, Rosane Pereira; da coordenadora de Baixa Visão do IBC, Regina Chimenti e do representante da Associação Brasileira de Desportistas Cegos, Helder da Costa Filho.
A secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Ivana de Siqueira, fala à plateia lotada, ao lado do diretor do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo; do representante da Setec, Franclin do Nascimento; da diretora do DMR, Rosane Pereira; da coordenadora de Baixa Visão do IBC, Regina Ximenes e do representante da Associação Brasileira de Desportistas Cegos, Helder da Costa Filho.


A solenidade foi presidida pelo diretor-geral do Instituto, João Ricardo Figueiredo e reuniu 350 participantes, entre profissionais das áreas da saúde, educação e desporto. Hoje e amanhã eles vão participar da IV Jornada de Baixa Visão do IBC e do Simpósio da Sociedade Brasileira de Visão Subnormal.


O objetivo dos dois eventos é difundir conhecimentos, prestar esclarecimentos e orientações sobre baixa visão para os profissionais que trabalham e atendem pessoas nessa condição. Serão ministradas palestras, mesas-redondas e oficinas para todos participantes, além de um curso específico para médicos.


Dentre as autoridades presentes estavam a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação,Ivana de Siqueira; o assessor da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica , também do MEC, Franclin do Nascimento e o presidente da Sociedade Brasileira de Visão Subnormal, Evandro de Araújo.


Os dois eventos foram organizados pelo Departamento de Estudos e Pesquisas Médicas e de Reabilitação, em parceria com a Sociedade Brasileira de Visão Subnormal. “É um prazer imenso estarmos aqui para mais uma jornada, apresentando novos materiais, novas tecnologias e trocando conhecimentos sobre a baixa visão”, disse a diretora do Departamento, Rosane Pereira. Segundo ela, a falta de compreensão sobre a grande diversidade de problemas que levam à baixa visão é o grande entrave para a inclusão das pessoas com essa deficiência.


“A maioria dos problemas que acarretam a baixa visão é prevenível e pode ser corrigida clínica ou cirurgicamente, desde que detectada no início. Por isso precisamos capacitar mais e mais os profissionais de saúde completou o presidente da Sociedade Brasileira de Baixa Visão, parceira do IBC na luta pela prevenção, diagnóstico e tratamento dos problemas visuais.


Os dois representantes do MEC ressaltaram o papel do Instituto Benjamin Constant na difusão de conhecimentos relacionados aos problemas visuais. “Existe hoje um entendimento da Setec de que o IBC deveria fazer parte da Rede e, através da capilaridade dela, atuar de forma mais ampla em todo o País, capacitando professores e servidores no atendimento aos alunos cegos, surdocegos e com baixa visão”, disse Franclin do Nascimento.


A secretária da Secadi, Ivana de Siqueira, por sua vez, assumiu o compromisso de retomar os grupos de estudos com a participação de especialistas do IBC e trabalhar na revisão das políticas de inclusão das pessoas com deficiências visuais. “As pessoas com visão subnormal devem ser contempladas nessas políticas na perspectiva de contarem com os atendimentos, os recursos e os materiais necessários para sua efetiva inclusão no processo educacional”, disse.


Para o diretor do IBC, João Ricardo Figueiredo, a Jornada é importante por duas razões: por marcar a necessidade cada vez mais urgente de se adotar, no Brasil, práticas e políticas relativas às pessoas com baixa visão dentro do espectro das deficiências visuais; depois, por subsidiar os professores dos diversos sistemas de ensino com estratégias para receber esses alunos de forma digna, aproveitando o resíduo visual que eles têm da melhor forma possível.


“Esse evento é de sua importância e marca o encerramento, com chave de ouro, desse semestre letivo. Marca também o compromisso do IBC de atender cada vez mais e melhor as pessoas com baixa visão”, concluiu o diretor.



Pesquisando, Classificando, Documentando...

A Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação (DDI) pertence ao Departamento Técnico Especializado do IBC. Controla ações de pesquisa dando apoio aos que desejam atuar no campo da investigação científica e produção de conhecimento na área da Educação Especial - Deficiência Visual.

Com o intuito de disseminar informações SOBRE e PARA os deficientes visuais, produz e disponibiliza a Revista Brasileira para Cegos, a revista Pontinhos, a revista Benjamin Constant - periódico técnico-científico - e um acervo de livros técnicos, teses, monografias, dissertações, periódicos nacionais e estrangeiros, audiolivros técnicos, didáticos e paradidáticos em fitas cassetes e cds. Acompanha o desenvolvimento de pesquisas, promove encontros científicos e palestras.

Para isso conta com o trabalho de três coordenações:

-Revistas Braille
-Acervo Bibliográfico Especializado
-Centro de Estudos Instituto Benjamin Constant

Entre em contato com a DDI pelo telefone (21)3478-4458 ou
por e-mail para ddisec@ibc.gov.br

Visão Geral

APRESENTAÇÃO



O Sistema Braille foi adotado no Brasil, a partir de 1854, com a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant. Esse sistema inventado por Louis Braille, em 1825, foi utilizado em nosso país, na sua forma original, até a década de 40 do século XX.

A reforma ortográfica da Língua Portuguesa, ocorrida à época, impôs algumas modificações no Braille, de origem francesa, aqui utilizado.

Pela ausência de uma definição governamental, as alterações no Sistema Braille, posteriormente ocorridas, ficaram a mercê dos esforços de professores, técnicos especializados e de instituições ligadas à educação de cegos e à produção de livros em Braille que procuraram manter o sistema acessível e atualizado até a última década do século XX.

Com a publicação da Grafia Braille para a Língua Portuguesa, o Ministério da Educação, além de reafirmar o compromisso com a formação intelectual, profissional e cultural do cidadão cego brasileiro, contribuirá significativamente para a unificação da grafia braille nos países de língua portuguesa, conforme recomendação da União Mundial de Cegos (UMC) e UNESCO.

Este documento é produto de um trabalho criterioso desenvolvido conjuntamente pelas Comissões de Braille do Brasil e de Portugal desde 1996, hoje com amparo legal no Protocolo de Colaboração Brasil/Portugal nas Áreas de Uso e Modalidades de Aplicação do Sistema Braille, firmado em Lisboa no dia 25 de maio de 2000.

Trata-se de um documento normatizador e de consulta, destinado especialmente a professores, transcritores, revisores e usuários do Sistema Braille.

As edições da Grafia Braille para a Língua Portuguesa no Brasil e em Portugal, em tinta e em braille, beneficiarão, certamente, todas as pessoas cegas dos países de língua oficial portuguesa (PALOPS), parcela de um contingente populacional de cerca de 215 milhões de pessoas.

Esperamos que esta publicação venha a atingir seus objetivos, permitindo que os educandos cegos tenham acesso aos componentes curriculares e que os profissionais da área sintam-se preparados para atender, com qualidade, os usuários do Sistema Braille.

MARILENE RIBEIRO DOS SANTOS

Secretaria de Educação Especial / MEC


PREFÁCIO À 1ª EDIÇÃO BRASILEIRA DA GRAFIA BRAILLE PARA A LÍNGUA PORTUGUESA – BRAILLE INTEGRAL

A Grafia Braille para a Língua Portuguesa – Braille Integral é um documento normalizador e de consulta destinado especialmente a professores, transcritores, revisores e outros profissionais, bem como a usuários do Sistema Braille.

Este documento é fruto de um criterioso trabalho desenvolvido conjuntamente pela Comissão Brasileira do Braille e pela Comissão de Braille de Portugal ao longo de três anos.

Além de símbolos já consagrados na escrita braille, a Grafia traz algumas alterações, novos símbolos e um conjunto de normas para a aplicação de toda essa simbologia. Exemplos variados ilustram a Grafia e fornecem aos profissionais e usuários as informações complementares sobre o emprego adequado dos símbolos.

As alterações e a adoção de novos símbolos basearam-se principalmente nos seguintes critérios:

1. Ajustar a grafia básica à nova realidade da representação braille.

2. Favorecer o intercâmbio entre pessoas cegas e instituições de diferentes países.

3. Adequar a escrita braille às modificações realizadas nas representações gráficas decorrentes do avanço científico e tecnológico e do emprego cada vez mais freqüente da Informática.

4. Atender às recomendações da União Mundial de Cegos (UMC) e da UNESCO quanto à unificação das grafias por grupos lingüísticos.

5. Evitar a duplicidade de representação de símbolos braille.

6. Ajustar a grafia básica, considerando o Código Matemático Unificado (CMU), adotado no Brasil desde 1997.

7. Garantir a qualidade da transcrição de textos para o Sistema Braille, especialmente dos livros didáticos.

Ao uniformizar a grafia básica, a Comissão Brasileira do Braille e a Comissão de Braille de Portugal consideraram as diversidades culturais e as legislações vigentes em seus respectivos países.

O principal objetivo dos técnicos que elaboraram este documento foi permitir que o Sistema Braille continue sendo o instrumento fundamental na educação, reabilitação e profissionalização das pessoas cegas.

Comissão Brasileira do Braille



INTRODUÇÃO



A Grafia Braille para a Língua Portuguesa consiste no conjunto do material signográfico e das instruções/recomendações orientadoras da sua utilização na escrita. O conhecimento completo do respectivo código e a sua correta utilização devem constituir um objetivo permanente para todos, porque a boa qualidade gráfica dos textos exerce nos leitores uma saudável influência educativa, facilitando a assimilação de padrões propiciadores da melhoria do nível de desempenho, quer na leitura, quer na escrita.

A matéria desta Grafia, em sua versão para WEB, está exposta em quatro seções:

A primeira seção, intitulada “Sistema Braille”, integra 7 parágrafos. Neles se define e apresenta este Sistema, assim como se procede à sua caracterização.

A segunda seção, intitulada “O Código Braille na Grafia da Língua Portuguesa”, se estende do parágrafo 8 ao 44 e compreende as seguintes partes:

A. “Valor dos Sinais”: inclui apenas o parágrafo 8, em que se apresentam os quadros do material signográfico.

B. “Observações e Normas de Aplicação”: estende-se do parágrafo 9 ao 42 e incorpora as regras que enquadram o emprego dos sinais constantes dos quadros apresentados no parágrafo 8.

C. Alguns diacríticos necessários à escrita de palavras em outras línguas e na própria Língua Portuguesa: parágrafo 43.

D. Recomendações sobre a criação de sinais não previstos nesta Grafia: parágrafo 44.

A terceira seção, intitulada “Disposição do Texto Braille”, expõe, do parágrafo 45 ao 56, as normas sobre esta matéria. Vários exemplos ajudam a interpretar as normas e ilustram a sua aplicação.

A quarta seção inclui quatro apêndices que completam esta publicação:

Apêndice 1: inclui um conjunto de símbolos e de regras referentes à escrita em contexto informático.

Apêndice 2: nele figuram conjuntos de símbolos braille empregados em alemão, dinamarquês, espanhol, francês, inglês, italiano, latim e sueco, não coincidentes com os portugueses ou inexistentes na Língua Portuguesa.

Apêndice 3: nele se encontram os alfabetos grego, hebraico e russo ou cirílico moderno.

Apêndice 4: apresenta alguns sinais convencionais usados em esperanto e em outras línguas.

A versão WEB desta publicação apresenta, à esquerda do texto de cada seção, um sumário contendo os assuntos ali abordados, que poderão ser acessados clicando-se sobre os mesmos.

Quem Somos Nós...

Menu Secundário

O Instituto Benjamin Constant (IBC) é um órgão do Ministério da Educação do Governo do Brasil, tendo suas ações destinadas às questões relacionadas à Deficiência Visual.

Fundado em 1854, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos, o IBC foi a primeira instituição de educação especial da América Latina, e hoje constitui-se em um centro de excelência e de referência nacional na área, com atividades voltadas para o atendimento das necessidades acadêmicas, reabilitacionais, médicas, profissionais, culturais, esportivas e de lazer da pessoa cega e portadora de visão subnormal.

IBC - Ensino, Pesquisa e Extensão

Através do ensino, da pesquisa e da extensão, o conhecimento é construído e difundido para todo o país e para o exterior, objetivando sempre o aprimoramento e a adequação do atendimento às necessidades específicas de sua clientela.





foto de parte da fachada do IBC

Instituto Benjamin Constant

Centro de Referência Nacional na Área da Deficiência Visual

Av. Pasteur, 350 / 368 - Urca - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22.290-240
Tel: (021) 3478-4442 Fax: (21) 3478-4444
E-mail: ibc@ibc.gov.br Site: www.ibc.gov.br

Personagens



Dom Pedro Segundo     

D. Pedro II - Imperador do Brasil





Dom Pedro Segundo e sua filha Isabel     

O Imperador D. Pedro II e sua filha, a Princesa Isabel





Luis Braille     

Louis Braille - Criador do método





José Alvares de Azevedo     

José Alvares de Azevedo: precursor da educação de cegos no Brasil





Doutor José Francisco Xavier     

Dr. José Francisco Xavier Sigaud - 1º Diretor do Instituto





Benjamin Constant Botelho de Magalhães     

Benjamin Constant Botelho de Magalhães - 3º Diretor do Instituto





Helen Keler e Polly Thompson no IBC em 1953     

Helen Keller, à esquerda, e sua secretária Polly Thompson,
em visita ao IBC no ano de 1953.






FOTOS: Arquivo IBC

Classes de Alfabetização

Menu Secundário

Esta classe dá continuidade ao trabalho de desenvolvimento sensorial e de socialização dos alunos a partir dos 7 anos.

A fase preparatória utiliza, principalmente, a manipulação de material concreto, em que a criança aprende a discriminar forma, tamanho, peso e textura. Quando de visão subnormal, aprende a discriminar cores. A alfabetização dos alunos cegos é feita através da leitura e escrita no Sistema Braille, quando são utilizadas máquinas Braille (Perkins Brailler) ou reglete e punção.

Os alunos de visão subnormal utilizam tipos ampliados e outros recursos, ópticos ou não, adequados à sua condição visual. Nessa fase escolar, os alunos são divididos em turmas de crianças cegas e turmas de crianças de visão subnormal.

Além das classes regulares de alfabetização, o atendimento é estendido a alunos com maiores dificuldades de aprendizagem. Esse atendimento está sendo desenvolvido através de um programa diferenciado experimental, tendo como objetivo a integração a uma classe regular de alfabetização. Caso não seja possível superar as defasagens, o aluno será trabalhado para atingir uma alfabetização funcional (escrita e leitura).

Para saber mais, entre em contato com nossa Coordenação das Classes de Alfabetização:

Responsável: Jussara Costa de Almeida

Telefone: (0xx21)3478-4487

Edição 58 volume 1 - Janeiro - Junho de 2015

SEÇÕES:

SUMÁRIO

EDITORIAL

EXPEDIENTE

RESENHA:

RESENHA

ARTIGOS:

Representações sociais no discurso da “inclusão” de alunos com deficiência visual
Autores: Cristina dos Santos Bianchi, Maria da Conceição de Almeida Barbosa-Lima


Uma perspectiva sobre a inclusão de cegos: considerações de uma professora de matemática
Autores: Luí Fellippe da Silva Bellicantta Mollossi, Tatiana Comiotto Menestrina, Marnei Luis Mandler, Laura Comiotto Menestrina


Uma análise dos recursos didáticos táteis adaptados ao ensino de ciências a alunos com deficiência visual inseridos no ensino fundamental
Autores: Taiane Aparecida Ribeiro Nepomuceno, Leiza Daniele Zander


Áudio-descrição na escola: uma proposta pedagógica inclusiva de acessibilidade cultural
Autores: Ana Beatriz L. de Moraes, Maria Cecilia Tavares, Ana Maura A. Lopes


Educação alimentar e nutricional como instrumento de promoção da autonomia e inclusão social de pessoas cegas
Autores: Amanda Moreira Cardoso Luiz, Aline Soleane Carmo Braga, Bruna Pires Luz Silva, Juliana Gonçalves Santos, Larissa Loures Mendes

RELATOS:

Cantando, brincando e aprendendo: a importância das músicas e histórias infantis para o aprendizado de conceitos por crianças cegas
Autor: Flavia Daniela dos Santos Moreira

O Sistema Braille no Brasil

O Sistema Braille, utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e a integração dos deficientes visuais na sociedade.

Antes desse histórico invento, registram-se inúmeras tentativas em diferentes países, no sentido de se encontrarem meios que proporcionassem às pessoas cegas condições de ler e escrever. Dentre essas tentativas, destaca-se o processo de representação dos caracteres comuns com linhas em alto relevo, adaptado pelo francês Valentin Hauy, fundador da primeira escola para cegos no mundo, em 1784, na cidade de Paris, denominada Instituto Real dos Jovens Cegos. Foi nesta escola, onde os estudantes cegos tinham acesso apenas à leitura, através do processo de Valentin Hauy, que estudou Louis Braille. Até então, não havia recurso que permitisse à pessoa cega comunicar-se pela escrita individual.

Louis Braille, ainda jovem estudante, tomou conhecimento de uma invenção denominada sonografia ou código militar, desenvolvida por Charles Barbier, oficial do exército francês. O invento tinha como objetivo possibilitar a comunicação noturna entre oficiais nas campanhas de guerra. Baseava-se em doze sinais, compreendendo linhas e pontos salientes, representando sílabas na língua francesa. O invento de Barbier não logrou êxito no que se propunha, inicialmente. O bem intencionado oficial levou seu invento para ser experimentado entre as pessoas cegas do Instituto Real dos Jovens Cegos.

A significação tátil dos pontos em relevo do invento de Barbier foi a base para a criação do Sistema Braille, aplicável tanto na leitura como na escrita por pessoas cegas e cuja estrutura diverge fundamentalmente do processo que inspirou seu inventor. O Sistema Braille, utilizando seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas, possibilita a formação de 63 símbolos diferentes que são empregados em textos literários nos diversos idiomas, como também nas simbologias matemática e científica, em geral, na música e, recentemente, na Informática.

A partir da invenção do Sistema Braille, em 1825, seu autor desenvolveu estudos que resultaram, em 1837, na proposta que definiu a estrutura básica do sistema, ainda hoje utilizada mundialmente. Comprovadamente, o Sistema Braille teve plena aceitação por parte das pessoas cegas, tendo-se registrado, no entanto, algumas tentativas para a adoção de outras formas de leitura e escrita e, ainda outras, sem resultado prático, para aperfeiçoamento da invenção de Louis Braille.

Apesar de algumas resistências mais ou menos prolongadas em outros países da Europa e nos Estados Unidos, o Sistema Braille, por sua eficiência e vasta aplicabilidade, se impôs definitivamente como o melhor meio de leitura e de escrita para as pessoas cegas.

Em 1878, um congresso internacional realizado em Paris, com a participação de onze países europeus e dos Estados Unidos, estabeleceu que o Sistema Braille deveria ser adotado de forma padronizada, para uso na literatura, exatamente de acordo com a proposta de estrutura do sistema, apresentada por Louis Braille em 1837, já referida anteriormente.

Os símbolos fundamentais do Braille utilizados para as notações musicais foram, também, apresentados pelo próprio Louis Braille na versão final dos estudos constantes da proposta de estrutura do Sistema concluída em 1837.

Hoje, a musicografia braille‚ já é adotada uniformemente por todos os países. Para tanto, contribuíram, principalmente, os congressos realizados em Colônia (Alemanha), 1888, em Paris (França), 1929 e, finalmente, num congresso realizado em Nova Iorque, 1954, onde foram adaptados símbolos, de acordo com novas exigências da musicografia.

A aplicação do Sistema Braille à Matemática foi também proposta por seu inventor na versão do Sistema editada em 1837. Nesta, foram apresentados os símbolos fundamentais para os algarismos, bem como as convenções para a Aritmética e para a Geometria.

Esta simbologia fundamental, entretanto, nem sempre foi adotada nos países que vieram a utilizar o Sistema Braille, verificando-se, posteriormente, diferenças regionais e locais mais ou menos acentuadas, chegando a prevalecer, como hoje, diversos códigos para a Matemática e as ciências em todo o mundo.

Com o propósito de unificar a simbologia braille para a Matemática e as ciências, realizou-se na cidade de Viena, em 1929, um congresso, reunindo países da Europa e os Estados Unidos. Apesar desse esforço, a falta de acordo fez com que continuassem a prevalecer as divergências, que se acentuaram, face à necessidade de adoção de novos símbolos, determinada pela evolução técnica e científica do século XX.

O Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, criado em 1952, hoje União Mundial dos Cegos, com apoio da UNESCO, passou a se preocupar, através de seus especialistas, com o problema da unificação da simbologia matemática e científica, a nível mundial.

Com esse propósito, a Organização Nacional de Cegos da Espanha (ONCE), em princípios da década de 1970, desenvolveu estudos, através da análise e comparação de diferentes códigos em uso no mundo, para, finalmente, propor um código unificado a que denominou "Notacion Universal".

A Conferência Ibero-Americana para a Unificação do Sistema Braille, realizada em Buenos Aires, 1973, foi uma tentativa de se estabelecer um código único para países de língua castelhana e portuguesa. Na oportunidade, foram apresentados três trabalhos, elaborados pela Espanha, Argentina e Brasil. A acentuada divergência entre os códigos inviabilizou um desejável acordo.

O Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, reunido por seu Comitê-Executivo na cidade de Riyadh, Arábia-Saudita (1977), criou o Subcomitê de Matemáticas e Ciências, integrado por representantes da Espanha, Estados Unidos, União Soviética, Alemanha Ocidental e Inglaterra, com a finalidade principal de promover, em diferentes países, estudos e experiências de âmbito nacional e regional, visando a unificação dos diversos códigos em uso.

A nível de países de língua castelhana, finalmente, foi possível um acordo para a unificação da simbologia matemática, celebrado em 1987 na cidade de Montevidéu, durante uma reunião de representantes de imprensas braille dos países que falam o referido idioma. A esta reunião compareceram representantes brasileiros, como observadores.

A nível mundial, o esforço para a unificação dos códigos matemáticos e científicos ainda não alcançou o êxito desejado.

Especialistas no Sistema Braille do Brasil, especialmente ligados ao Instituto Benjamin Constant e à, hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos, a partir da década de 70, passaram a se preocupar com as vantagens que adviriam da unificação dos códigos de Matemática e das ciências, uma vez que a tabela Taylor, adotada no Brasil desde a década de 40, já não vinha atendendo satisfatoriamente à transcrição em Braille, sobretudo, após a introdução dos símbolos da Matemática Moderna, revelando-se esta tabela, insuficiente para as representações matemáticas e científicas em nível superior.

Deste modo, o Brasil participou inicialmente dos estudos desenvolvidos pelo Comitê de especialistas da ONCE e, posteriormente, acompanhou os estudos desenvolvidos pelo Comitê da ONCE, deles resultando o Código de Matemática Unificado.

Em 1991 foi criada a Comissão para Estudo e Atualização do Sistema Braille em uso no Brasil, com a participação de especialistas representantes do Instituto Benjamin Constant, da Fundação Dorina Nowill para Cegos, do Conselho Brasileiro para o Bem-Estar dos Cegos, da Associação Brasileira de Educadores de Deficientes Visuais e da Federação Brasileira de Entidades de Cegos, com o apoio da União Brasileira de Cegos e o patrocínio do Fundo de Cooperação Econômica para Iberoamérica - ONCE-ULAC. Os estudos desta comissão foram concluídos em 18 de maio de 1994, constando das principais resoluções a de se adotar no Brasil o Código Matemático Unificado para a Língua Castelhana, com as necessárias adaptações à realidade brasileira.

Por orientação da União Brasileira de Cegos, especialistas da Comissão na área da Matemática vêm realizando estudos para o estabelecimento de estratégias, visando a implantação, em todo o território brasileiro, da nova simbologia matemática unificada.

Sob o ponto de vista histórico, a utilização do Sistema Braille no Brasil pode ser abordada em três períodos distintos:

1854 a 1942 - Em 1854 o Sistema Braille foi adotado no Imperial Instituto dos Meninos Cegos (hoje, Instituto Benjamin Constant), sendo assim, a primeira instituição na América Latina a utilizá-lo. Deve-se isto aos esforços de José Alvares de Azevedo, um jovem cego brasileiro, que o havia aprendido na França.

Diferentemente de alguns países, o Sistema Braille teve plena aceitação no Brasil, utilizando-se praticamente toda a simbologia usada na França. A exemplo de outros países, o Brasil passou a empregar, na íntegra, o código internacional de musicografia braille de 1929.

1942 a 1963 - Neste período verificaram-se algumas alterações na simbologia braille em uso no Brasil. Para atender à reforma ortográfica da Língua Portuguesa de 1942, o antigo alfabeto braille de origem francesa foi adaptado às novas necessidades de nossa língua, especialmente para a representação de símbolos indicativos de acentos diferenciais.

Destaca-se, ainda, a adoção da tabela Taylor de sinais matemáticos, de origem inglesa, em substituição à simbologia francesa até então empregada.

A Portaria no. 552, de 13 de novembro de 1945, estabeleceu o Braille Oficial para uso no Brasil, além de um código de abreviaturas, da autoria do professor José Espínola Veiga. Esta abreviatura teve uso restrito, entrando em desuso, posteriormente.

A Lei no. 4.169, de 4 de dezembro de 1962, que oficializou as convenções braille para uso na escrita e leitura dos cegos, além de um código de contrações e abreviaturas braille, veio a criar dificuldades para o estabelecimento de acordos internacionais, pelo que, especialistas brasileiros optaram por alterar seus conteúdos, em benefício da unificação do Sistema Braille.

1963 a 1995 - Os fatos marcantes deste período podem ser assim destacados: em 05 de janeiro de 1963 foi assinado um convênio luso-brasileiro, entre as mais importantes entidades dos dois países, para a padronização do Braille integral (grau 1) e para a adoção, no Brasil, de símbolos do código de abreviaturas usado em Portugal.

Em relação à Matemática, educadores e técnicos da Fundação para o Livro do Cego no Brasil e do Instituto Benjamin Constant, principalmente, complementaram a tabela Taylor com o acréscimo de símbolos braille aplicáveis à teoria de conjuntos.

A atuação profissional de pessoas cegas no campo da Informática, a partir da década de 70, fez com que surgissem diferentes formas de representação em Braille desta matéria, com base, sobretudo, em publicações estrangeiras. A nível de imprensas e centros de produção de Braille, finalmente, foi acordada em 1994, a adoção de uma tabela unificada para a Informática.

Durante todo este período, o Brasil participou dos esforços do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos (hoje, União Mundial de Cegos) para a atualização e a unificação do Sistema Braille, como o demonstram a contribuição brasileira à Conferência Íbero-Americana para Unificação do Sistema Braille (Buenos Aires, 1973), a participação de técnicos brasileiros, como observadores, na Reunião de Imprensas Braille de Países de Língua Castelhana (Montevidéu, 1987), a criação da Comissão para Estudo e Atualização do Sistema Braille em Uso no Brasil (1991-1994), a atuação de especialistas brasileiros na Conferência: O Sistema Braille Aplicado à Língua Portuguesa (Lisboa, 1994), além de outras iniciativas e atividades desenvolvidas. Destaque-se, em todo este período, o trabalho conjunto da, hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos e do Instituto Benjamin Constant, através de seus especialistas, aos quais se reuniram, muitas vezes, competentes profissionais de outras importantes entidades brasileiras.

As tentativas de destacadas entidades de e para cegos, no sentido de se criar, em âmbito federal, uma comissão nacional de Braille não foram bem sucedidas. O insucesso, porém, foi certamente compensado pelo trabalho profícuo e harmonioso dos especialistas em Braille do Brasil.

A União Brasileira de Cegos, na assembléia-geral ordinária de 28 de agosto de 1995, realizada no Instituto Benjamin Constant, homologou a criação, no âmbito dessa entidade, da Comissão Brasileira de Braille, constituída de cinco membros.

Os membros da Comissão deverão atender aos critérios de serem, preferentemente, usuários do Sistema Braille e de terem conhecimento e experiência reconhecidos no campo da produção de material braille e da educação de cegos.

FINALIDADES DA COMISSÃO BRASILEIRA DE BRAILLE



1 - Propor às autoridades competentes e diligenciar por sua execução, a nível nacional, a política de diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a difusão do Sistema Braille em todas as suas modalidades de aplicação, compreendendo, especialmente, a Língua Portuguesa, a Matemática e outras ciências, a Música e a Informática.

2 - Propor ao Governo Federal a promulgação de leis, a edição de decretos e regulamentações concernentes ao uso do Sistema Braille no Brasil, visando, inclusive, a unificação das aplicações do referido Sistema a nível internacional, especialmente nas línguas portuguesa e castelhana.

3 - Cumprir e fazer cumprir, no que lhe couber, os acordos internacionais referentes ao uso do Sistema Braille.

4 - Funcionar como equipe técnica de assessoria sobre questões eletivas ao uso do Sistema Braille, junto a entidades públicas e privadas.

5 - Avaliar, permanentemente, a simbologia braille adotada no país, atentando para a necessidade de adaptá-la ou alterá-la, face à evolução técnica e científica, particularmente, procurando compatibilizar esta simbologia, sempre que possível, com as adotadas nos países de línguas portuguesa e castelhana.

6 - Manter intercâmbio permanente com comissões de Braille de outros países, de acordo com a política de unificação do Sistema Braille, a nível internacional.

7 - Estabelecer, com base em estudos realizados, conteúdos, metodologias e estratégias a serem adotados em cursos de aprendizagem do Sistema Braille com caráter de especialização, treinamento e reciclagem de professores e de técnicos, como também nos cursos destinados a usuários do Sistema e à comunidade, em geral.

8 - Estabelecer critérios e fixar estratégias para a implantação de novas simbologias braille que alterem ou substituam os códigos em uso no Brasil, prevendo a realização de avaliações sistemáticas com vistas a modificações de procedimentos, sempre que necessário.

9 - Manter, com objetivos de estudo e de pesquisa, acervo bibliográfico de origem nacional e estrangeira, acerca do Sistema Braille, compreendendo códigos, manuais, tabelas e outras publicações afins.

10 - Elaborar catálogos, manuais, tabelas e outras publicações que facilitem o processo ensino-aprendizagem e o uso do Sistema Braille em todo o território nacional.

Esta iniciativa da União Brasileira de Cegos nivela o Brasil com os países em que as questões referentes à leitura e à escrita das pessoas cegas são da competência de verdadeiras "Autoridades Braille".

Edison Ribeiro Lemos - Ex professor do Instituto Benjamin Constant, advogado, Livre Docente em Educação, Presidente do Conselho Brasileiro para o Bem Estar dos Cegos e Coordenador da Comissão Brasileira de Braille.

Jonir Bechara Cerqueira - Professor, ex Diretor Geral do Instituto Benjamin Constant e membro da Comissão Brasileira de Braille e do Conselho Editorial da Revista Benjamin Constant.

O Sistema Braille no Brasil

O Sistema Braille, utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e a integração dos deficientes visuais na sociedade.

Antes desse histórico invento, registram-se inúmeras tentativas em diferentes países, no sentido de se encontrarem meios que proporcionassem às pessoas cegas condições de ler e escrever. Dentre essas tentativas, destaca-se o processo de representação dos caracteres comuns com linhas em alto relevo, adaptado pelo francês Valentin Hauy, fundador da primeira escola para cegos no mundo, em 1784, na cidade de Paris, denominada Instituto Real dos Jovens Cegos. Foi nesta escola, onde os estudantes cegos tinham acesso apenas à leitura, através do processo de Valentin Hauy, que estudou Louis Braille. Até então, não havia recurso que permitisse à pessoa cega comunicar-se pela escrita individual.

Louis Braille, ainda jovem estudante, tomou conhecimento de uma invenção denominada sonografia ou código militar, desenvolvida por Charles Barbier, oficial do exército francês. O invento tinha como objetivo possibilitar a comunicação noturna entre oficiais nas campanhas de guerra. Baseava-se em doze sinais, compreendendo linhas e pontos salientes, representando sílabas na língua francesa. O invento de Barbier não logrou êxito no que se propunha, inicialmente. O bem intencionado oficial levou seu invento para ser experimentado entre as pessoas cegas do Instituto Real dos Jovens Cegos.

A significação tátil dos pontos em relevo do invento de Barbier foi a base para a criação do Sistema Braille, aplicável tanto na leitura como na escrita por pessoas cegas e cuja estrutura diverge fundamentalmente do processo que inspirou seu inventor. O Sistema Braille, utilizando seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas, possibilita a formação de 63 símbolos diferentes que são empregados em textos literários nos diversos idiomas, como também nas simbologias matemática e científica, em geral, na música e, recentemente, na Informática.

A partir da invenção do Sistema Braille, em 1825, seu autor desenvolveu estudos que resultaram, em 1837, na proposta que definiu a estrutura básica do sistema, ainda hoje utilizada mundialmente. Comprovadamente, o Sistema Braille teve plena aceitação por parte das pessoas cegas, tendo-se registrado, no entanto, algumas tentativas para a adoção de outras formas de leitura e escrita e, ainda outras, sem resultado prático, para aperfeiçoamento da invenção de Louis Braille.

Apesar de algumas resistências mais ou menos prolongadas em outros países da Europa e nos Estados Unidos, o Sistema Braille, por sua eficiência e vasta aplicabilidade, se impôs definitivamente como o melhor meio de leitura e de escrita para as pessoas cegas.

Em 1878, um congresso internacional realizado em Paris, com a participação de onze países europeus e dos Estados Unidos, estabeleceu que o Sistema Braille deveria ser adotado de forma padronizada, para uso na literatura, exatamente de acordo com a proposta de estrutura do sistema, apresentada por Louis Braille em 1837, já referida anteriormente.

Os símbolos fundamentais do Braille utilizados para as notações musicais foram, também, apresentados pelo próprio Louis Braille na versão final dos estudos constantes da proposta de estrutura do Sistema concluída em 1837.

Hoje, a musicografia braille‚ já é adotada uniformemente por todos os países. Para tanto, contribuíram, principalmente, os congressos realizados em Colônia (Alemanha), 1888, em Paris (França), 1929 e, finalmente, num congresso realizado em Nova Iorque, 1954, onde foram adaptados símbolos, de acordo com novas exigências da musicografia.

A aplicação do Sistema Braille à Matemática foi também proposta por seu inventor na versão do Sistema editada em 1837. Nesta, foram apresentados os símbolos fundamentais para os algarismos, bem como as convenções para a Aritmética e para a Geometria.

Esta simbologia fundamental, entretanto, nem sempre foi adotada nos países que vieram a utilizar o Sistema Braille, verificando-se, posteriormente, diferenças regionais e locais mais ou menos acentuadas, chegando a prevalecer, como hoje, diversos códigos para a Matemática e as ciências em todo o mundo.

Com o propósito de unificar a simbologia braille para a Matemática e as ciências, realizou-se na cidade de Viena, em 1929, um congresso, reunindo países da Europa e os Estados Unidos. Apesar desse esforço, a falta de acordo fez com que continuassem a prevalecer as divergências, que se acentuaram, face à necessidade de adoção de novos símbolos, determinada pela evolução técnica e científica do século XX.

O Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, criado em 1952, hoje União Mundial dos Cegos, com apoio da UNESCO, passou a se preocupar, através de seus especialistas, com o problema da unificação da simbologia matemática e científica, a nível mundial.

Com esse propósito, a Organização Nacional de Cegos da Espanha (ONCE), em princípios da década de 1970, desenvolveu estudos, através da análise e comparação de diferentes códigos em uso no mundo, para, finalmente, propor um código unificado a que denominou "Notacion Universal".

A Conferência Ibero-Americana para a Unificação do Sistema Braille, realizada em Buenos Aires, 1973, foi uma tentativa de se estabelecer um código único para países de língua castelhana e portuguesa. Na oportunidade, foram apresentados três trabalhos, elaborados pela Espanha, Argentina e Brasil. A acentuada divergência entre os códigos inviabilizou um desejável acordo.

O Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, reunido por seu Comitê-Executivo na cidade de Riyadh, Arábia-Saudita (1977), criou o Subcomitê de Matemáticas e Ciências, integrado por representantes da Espanha, Estados Unidos, União Soviética, Alemanha Ocidental e Inglaterra, com a finalidade principal de promover, em diferentes países, estudos e experiências de âmbito nacional e regional, visando a unificação dos diversos códigos em uso.

A nível de países de língua castelhana, finalmente, foi possível um acordo para a unificação da simbologia matemática, celebrado em 1987 na cidade de Montevidéu, durante uma reunião de representantes de imprensas braille dos países que falam o referido idioma. A esta reunião compareceram representantes brasileiros, como observadores.

A nível mundial, o esforço para a unificação dos códigos matemáticos e científicos ainda não alcançou o êxito desejado.

Especialistas no Sistema Braille do Brasil, especialmente ligados ao Instituto Benjamin Constant e à, hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos, a partir da década de 70, passaram a se preocupar com as vantagens que adviriam da unificação dos códigos de Matemática e das ciências, uma vez que a tabela Taylor, adotada no Brasil desde a década de 40, já não vinha atendendo satisfatoriamente à transcrição em Braille, sobretudo, após a introdução dos símbolos da Matemática Moderna, revelando-se esta tabela, insuficiente para as representações matemáticas e científicas em nível superior.

Deste modo, o Brasil participou inicialmente dos estudos desenvolvidos pelo Comitê de especialistas da ONCE e, posteriormente, acompanhou os estudos desenvolvidos pelo Comitê da ONCE, deles resultando o Código de Matemática Unificado.

Em 1991 foi criada a Comissão para Estudo e Atualização do Sistema Braille em uso no Brasil, com a participação de especialistas representantes do Instituto Benjamin Constant, da Fundação Dorina Nowill para Cegos, do Conselho Brasileiro para o Bem-Estar dos Cegos, da Associação Brasileira de Educadores de Deficientes Visuais e da Federação Brasileira de Entidades de Cegos, com o apoio da União Brasileira de Cegos e o patrocínio do Fundo de Cooperação Econômica para Iberoamérica - ONCE-ULAC. Os estudos desta comissão foram concluídos em 18 de maio de 1994, constando das principais resoluções a de se adotar no Brasil o Código Matemático Unificado para a Língua Castelhana, com as necessárias adaptações à realidade brasileira.

Por orientação da União Brasileira de Cegos, especialistas da Comissão na área da Matemática vêm realizando estudos para o estabelecimento de estratégias, visando a implantação, em todo o território brasileiro, da nova simbologia matemática unificada.

Sob o ponto de vista histórico, a utilização do Sistema Braille no Brasil pode ser abordada em três períodos distintos:

1854 a 1942 - Em 1854 o Sistema Braille foi adotado no Imperial Instituto dos Meninos Cegos (hoje, Instituto Benjamin Constant), sendo assim, a primeira instituição na América Latina a utilizá-lo. Deve-se isto aos esforços de José Alvares de Azevedo, um jovem cego brasileiro, que o havia aprendido na França.

Diferentemente de alguns países, o Sistema Braille teve plena aceitação no Brasil, utilizando-se praticamente toda a simbologia usada na França. A exemplo de outros países, o Brasil passou a empregar, na íntegra, o código internacional de musicografia braille de 1929.

1942 a 1963 - Neste período verificaram-se algumas alterações na simbologia braille em uso no Brasil. Para atender à reforma ortográfica da Língua Portuguesa de 1942, o antigo alfabeto braille de origem francesa foi adaptado às novas necessidades de nossa língua, especialmente para a representação de símbolos indicativos de acentos diferenciais.

Destaca-se, ainda, a adoção da tabela Taylor de sinais matemáticos, de origem inglesa, em substituição à simbologia francesa até então empregada.

A Portaria no. 552, de 13 de novembro de 1945, estabeleceu o Braille Oficial para uso no Brasil, além de um código de abreviaturas, da autoria do professor José Espínola Veiga. Esta abreviatura teve uso restrito, entrando em desuso, posteriormente.

A Lei no. 4.169, de 4 de dezembro de 1962, que oficializou as convenções braille para uso na escrita e leitura dos cegos, além de um código de contrações e abreviaturas braille, veio a criar dificuldades para o estabelecimento de acordos internacionais, pelo que, especialistas brasileiros optaram por alterar seus conteúdos, em benefício da unificação do Sistema Braille.

1963 a 1995 - Os fatos marcantes deste período podem ser assim destacados: em 05 de janeiro de 1963 foi assinado um convênio luso-brasileiro, entre as mais importantes entidades dos dois países, para a padronização do Braille integral (grau 1) e para a adoção, no Brasil, de símbolos do código de abreviaturas usado em Portugal.

Em relação à Matemática, educadores e técnicos da Fundação para o Livro do Cego no Brasil e do Instituto Benjamin Constant, principalmente, complementaram a tabela Taylor com o acréscimo de símbolos braille aplicáveis à teoria de conjuntos.

A atuação profissional de pessoas cegas no campo da Informática, a partir da década de 70, fez com que surgissem diferentes formas de representação em Braille desta matéria, com base, sobretudo, em publicações estrangeiras. A nível de imprensas e centros de produção de Braille, finalmente, foi acordada em 1994, a adoção de uma tabela unificada para a Informática.

Durante todo este período, o Brasil participou dos esforços do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos (hoje, União Mundial de Cegos) para a atualização e a unificação do Sistema Braille, como o demonstram a contribuição brasileira à Conferência Íbero-Americana para Unificação do Sistema Braille (Buenos Aires, 1973), a participação de técnicos brasileiros, como observadores, na Reunião de Imprensas Braille de Países de Língua Castelhana (Montevidéu, 1987), a criação da Comissão para Estudo e Atualização do Sistema Braille em Uso no Brasil (1991-1994), a atuação de especialistas brasileiros na Conferência: O Sistema Braille Aplicado à Língua Portuguesa (Lisboa, 1994), além de outras iniciativas e atividades desenvolvidas. Destaque-se, em todo este período, o trabalho conjunto da, hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos e do Instituto Benjamin Constant, através de seus especialistas, aos quais se reuniram, muitas vezes, competentes profissionais de outras importantes entidades brasileiras.

As tentativas de destacadas entidades de e para cegos, no sentido de se criar, em âmbito federal, uma comissão nacional de Braille não foram bem sucedidas. O insucesso, porém, foi certamente compensado pelo trabalho profícuo e harmonioso dos especialistas em Braille do Brasil.

A União Brasileira de Cegos, na assembléia-geral ordinária de 28 de agosto de 1995, realizada no Instituto Benjamin Constant, homologou a criação, no âmbito dessa entidade, da Comissão Brasileira de Braille, constituída de cinco membros.

Os membros da Comissão deverão atender aos critérios de serem, preferentemente, usuários do Sistema Braille e de terem conhecimento e experiência reconhecidos no campo da produção de material braille e da educação de cegos.

FINALIDADES DA COMISSÃO BRASILEIRA DE BRAILLE



1 - Propor às autoridades competentes e diligenciar por sua execução, a nível nacional, a política de diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a difusão do Sistema Braille em todas as suas modalidades de aplicação, compreendendo, especialmente, a Língua Portuguesa, a Matemática e outras ciências, a Música e a Informática.

2 - Propor ao Governo Federal a promulgação de leis, a edição de decretos e regulamentações concernentes ao uso do Sistema Braille no Brasil, visando, inclusive, a unificação das aplicações do referido Sistema a nível internacional, especialmente nas línguas portuguesa e castelhana.

3 - Cumprir e fazer cumprir, no que lhe couber, os acordos internacionais referentes ao uso do Sistema Braille.

4 - Funcionar como equipe técnica de assessoria sobre questões eletivas ao uso do Sistema Braille, junto a entidades públicas e privadas.

5 - Avaliar, permanentemente, a simbologia braille adotada no país, atentando para a necessidade de adaptá-la ou alterá-la, face à evolução técnica e científica, particularmente, procurando compatibilizar esta simbologia, sempre que possível, com as adotadas nos países de línguas portuguesa e castelhana.

6 - Manter intercâmbio permanente com comissões de Braille de outros países, de acordo com a política de unificação do Sistema Braille, a nível internacional.

7 - Estabelecer, com base em estudos realizados, conteúdos, metodologias e estratégias a serem adotados em cursos de aprendizagem do Sistema Braille com caráter de especialização, treinamento e reciclagem de professores e de técnicos, como também nos cursos destinados a usuários do Sistema e à comunidade, em geral.

8 - Estabelecer critérios e fixar estratégias para a implantação de novas simbologias braille que alterem ou substituam os códigos em uso no Brasil, prevendo a realização de avaliações sistemáticas com vistas a modificações de procedimentos, sempre que necessário.

9 - Manter, com objetivos de estudo e de pesquisa, acervo bibliográfico de origem nacional e estrangeira, acerca do Sistema Braille, compreendendo códigos, manuais, tabelas e outras publicações afins.

10 - Elaborar catálogos, manuais, tabelas e outras publicações que facilitem o processo ensino-aprendizagem e o uso do Sistema Braille em todo o território nacional.

Esta iniciativa da União Brasileira de Cegos nivela o Brasil com os países em que as questões referentes à leitura e à escrita das pessoas cegas são da competência de verdadeiras "Autoridades Braille".

Edison Ribeiro Lemos - Ex professor do Instituto Benjamin Constant, advogado, Livre Docente em Educação, Presidente do Conselho Brasileiro para o Bem Estar dos Cegos e Coordenador da Comissão Brasileira de Braille.

Jonir Bechara Cerqueira - Professor, ex Diretor Geral do Instituto Benjamin Constant e membro da Comissão Brasileira de Braille e do Conselho Editorial da Revista Benjamin Constant.

Oficina Monet: elaboração de gráficos táteis – Turma 1

Oficina Monet: elaboração de gráficos táteis – Turma 1




Público: Pessoas com interesse na área de editoração de textos em Braille.

Ementa: Exercícios de elaboração de gráficos táteis com o uso do software MONET.

Carga horária total: 16 horas/aula

Pré-requisitos: Conhecimento básico do Sistema Braille, conhecimento básico de informática.

Nº de vagas: 20

Período do curso: 18 e 19/04/2016.

Dias e Horários: segunda e terça-feira, das 8 às 17 h.

Período de pré-inscrições: de 18/01 a 19/02/2016.

Documentos Obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra.download da ficha de pré-inscrição.
Documento de identidade;
Certificado de conclusão de curso de Ensino Médio ou de Graduação ou, ainda, declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso de graduação;
Foto 3 x 4 recente (1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: frequência mínima de 80%.

Taxa de Material: R$ 30,00

Professor: Thiago Ribeiro Duarte

Breve currículo: Graduado em Educação Artística (2004) e especialista em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2012) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), possuindo diversos cursos na área de deficiência visual, como: Braille (2003); Adaptação de Textos e Livros para Transcrição no Sistema Braille (2005); Capacitação de Profissionais para Produção de Textos em Braille (2006); Curso de Transcrição e Impressão de Textos em Braille (2006). Atuou como transcritor Braille no IBC entre 2003 e 2006, atuou também como designer na adaptação de livros didáticos no PNLD de 2009 a 2012. Atuou como consultor Braille na OSCIP Acessibilidade Brasil, como Consultor especialista para adaptação de materiais técnico-didáticos em formato acessível, a serem distribuídos nos Sistemas de Ensino (Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Tecnologia – OEI). Autor do artigo “Construção de Métodos para Criação de Gráficos Acessíveis a Pessoas com Deficiência Visual: Utilizando o Monet”, publicado no livro “Práticas Pedagógicas no Cotidiano Escolar: desafios e diversidade” (2014). Atualmente é professor de Braille do Instituto Benjamin Constant.

Programa:

Desenhos computadorizados em forma tátil: Programa MONET
1 – Conhecendo o programa
2 – Formato
3 – Aprendendo a usar o MONET
3.1 – Visualização
Folha quadriculada
Esconder folha quadriculada
Zoom
Desenhar
Importar Imagem
Filtros
Ferramentas de tratamento da imagem
Desenhar Gráfico de Barras
Desenhar Gráfico de Função
Definir página como paisagem
Definir Resolução para o Braille Fácil
Camadas
Clipart

Metodologia: pequena apresentação do programa e exercícios práticos no laboratório.

Avaliação: não há.

Bibliografia:

Barbosa, P. M., Borges, J. A., Jansen, L. R., Lyrio, S. B – DESENVOX – Computer tools to teach basic geometry and drawing for visually impaired students in Brazil – International Congress on Mathematical Education – Monterrey, Mexico – Jul/2008
Borges, J. A - Dosvox – um novo acesso dos cegos à cultura e ao trabalho – Revista Benjamin Constant – IBCENTRO/MEC - n° 3 – maio de 1996
_________ e Chagas Jr., G.J.F. - Impressão Braille no Brasil: o papel do Braivox, Braille Fácil e Pintor Braille - Anais do I Simpósio Brasileiro sobre Sistema Braille - Salvador - Setembro/2001
_________ e Jensen, L.R.- Cegos e Computador: Uma Interação que Explora o
Potencial do Desenho - Anais do SEMENGE'99 - Universidade Federal Fluminense - Niterói – 1999
BRASIL. Ministério da Educação. Grafia Braille para a Língua Portuguesa / Secretaria de Educação Especial − Brasília: MEC; SEESP, 2002.
_________ Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
_________ Secretaria de Educação Especial. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Secretaria de Educação Especial - MEC/SEESP, 2001.
_________ Normas Técnicas para a produção de textos em Braille/Secretaria de Educação Especial. − Brasília: MEC; SEESP, 2002 70 p.
JESUS, Amélia P. de; ALMEIDA, Ana Maria de; FERREIRA, Elise de M. B.; MONTEIRO, Margarida A.; DALMOLIN, Maristela; CHIMENTI, Regina M. F. e ALJAN, Valéria R. C. Sugestões de Adaptação de Textos e Livros Didáticos em Braille. Instituto Benjamin Constant, Rio de Janeiro: 2005.

Monet: elaboração de gráficos táteis

Monet: elaboração de gráficos táteis




Público: Pessoas com interesse na área de editoração de textos em Braille.

Ementa: Ensino de elaboração  de gráficos táteis com o uso do software MONET. O curso visa à preparação básica de profissional para atuar na confecção de gráficos para deficientes visuais.

Carga horária total: 40 horas/aula

Pré-requisitos: Conhecimento básico e/ou intermediário de Braille Fácil, conhecimento básico de informática.

Nº de vagas: 20* - número de vagas alterado em 30/06/2015.

Período do curso: De 21 a 25/09/2015.

Dias e Horários: Segunda a Sexta, das 8 às 17 hs.

Período de pré-inscrições: De 22/06 a 24/07/2015.

Documentos Obrigatórios:

Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra. Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
Documento de identidade;
Certificado de conclusão de curso de Ensino Médio ou de Graduação ou, ainda, declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso de graduação;
Certificado de curso de Braille;
Foto 3 x 4 recente (1º dia de aula).

Para certificação: Frequência mínima de 80%.

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Taxa de Material: R$ 30,00

Professor: Thiago Ribeiro Duarte

Breve currículo: Graduado em Educação Artística (2004) e especialista em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2012) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), possuindo diversos cursos na área de deficiência visual, como: Braille (2003); Adaptação de Textos e Livros para Transcrição no Sistema Braille (2005); Capacitação de Profissionais para Produção de Textos em Braille (2006); Curso de Transcrição e Impressão de Textos em Braille (2006). Atuou como transcritor Braille no IBC entre 2003 e 2006, atuou também como designer na adaptação de livros didáticos no PNLD de 2009 a 2012. Atuou como consultor Braille na OSCIP Acessibilidade Brasil, como Consultor especialista para adaptação de materiais técnico-didáticos em formato acessível, a serem distribuídos nos Sistemas de Ensino (Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Tecnologia – OEI). Autor do artigo “Construção de Métodos para Criação de Gráficos Acessíveis a Pessoas com Deficiência Visual: Utilizando o Monet”, publicado no livro “Práticas Pedagógicas no Cotidiano Escolar: desafios e diversidade” (2014). Atualmente é professor de Braille do Instituto Benjamin Constant.

PROGRAMA:
Desenhos computadorizados em forma tátil: Programa MONET
1 – Conhecendo o programa
2 – Formato
3 – Aprendendo a usar o MONET
3.1 – Visualização

• Folha quadriculada
• Esconder folha quadriculada
• Zoom
• Desenhar
• Importar Imagem
• Filtros
• Ferramentas de tratamento da imagem
• Desenhar Gráfico de Barras
• Desenhar Gráfico de Função
• Definir página como paisagem
• Definir Resolução para o Braille Fácil
• Camadas
• Clipart


3.2 – Exportando para o Braille Fácil

• Exportando o desenho
• Inserindo no texto (Braille Fácil)



METODOLOGIA: aulas teóricas e práticas

BIBLIOGRAFIA:

Barbosa, P. M., Borges, J. A., Jansen, L. R., Lyrio, S. B – DESENVOX – Computer tools to teach basic geometry and drawing for visually impaired students in Brazil – International Congress on Mathematical Education – Monterrey, Mexico – Jul/2008
Borges, J. A - Dosvox – um novo acesso dos cegos à cultura e ao trabalho – Revista Benjamin Constant – IBCENTRO/MEC - n° 3 – maio de 1996
_________ e Chagas Jr., G.J.F. - Impressão Braille no Brasil: o papel do Braivox, Braille Fácil e Pintor Braille - Anais do I Simpósio Brasileiro sobre Sistema Braille - Salvador - Setembro/2001
_________ e Jensen, L.R.- Cegos e Computador: Uma Interação que Explora o
Potencial do Desenho
- Anais do SEMENGE'99 - Universidade Federal Fluminense - Niterói – 1999
BRASIL. Ministério da Educação. Grafia Braille para a Língua Portuguesa / Secretaria de Educação Especial − Brasília: MEC; SEESP, 2002.
_________ Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
_________ Secretaria de Educação Especial. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Secretaria de Educação Especial - MEC/SEESP, 2001.
_________ Normas Técnicas para a produção de textos em Braille/Secretaria de Educação Especial. − Brasília: MEC; SEESP, 2002 70 p.
JESUS, Amélia P. de; ALMEIDA, Ana Maria de; FERREIRA, Elise de M. B.; MONTEIRO, Margarida A.; DALMOLIN, Maristela; CHIMENTI, Regina M. F. e ALJAN, Valéria R. C. Sugestões de Adaptação de Textos e Livros Didáticos em Braille. Instituto Benjamin Constant, Rio de Janeiro: 2005.

Cursos 2012 - Educação Física Escolar e Deficiência Visual

Educação Física Escolar e Deficiência Visual




Público: Professores de Educação Física e acadêmicos da área.

Ementa: Capacitar professores de Educação Física e acadêmicos da área para trabalhar no ensino de alunos cegos e de baixa visão, com excelência em Educação Física, Desporto, Recreação e Lazer
Aulas teóricas e práticas.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 06/08 a 10/08/2012

Horários: De segunda a sexta-feira, de 08 h às 17 h.

Período de Pré-Inscrição: De 04/06 a 06/07/2012

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de identidade;
• Diploma ou certificado de conclusão de curso superior em Educação Física ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professores: Antonio Nascimento e colaboradores

Breve Currículo:
Antonio Fernandes Santos do Nascimento - Professor Efetivo do IBC desde 2001. Graduado em Educação Física – UCB. Especialista em Metodologia da Educação Física Especial – UCB. Especialista em Bioética – IFF/FIOCRUZ. Mestre em Ensino das Ciências da Saúde – UNIPLI.
Soraia Izabel Corrêa Cabral – Professora de Educação Física do IBC. Especialista em Metodologia da Educação Física Especial. Pós-Graduada em Ginástica Rítmica Desportiva. Coordenadora do Clube Escolar Paraolímpico/IBC.

Programa:
• Conceito, histórico e a importância de conhecimento acerca da pessoa cega ou com baixa visão;
• Estratégias e proposta educacional para o Ensino de Educação Física e adaptabilidade para o aluno com Deficiência Visual.
• A importância das atividades lúdicas no processo ensino-aprendizagem.
• Seleção, planejamento e organização das atividades educativas, desportivas, recreativas e de lazer para o aluno deficiente visual.
• O papel do Professor de Educação Física como agente da inclusão do deficiente visual na sociedade.


IBC sedia competição internacional de futebol de 5

O V International Challenge of Blind Footbal é um dos eventos preparatórios dos Jogos Paralímpicos Rio 2016





Começa amanhã (1º) e termina no próximo domingo (5) a quinta edição do Desafio Internacional de Futebol para Cegos, que reunirá as sete principais seleções desse esporte que nasceu na Espanha, na década de 1920, e passou a fazer parte das paralimpíadas a partir dos Jogos de Atenas, em 2004.


O Brasil vai participar da competição com duas equipes (Ae B). Elas enfrentarão as seleções da Argentina, China, do Irã, Japão e México. No Grupo A jogam Brasil A, Japão, Irã e México; já no Grupo B jogam Argentina, China, Marrocos e Brasil B.


As duas melhores seleções de cada grupo jogarão as semifinais, nas quais as vencedoras disputarão o título da competição. As equipes perdedoras desta fase jogarão pelo bronze. As eliminatórias serão realizadas no domingo que vem, a partir das 9 da manhã.


Além de ser um dos eventos organizados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para testar a infraestrutura da cidade para os Jogos, esta competição será fundamental para que as comissões técnicas dos países participantes façam os últimos ajustes em suas seleções.


Os jogos desta competição não são abertos ao público, mas serão transmitidos ao vivo através do youtube. Para acompanhar as transmissões, basta clicar nos links abaixo - um para cada dia da competição.





Dia 1º - https://www.youtube.com/watch?v=E3VXe-bseng&feature=youtu.be

Dia 2 - https://www.youtube.com/watch?v=8SPNk2rxBY8&feature=youtu.be

Dia 3 - https://www.youtube.com/watch?v=CJY1if8qgOw&feature=youtu.be

Dia 4 - https://www.youtube.com/watch?v=ymEpBRVVTkY&feature=youtu.be

Dia 5 - https://www.youtube.com/watch?v=2d52VBXvMgM&feature=youtu.be




O Cego, O Espaço, O Corpo e o Movimento: Uma Questão de Orientação e Mobilidade

O ser humano, através da visão, tem a possibilidade de identificar objetos, além de distinguir cores, formas, tamanhos e distâncias. Para Hall (1986: 133), a distância faz parte de um dos sistemas de coordenadas na relação de nosso corpo com outros corpos e objetos.

A visão se apresenta como um sentido de grande importância na captação de estímulos e projeções espaciais, facilitando o relacionamento do homem na sociedade. De acordo com Hall, a percepção de um cego atinge um raio de seis a trinta metros, enquanto as pessoas com visão poderiam atingir as estrelas. Além disso, na maioria das vezes, os cegos têm comprometidas as suas relações pessoais, através da exclusão social, pois fogem do padrão de normalidade estabelecido.

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1993, 10% da população brasileira é portadora de deficiência, sendo 0,5% portadores de deficiência visual, num total aproximado de 700 mil cidadãos.

Vários segmentos da sociedade, a exemplo dos idosos, crianças e deficientes e, no caso específico deste estudo, os cegos congênitos, estão à margem da sociedade. Segundo Lemos (1981), estes cegos, cuja perda de visão ocorre a partir do nascimento até cerca de cinco anos de idade, ocupam um espaço marginal por não apresentarem produção como as pessoas ditas normais. Para Glat (1995), o “isolamento social dessas pessoas ainda persiste”, e elas poderiam estar ocupando espaços considerados dignos em nossa sociedade, ou seja, o espaço social, que para Bourdieu (1990) funciona como um “espaço de estilos de vida”, onde deve ser valorizada cada ação individual.

O corpo é um espaço; quando valorizamos a ação individual estamos respeitando o espaço corporal. A construção espacial é simbólica, e é no corpo que sua noção é registrada. Por isso ele é o espaço fundador, referências dentro e fora, sair e entrar, engolir e expelir, projetar e incorporar. De acordo com Merleau-Ponty (1994: 328), “o espaço não é o ambiente (real ou lógico) em que as coisas se dispõem, mas o meio pelo qual a posição das coisas se torna possível”. E tudo isso é apreendido pelo corpo.

Nesse sentido, o corpo constrói uma relação consigo mesmo, através da imagem corporal elaborada em sua apreensão de mundo. Para Vayer (1985: 93),

“a consciência de si mesmo ou experiência de si mesmo é evidentemente o conjunto de retroações originadas das interações indivíduo-mundo, mais precisamente sua interpretação e memorização pelo sistema nervoso sob a forma de conjuntos estruturados de informação e de programas.”

Vayer (1985: 96) nos alerta para a grande diversidade terminológica decorrente dos modelos culturais, que nos levam a utilizar termos diferentes: imagem do corpo; imagens motoras; esquema postural; esquema de atitude, esquema corporal. Segundo o mesmo autor, são os distúrbios ou as dificuldades da existência que nos fazem perceber a estrutura corporal, porque a construção mental do esquema corporal é ligada à história de vida de cada indivíduo, respeitando as influências culturais e individuais.

As pessoas cegas, assim como as videntes, não constróem sozinhas o esquema corporal. No jovem cego congênito, além da necessidade do toque corporal, há também a necessidade de diálogo verbal com os pais, sobre o esquema corporal e a imagem do seu corpo. Contudo, conforme Telford & Sawrey (1988), se este diálogo verbal não for bem esclarecido, devido à perda de elementos da comunicação não-verbal (posturas, gestos e expressões faciais), a imagem do corpo do cego congênito poderá ficar deturpada, influenciando no seu movimento.

O movimento, além de abranger atos motores, atinge também a dimensão social, como o direito de ir e vir. Para Bourdieu (1989), o espaço de relações é tão real quanto o espaço geográfico, ampliando a expansão do indivíduo, permitindo-lhe variar a rede de relações corporais e sociais. O deslocamento nos diferentes espaços proporcionará ao indivíduo cego estímulos da memória e da organização espaço-temporal a fim de propiciar maior interação com a sociedade, evitando o seu isolamento e permitindo movimentos do corpo. O movimento corporal, ao ser racionalizado, recebe grande influência do meio social. Le Boulch (1988: 51) refere-se ao movimento da seguinte forma:

“os movimentos expressivos do corpo, suas reações tônicas, assumem uma dimensão social na medida em que se revestem de um sentido pragmático ou simbólico para outrem.”

Telford & Sawrey (1988) apontam algumas dificuldades, que, além de privarem os cegos de importantes pistas sociais, provocam racionalizações dos movimentos para sua adaptação: a) impedimento direto à palavra impressa; b) restrição da mobilidade independente em ambientes não familiares; c) limitação de percepção de objetos grandes demais para serem apreendidos pelo tato.

A racionalização do movimento corporal na pessoa cega é mais prejudicial porque dificulta o conhecimento da distância em relação a objetos ou ao tamanho do espaço. Segundo Fonseca (1995), isto ocorre porque o conhecimento do corpo é transformado em conhecimento do espaço, através da intuição e da conceituação lógica, já que, para o autor, a organização espaço-temporal está integrada com motricidade, e a relação com os objetos que ocupam determinado espaço se dá a partir do próprio corpo.

O corpo necessita passar por várias experiências. Há necessidade de se trabalhar a construção de um sujeito social. Ao referir-se ao movimento como modo de expressão, Le Boulch (1988) nos diz que

“o movimento do homem se desenvolve em presença do olhar de outrem e assume dessa forma uma relação de significante e significado, em outras palavras, ele apenas existe continuado por um outro ‘ser expressivo’ que o acolhe e o interpreta.”

Daí a problemática do cego, que não percebe a presença dos olhares. O olhar facilita relações pessoais. Um simples olhar, mesmo a uma determinada distância, pode ser um código de aprovação ou reprovação de uma relação de amizade. A falta de um olhar que lhe transmita aceitação ou não pode influenciar a mobilidade do cego entre as pessoas.

Trabalhar na dimensão macro de proporcionar possibilidades de expressão do corpo no espaço parece ser um meio de evitar a mecanização, que conduz o corpo como um objeto ocupando determinado espaço sem possuir mobilidade. Essa ocupação de posição no espaço depende da orientação do corpo em relação a objetos e outros homens. Através do corpo, o indivíduo deve ocupar vários espaços, usando a locomoção e orientação. Merleau-Ponty (1994: 341) diz:

“a orientação no espaço não é um caráter contingente do objeto, é o meio pelo qual eu o reconheço e tenho consciência dele como de um objeto.”

Ou seja, o corpo é reconhecido na orientação espacial a partir da consciência corporal. Assim, como se tem consciência da existência de objetos, deve-se ter também consciência do próprio corpo.

A ocupação de espaços dá-se através do estado ou da mobilidade de um corpo e se consolida pela manutenção dessa mobilidade ou desse estado. Daí a principal preocupação com a orientação e mobilidade do cego, que inicia-se na adequada estruturação espaço-temporal. Trata-se de um direito assegurado pela Constituição da República Federativa do Brasil (5 de outubro de 1988, art. 5º, parágrafo XV):

“É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens.”

e pela Lei nº 7.853 de 24 de outubro de 1989, que diz no seu art. 1º:

“ficam estabelecidas normas gerais que asseguram o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência, e sua efetiva integração social”.

Portanto, desenvolver a orientação e mobilidade do cego é dar-lhe condições de usufruir e exercer o direito de ir e vir com independência. Segundo Pereira (1990: 43), orientação “é um processo que o cego usa através de outros sentidos para o estabelecimento de suas posições em relação com todos os objetos significativos do seu meio circundante; e mobilidade é a capacidade de deslocamento do ponto em que se encontra o indivíduo para alcançar outra zona do meio circundante”.

A lei maior também protege o cidadão do cerceamento da liberdade de locomoção, concedendo-lhe habeas-corpus sempre que for impedido (Constituição Brasileira, 1988). Logo, criar barreiras que limitem ou impeçam a orientação e mobilidade de uma pessoa cega é desumano e inconstitucional.

A orientação e a mobilidade, apesar de serem de grande importância para a liberdade do cego, constituem-se áreas com insuficiência de estudos.

O interesse pelo assunto surgiu em 1929, com o uso de cães-guias, nos EUA. Após a II Guerra Mundial, a orientação foi sistematizada para atender ao número elevado de soldados que ficaram cegos, com o objetivo de torná‑los o mais independentes possível. Mais tarde, o médico Richard Hoover, preocupado com o aspecto funcional das bengalas de madeira, que possuíam muito peso, desenvolveu uma bengala mais leve e com técnica adequada, que passou a chamar-se bengala longa ou Hoover, funcionando como extensão do corpo. A bengala possui tanta importância que, no dia 15 de outubro, festeja-se o Dia Internacional da Bengala Branca (desde 1980). A data foi eleita na França, durante o encontro da União Mundial de Cegos (UMC), que vê na bengala o símbolo da integração na sociedade das pessoas cegas (Organización Nacional de Ciegos, 1938: 38).

A partir da eficiência comprovada desse material, organizou-se o primeiro curso de orientação e mobilidade na Universidade de Boston, e logo após, na Universidade Western Michigan, um outro voltado para adultos, mas relacionado com um programa para a criança e o adolescente cegos, já que eles podem apresentar, na área motora, um comportamento de inatividade, causando-lhe, conseqüentemente, sedentarismo, com possíveis prejuízos físicos, psicológicos e sociais. Os estudos relativos ao tema são recentes, começando a desenvolver-se há duas décadas, aproximadamente (Carol, 1961).

A orientação e a mobilidade, aplicadas na educação da criança e do adolescente cegos, são fruto de estudos e observações, como explica Mira y Lopes (1985: 103). Dentre seus achados, ele nos apresenta:

a) há semelhança de etapas de desenvolvimento entre a criança cega e a vidente;

b) os sentimentos de auto-estima e interação são relacionados com a independência física;

c) a capacidade de movimentar-se livremente leva o indivíduo a uma melhor participação e a um maior reconhecimento da sociedade.


Essas considerações sugerem que a diferença entre atitudes e comportamentos das pessoas cegas e videntes é tênue, e se estabelece de acordo com a história da relação de cada pessoa com seu ambiente. O que nos leva a acreditar ainda mais no trabalho de conscientização da sociedade na superação de uma das maiores perdas do cego: a adequação social, que poderá ser desenvolvida através de um consistente trabalho de orientação e mobilidade.

Esta adequação social deverá contribuir também na eliminação de estigmas relacionados à cegueira, que levam determinadas pessoas a pensar, por exemplo, que os cegos vivem na eterna escuridão.

A relação simétrica entre visão e luz, e entre escuridão e cegueira, culturalmente condicionada, tem prejudicado as relações sociais para o cego, pois assim a cegueira ganha um significado simbólico negativo. Ver é ver a luz, ver é perceber. É um processo passivo, em que nossa rotina é atingida por luz.

Segundo Chevalier & Gheerbrant (1994: 570), “a luz é o símbolo patrístico do mundo celeste e da eternidade, enquanto a escuridão é voltar ao indeterminado, onde se misturam pesadelos e monstros”, as “Idéias Negras" podemos encontrar no Novo Testamento mais um simbolismo negativo: “o cego de nascença” simboliza o povo que nunca tomou consciência de sua própria condição de oprimido, e assim não chegou a ver a real condição humana.

A desorientação ou orientação inadequada prejudica a mobilidade da pessoa cega, fazendo com que a considerem desajeitada. Para Goffman (1988: 114), “a cegueira pode levar à impressão de falta de cuidado, por isso o cego deve fazer um esforço especial para aprender ou reaprender a propriedade motora”, ou seja, variadas formas de atividades e movimentos corporais. Desse modo, seu deslocamento é um constante aprendizado sobre o próprio corpo e suas relações com outros corpos no espaço.

Admilson Santos, MS, - Professor assistente da Universidade Federal da Bahia (UFBA) / Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

Oficina Monet: elaboração de gráficos táteis – Turma 2

Oficina Monet: elaboração de gráficos táteis – Turma 2




Público: Pessoas com interesse na área de editoração de textos em Braille.

Ementa: Exercícios de elaboração de gráficos táteis com o uso do software MONET.

Carga horária total: 16 horas/aula

Pré-requisitos: Conhecimento básico do Sistema Braille, conhecimento básico de informática.

Nº de vagas: 20

Período do curso: 13 e 14/10/2016.

Dias e horários: quinta e sexta-feira, das 8 às 17 h.

Período de pré-inscrições: de 11/07 a 12/08/2016.

Documentos Obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra.download da ficha de pré-inscrição.
Documento de identidade;
Certificado de conclusão de curso de Ensino Médio ou de Graduação ou, ainda, declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso de graduação;
Foto 3 x 4 recente (1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Importante:
1. Somente terá direto ao alojamento o interessado que se inscrever em duas das três Oficinas da semana. O espaço estará disponível da manhã do primeiro dia da primeira oficina até as 12 h do dia subsequente à última oficina em que estiver matriculado.
2. Para inscrição em duas ou mais oficinas o interessado deve pertencer ao público alvo de cada uma delas isoladamente;
3. Os certificados serão emitidos por oficina;
4. Obrigatória leitura das normas do alojamento


Para certificação: frequência mínima de 80%.

Taxa de Material: R$ 30,00

Observação:
7. O interessado que se inscrever em duas oficinas nesta semana (10 a 14/10/2016) terá um desconto de R$ 30,00 no somatório das taxas das duas oficinas;
8. O interessado que se inscrever em três oficinas nesta semana (10 a 14/10/2016) terá um desconto de R$ 60,00 no somatório das taxas das três oficinas;
9. O desconto refere-se ao kit básico (bolsa, estojo e squeeze) distribuído em todos os cursos/oficinas. O interessado que optar pelo desconto receberá apenas um kit para todas as oficinas desta semana (10 a 14/10/2016).


Professor: Thiago Ribeiro Duarte

Breve currículo: Graduado em Educação Artística (2004) e especialista em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2012) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), possuindo diversos cursos na área de deficiência visual, como: Braille (2003); Adaptação de Textos e Livros para Transcrição no Sistema Braille (2005); Capacitação de Profissionais para Produção de Textos em Braille (2006); Curso de Transcrição e Impressão de Textos em Braille (2006). Atuou como transcritor Braille no IBC entre 2003 e 2006, atuou também como designer na adaptação de livros didáticos no PNLD de 2009 a 2012. Atuou como consultor Braille na OSCIP Acessibilidade Brasil, como Consultor especialista para adaptação de materiais técnico-didáticos em formato acessível, a serem distribuídos nos Sistemas de Ensino (Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Tecnologia – OEI). Autor do artigo “Construção de Métodos para Criação de Gráficos Acessíveis a Pessoas com Deficiência Visual: Utilizando o Monet”, publicado no livro “Práticas Pedagógicas no Cotidiano Escolar: desafios e diversidade” (2014). Atualmente é professor de Braille do Instituto Benjamin Constant.

Programa:

Desenhos computadorizados em forma tátil: Programa MONET
1 – Conhecendo o programa
2 – Formato
3 – Aprendendo a usar o MONET
3.1 – Visualização
Folha quadriculada
Esconder folha quadriculada
Zoom
Desenhar
Importar Imagem
Filtros
Ferramentas de tratamento da imagem
Desenhar Gráfico de Barras
Desenhar Gráfico de Função
Definir página como paisagem
Definir Resolução para o Braille Fácil
Camadas
Clipart

Metodologia: pequena apresentação do programa e exercícios práticos no laboratório.

Avaliação: não há.

Bibliografia:

Barbosa, P. M., Borges, J. A., Jansen, L. R., Lyrio, S. B – DESENVOX – Computer tools to teach basic geometry and drawing for visually impaired students in Brazil – International Congress on Mathematical Education – Monterrey, Mexico – Jul/2008
Borges, J. A - Dosvox – um novo acesso dos cegos à cultura e ao trabalho – Revista Benjamin Constant – IBCENTRO/MEC - n° 3 – maio de 1996
_________ e Chagas Jr., G.J.F. - Impressão Braille no Brasil: o papel do Braivox, Braille Fácil e Pintor Braille - Anais do I Simpósio Brasileiro sobre Sistema Braille - Salvador - Setembro/2001
_________ e Jensen, L.R.- Cegos e Computador: Uma Interação que Explora o
Potencial do Desenho - Anais do SEMENGE'99 - Universidade Federal Fluminense - Niterói – 1999
BRASIL. Ministério da Educação. Grafia Braille para a Língua Portuguesa / Secretaria de Educação Especial − Brasília: MEC; SEESP, 2002.
_________ Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
_________ Secretaria de Educação Especial. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Secretaria de Educação Especial - MEC/SEESP, 2001.
_________ Normas Técnicas para a produção de textos em Braille/Secretaria de Educação Especial. − Brasília: MEC; SEESP, 2002 70 p.
JESUS, Amélia P. de; ALMEIDA, Ana Maria de; FERREIRA, Elise de M. B.; MONTEIRO, Margarida A.; DALMOLIN, Maristela; CHIMENTI, Regina M. F. e ALJAN, Valéria R. C. Sugestões de Adaptação de Textos e Livros Didáticos em Braille. Instituto Benjamin Constant, Rio de Janeiro: 2005.

Desenvolvendo Aptidões


FUTEBOL ADAPTADO:
FUTEBOL ADAPTADO: É bastante comum os alunos jogarem futebol no pátio, usando as colunas como gol e as paredes como orientação. Existe uma bola em cujo interior já é instalado um guizo durante a fabricação. Na falta desta, as crianças enrolam uma bola comum em um saco plástico ou, usam garrafas plásticas, que fazem bastante barulho!
Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado
REPRODUÇÃO DE MATERIAIS: Na Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado, matrizes confeccionadas em relevo são reproduzidas em películas de PVC por um equipamento chamado THERMOFORM.
Trabalho voluntário dos ledores
LEITURA VOLUNTÁRIA: O trabalho voluntário dos ledores é de extrema importância para o deficiente visual. O pouco número de obras transcritas para o Braille ou gravadas sob a forma de audio-livros, faz com que os cegos tenham necessidade da leitura de alguém.
Centro de atendimento oftalmológico
ATENDIMENTO MÉDICO-OFTALMOLÓGICO: O IBC possui um centro de atendimento oftalmológico, cujo objetivo fundamental é a prevenção da cegueira e o tratamento de suas causas principais.
O ensino do sistema Braille para adultos é uma das atividades desenvolvidas pela Divisão de Atendimento, Reabilitação e Preparação para o Trabalho.
APRENDIZADO DO BRAILLE: O ensino do sistema Braille para adultos é uma das atividades desenvolvidas pela Divisão de Atendimento, Reabilitação e Preparação para o Trabalho.
NATAÇÃO PARA ADULTOS
NATAÇÃO PARA ADULTOS: O IBC propicia aos deficientes visuais a atividade de natação, adaptada às especificidades destes, com vistas ao aprimoramento de suas condições físicas.
VISITA À PADARIA
VISITA À PADARIA: De vez em quando são programados passeios que tragam uma experiência concreta sobre algo que está sendo estudado. Neste caso, os alunos aprendem sobre a profissão de padeiro.
Sala da Imprensa Braille do IBC
IMPRENSA BRAILLE: Nesta sala da Imprensa Braille do IBC encadernam-se os livros e revistas produzidos para deficientes visuais num trabalho plenamente acessível a pessoas cegas.

FOTOS: Leandro Pimentel

Biografias

BENJAMIN CONSTANT BOTELHO DE MAGALHÃES

LOUIS BRAILLE

JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO


Foto de Benjamin Constant
BENJAMIN CONSTANT

BENJAMIN CONSTANT BOTELHO DE MAGALHÃES

"O BRASILEIRO"

“Mestre: sede o nosso guia em busca da terra da promissão, o solo da liberdade”- Alunos da Escola Militar, em manifesto, conclamando Benjamin Constant a liderá-los na insurreição republicana.

No ano de 1767, na cidade Lausane, na Suíça, nascia Benjamin Constant, “o francês”, escritor e político que influenciaria o destino da França com seu posicionamento liberal. Opositor e depois aliado de Napoleão, participa da famosa batalha de Waterloo e presencia a queda do poder imperial naquele país. O famoso romance “Adolfhe”, sua obra prima, é considerado uma das primeiras obras analíticas da literatura moderna. Em 1830, Benjamin Henri Constant de Rebecque morre em Paris, França, deixando um grande legado como pensador, romancista e político constitucionalista. Muito provavelmente tendo o nome em sua homenagem, nascia em 18 de outubro de 1836, no Porto do Meyer, freguesia de São Lourenço, Niterói/RJ, Benjamin Constant Botelho de Magalhães – Benjamin Constant, “o brasileiro”.

Personagem marcante da história de nosso país, tal qual o seu homônimo francês, Benjamin Constant, abolicionista, líder da insurreição republicana e “fundador da República Brasileira”, influenciou grandes alterações políticas e sociais no Brasil do final do século XIX.

Diretor por 20 anos do então Imperial Instituto dos Meninos Cegos, de 1869 a 15 de novembro de 1889, esse ilustre brasileiro, desde 1891, dá seu nome à nossa Instituição (e, hoje também, à nossa Revista). Professor, astrônomo, doutor em matemática e ciências físicas, militar e seguidor do pensamento positivista de Augusto Comte, Benjamin Constant desempenhou um papel de fundamental relevância nos movimentos abolicionistas e republicanos em nosso país.

Em 1854, iniciou sua carreira no magistério como explicador de matemática elementar para os alunos da Escola Militar. Enquanto lecionava nesta Escola, levou à jovem oficialidade o pensamento republicano e os ideais positivistas, tendo sido transformado em mito no meio militar da época.

Em plena efervescência do final do Segundo Império, funda o Clube Militar, vindo, posteriormente a presidi-lo. Foi também professor da Escola Normal do Rio de Janeiro, do Colégio Pedro II e da Escola Superior de Guerra. Na carreira militar, após a proclamação da República, chegou ao posto de General de Brigada.

Tendo entrado para o então Imperial Instituto dos Meninos Cegos em 13 de agosto de 1862, por Decreto Imperial, para exercer a função de professor de matemática e ciência natural, dele só se afasta quando, proclamada a República, passa a integrar seu primeiro governo, como Ministro da Guerra, ocupando também, interinamente, a pasta da Instrução Pública, Correios e Telégrafos.

Em 16 de abril de 1863, casa-se com Dona Maria Joaquina da Costa, filha do segundo diretor do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, Dr. Cláudio Luís da Costa.

Com relação à participação de Benjamin Constant na Guerra do Paraguai, Maurício Zeni, em dissertação de mestrado, apresentada neste ano, nos traz:



“Em agosto de 1866, junta-se ao primeiro corpo do exército em operações na Guerra do Paraguai, tendo atuado como assistente do quartel mestre general, encarregado dos depósitos bélicos em Itapiru, encarregado de construir trincheiras e baterias avançadas em Tuiuti. Em 8 de maio, foi nomeado membro efetivo da comissão de engenheiros junto ao comando do Exército Brasileiro. Deixou a comissão de engenheiros em 18 de julho para encarregar-se de explorar as estradas que se dirigiam de Tuiuti a Humaitá.

Terminado este trabalho, juntou-se ao corpo do Exército em 22 de julho que marchava para Tuiucuê. Foi encarregado de traçar o roteiro seguido pelo grosso do Exército comandado pelo Marquês de Caxias, examinando as estradas que o Exército deveria percorrer”.



Com sua saúde bastante abalada em função de seqüelas de uma enfermidade adquirida na Guerra do Paraguai, Benjamin Constant não chegou a finalizar a primeira grande reforma do ensino no Brasil República, iniciada por ele em sua gestão no Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos.

Benjamin Constant Botelho de Magalhães morreu em 22 de janeiro de 1891, em Jurujuba, Niterói. Seu féretro foi colocado sobre a mesa onde foram lavrados os primeiros atos do governo provisório. Serviram-lhe de manto fúnebre as bandeiras que suas filhas haviam bordado para as escolas militares, as primeiras bandeiras da república, onde já se lia as palavras “ordem e progresso”.Para cima





Foto de Louis Braille
LOUIS BRAILLE
O CRIADOR DO SISTEMA BRAILLE



A história de Louis Braille é a de um homem que conseguiu muito lentamente o reconhecimento do valor de sua obra. Durante a maior parte de sua vida, seu sistema só foi conhecido na escola onde ele estudou e foi professor. De início, as pessoas relutaram muito em mudar os métodos insatisfatórios usados para educar as pessoas cegas. Foi apenas no fim da vida que o uso de seu sistema começou a se expandir. E, mesmo assim, a significância de sua realização permaneceu obscura para o mundo durante muitos anos.

Louis Braille nasceu em quatro de janeiro de 1809, na pequena cidade francesa de Coupvray, pertencente ao distrito de Seine-Marne, situado a cerca de 45km de Paris. No ano de 1812, ao brincar como de costume na oficina de seu pai, feriu seu olho esquerdo ao tentar perfurar um pedaço de couro com um objeto pontiagudo, causando grave hemorragia. O ferimento infeccionou e não havia auxílio médico eficaz para eliminar o centro da infecção. Veio a conjuntivite e depois a oftalmia. Alguns meses mais tarde, a infecção atingiu o outro olho, e a cegueira total adveio quando Louis estava com 5 anos. Seus pais ainda tentaram vários tratamentos, consultaram vários oculistas, inclusive em cidades vizinhas, mas todos os esforços foram em vão, pois a infecção generalizada havia destruído ambas as córneas.

Mesmo convivendo com a cegueira, Louis era um estudante exemplar: decorava e recitava as lições que ouvia, confundindo seus professores com sua inteligência brilhante.

Aos 10 anos, Louis Braille consegue uma bolsa de estudos na Instituição Real para Jovens Cegos, a primeira escola para cegos de Paris. Na Instituição, o ensino consistia em fazer os alunos repetirem as explicações e os textos ouvidos. Alguns livros escritos no sistema de Valentin Haüy, método oficial de leitura para cegos da época, permitiam leitura suplementar. Esses poucos livros eram os únicos existentes. Louis dedicou-se profundamente aos estudos, mas a recreação também era parte importante na vida da escola, e ele participava com entusiasmo das atividades. Gostava de música clássica e, como os professores do Conservatório vinham dar aulas gratuitas na Instituição, dedicou-se a um estudo que consistia em ouvir e repetir o que era ouvido. As condições não eram ideais, mas Braille tornou-se um excelente pianista e, mais tarde, o talentoso organista de Notre Dame des Champs.

Em agosto de 1821, Braille participou emocionado dos preparativos e da homenagem prestada a Valentin Häuy na Instituição da qual ele era fundador. Nesta ocasião, estiveram reunidos o fundador da primeira escola para cegos e o futuro inventor de um sistema de leitura e escrita para cegos.

As dificuldades enfrentadas por Louis Braille em seus estudos o levaram, desde cedo, a preocupar-se com a possibilidade de criação de um sistema de escrita para cegos. Para isso, ele contou com a ajuda de outras pessoas, como Charles Barbier de la Serre, capitão de artilharia do exército de Louis XIII, criador de um sistema de sinais em relevo que, quando combinados, transmitiam suas ordens militares para os soldados durante a noite. Assim, mesmo no escuro, seus subordinados podiam decifrar as ordens superiores. Com o uso do sistema, Barbier pensou na possibilidade de seu processo, denominado “escrita noturna”, servir para a comunicação entre pessoas cegas, transformando-o então num sistema de escrita para cegos rebatizado para “grafia sonora”. Através desse sistema, qualquer frase podia ser escrita, mas, como era um sistema fonético, as palavras não podiam ser soletradas. Um grande número de sinais era usado para uma única palavra, o que tornava a decifração longa e difícil. Louis Braille rapidamente aprendeu a usar o sistema, que praticava sempre com um amigo, escrevendo com o auxílio de uma régua guia e de um estilete. Adquirindo maior habilidade no uso do método, ele acabou descobrindo seus problemas e começou a pensar em possíveis modificações.

As dificuldades do sistema de Barbier eram as seguintes: ele não permitia o conhecimento de ortografia, já que os sinais representavam apenas sons; não havia símbolos para pontuação, acentos, números, símbolos matemáticos e notação musical; e, principalmente, a lentidão da leitura devido à complexidade das combinações. O sistema novo de Braille visava eliminar completamente esses problemas, e ficou pronto em 1824, quando tinha apenas 15 anos de idade, através da criação do alfabeto Braille, onde 63 combinações representavam todas as letras do alfabeto, além de acentuação, pontuação e sinais matemáticos.

Apesar de sua saúde deficiente, pois contraiu tuberculose aos 26 anos, Braille trabalhou constantemente no aperfeiçoamento de seu sistema e, em 1838, publicou a “Pequena sinopse de aritmética para principiantes”. Logo em seguida, em 1839, publica “Novo método para representação por sinais de formas de letras, mapas, figuras geométricas e símbolos musicais para uso de cegos”. Este último método consistia em escrever as letras de forma convencional, marcando com o punção uma série de pontos em relevo. Para padronizar a dimensão das letras, Braille determinou num quadro o número de sinais necessários para cada letra. Esta nova invenção também foi adotada pelos alunos, e Louis chamou-a de “grafia pontilhada”. O objetivo deste sistema era facilitar a comunicação com os videntes.

Apesar dos esforços de Braille para aperfeiçoar e desenvolver seu sistema, e de sua aceitação pelos alunos da Instituição, o método de ensino continuava sendo as letras em relevo de Valentin Haüy, pois muitos professores conservadores relutavam em abandonar os velhos métodos. O diretor da época era contrário à oficialização do sistema, pois julgava que o sistema Braille isolava os cegos. Em 1840, o Ministro Francês do Interior, a quem coube a decisão final, opinou que os estudos em Braille deveriam ser encorajados, mas que eles não estavam prontos para a mudança do sistema.

Só quando, em 1843, o Instituto Real para Jovens Cegos foi transferido para um novo prédio, é que o diretor passou a aceitar o sistema de Braille. Louis ficou profundamente comovido quando, na inauguração do novo prédio, seu método finalmente foi demonstrado publicamente e declarado aceito. Este foi o primeiro passo para a aceitação geral. Daí em diante, seu uso começou a expandir-se por toda a Europa. Sua saúde, porém, piorava com o passar dos anos, tornando mais frágil. Em 1850, terminou por demitir-se de seu cargo de professor do Instituto, onde passou a dar apenas algumas aulas de piano. Um ano depois, Louis sofre uma grande recaída, ficando em seu leito até sua morte, em 1852, sempre confiante de que seu trabalho não tinha sido em vão.

Trechos do livro “Louis Braille: sua vida e seu sistema”.Para cima



Foto de José Álvares de Azevedo
JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO

JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO

PATRONO DA EDUCAÇÃO DE CEGOS NO BRASIL

Na “Galeria dos Cegos Brasileiros”, um vulto tem projeção especial: José Álvares de Azevedo, pioneiro, missionário e idealista da Educação dos Cegos no Brasil.

Ele foi o primeiro a exercer, particularmente, na cidade do Rio de Janeiro, a função de professor cego, após ter tido a oportunidade de se educar em uma escola para cegos, na França.

Essa circunstância histórica de ser o primeiro professor cego brasileiro justifica o título honorífico que se dá a José Álvares de Azevedo, de “Patrono da Educação dos Cegos no Brasil”.

O atendimento educacional às pessoas sem visão, em nossa Terra, teve início a partir da ação pioneira desse jovem, introdutor do Sistema Braille e idealizador da primeira escola destinada a alunos cegos, no Brasil e na América Latina, tendo por modelo a instituição onde havia estudado, na França.

A oportunidade que teve de educação, o habilitou a desempenhar papel relevante, como pessoa reabilitada e integrada na sociedade, estando o seu nome, diretamente vinculado à origem da educação dos cegos em nosso País.

Os fatos mais expressivos de que se tem notícia sobre José Álvares de Azevedo, durante quase vinte anos de sua existência, vividos na condição de pessoa cega, desde o berço, podem ser sintetizados em três fases distintas: a primeira, na infância, do nascimento aos dez anos de idade, vivendo como criança cega, no ambiente e no convívio familiar; a segunda, durante os seis anos seguintes, dos dez aos dezesseis anos, afastado da família e longe da Pátria, estudando como aluno interno, em uma escola especializada e de ensino segregado; a terceira, os restantes quatro anos incompletos da última fase de sua vida, após a conclusão dos estudos, vivendo como jovem cego reabilitado pela educação e preparado a participar da vida social.

José Álvares de Azevedo, filho de Manuel Álvares de Azevedo, nasceu no dia 8 de abril de 1835, de uma família abastada, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império.

Tendo nascido cego, todos os recursos médicos disponíveis, à época, foram tentados, sem qualquer êxito, sendo a cegueira inevitável durante toda a sua existência...

Como criança cega, teve a mais desvelada dedicação por parte dos seus pais, sendo cercado de todo afeto e carinho, não só pelos familiares, como também pelos amigos da casa e da comunidade em geral.

Desde cedo, despertou em todos a mais profunda admiração por sua grande vivacidade e inteligência precoce, nele reconhecidas.

Era grande e permanente a sua curiosidade em tudo conhecer, investigar e saber sobre todas as coisas que suas mãos pudessem alcançar.

Esse menino, tão bem dotado, estaria certamente condenado a crescer e a viver, irremediavelmente, vítima do analfabetismo, o que era condição natural de uma pessoa cega naquela época, no Brasil.

Mas isso não iria acontecer ao menino Azevedo, pois pelos desígnios imperscrutáveis do Criador, surge no caminho daquela criança a providencial interferência de um amigo da família, Dr. Maximiliano Antônio de Lemos, que tinha conhecimento de que existia, na França, uma escola para atender a alunos cegos e onde o menino poderia estudar.

Seus pais, no entanto, não admitiam a idéia de ter de se afastar do filho cego para ir estudar tão longe, na Europa.

Após cinco anos, de relutância e negativa constante, acabaram aceitando a idéia do afastamento, ante a insistência e o empenho do Dr. Lemos, que já tinha providenciado a matrícula do menino na escola.

Assim, no início de agosto do ano de 1844, quando Álvares de Azevedo contava dez anos de idade, ele embarcou para a França a fim de estudar no “Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris”. Onde permaneceu como aluno interno, durante seis anos ininterruptos, dedicando-se inteiramente aos estudos, com aproveitamento máximo e desenvolvimento pleno de todo o seu potencial e capacidade de que era dotado.

Todo o período de sua escolaridade se deu quando o invento de Louis Braille estava sendo experimentado, como meio de escrita e leitura, paralelamente, ao sistema de leitura tradicional da escola, ou seja, o sistema dos caracteres comuns, em relevo, de autoria de Valentin Haüy, fundador da instituição “Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris”, primeira escola criada, em 1784, para o ensino de alunos cegos, no mundo.

Como estudante, Álvares de Azevedo deixou “a melhor das famas”, segundo afirmação de J. Pinheiro de Carvalho, também, ex-aluno da escola de Paris e, mais tarde, professor do Instituto Benjamin Constant.

Concluído o curso, com grande aproveitamento, o jovem Azevedo adquiriu “educação acurada e variada instrução” que lhe assegurou vasta e segura cultura, em sua formação intelectual.

Regressou à Pátria e ao seio da família, em 14 de dezembro de 1850, com o propósito de difundir o Sistema Braille e com o ideal de poder criar uma escola para cegos, semelhante ao Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris.

Para tanto, passou a fazer palestras nas casas de família, nos salões da Corte Imperial e na comunidade, em geral, demonstrando como era possível escrever e ler através do Sistema Braille.

Escreveu e publicou, na imprensa, artigos sobre as possibilidades e condições de pessoas cegas poderem estudar, sendo ele próprio um exemplo dessa realidade.

Foi o pioneiro da introdução do Sistema Braille e no exercício da função de professor, como pessoa cega, no Brasil, ensinando a ler e a escrever a outras pessoas, tirando-as do analfabetismo e nessa função teve a oportunidade de ensinar a uma moça cega, Adélia Sigaud, filha do Dr. Francisco Xavier Sigaud, Médico da Corte Imperial.

Foi por meio do Dr. Xavier Sigaud e do Barão do Rio Bonito, que o jovem cego Álvares de Azevedo conseguiu ter uma entrevista com o Imperador do Brasil, D. Pedro II para quem fez uma demonstração de como uma pessoa cega podia escrever e ler correntemente, pelo Sistema Braille.

O Imperador D. Pedro II, vivamente interessado e sensibilizado com tal demonstração, proferiu a célebre frase histórica: “a cegueira já quase não é uma desgraça”.

Nessa mesma ocasião, foi apresentada, por José Álvares de Azevedo, a idéia e a proposta de se criar uma escola para cegos, semelhante à escola de Paris, o que era sua grande aspiração.

Com a devida autorização do Imperador, foi iniciado o processo para a criação dessa escola e José Álvares de Azevedo participou, intensamente, de todas as providências iniciais e decisivas que resultaram na fundação do “Imperial Instituto dos Meninos Cegos”, cujo ato de inauguração ocorreu no dia 17 de setembro de 1854.

A este ato não esteve presente o seu idealizador, conforme afirmação de Xavier Sigaud ao dizer: “ato que era o incessante objeto de seus pensamentos ou alvo de suas esperanças. Deus não permitiu que ele gozasse de seu triunfo” pois, seis meses antes, o jovem cego morrera, no dia 17 de março de 1854, vítima de tuberculose, aos vinte anos de idade.

Seu grande ideal tornou-se uma realidade e o nome de José Álvares de Azevedo, como personalidade intelectual de destaque e pelo seu papel meritório de pioneiro, missionário e idealista, deve ser sempre exaltado e reconhecido por todos os que lidam com a educação dos cegos brasileiros, pois dele partiu a idéia da criação da primeira escola para o ensino de cegos, em nossa Pátria.

“Azevedo foi um moço excepcional, que embora pouco se demorasse na terra, deixou de sua passagem um sulco luminoso cujo brilho eterno é um fanal que nos guia a todos”, no dizer de Aires da Matta Machado, ex-aluno do Instituto Benjamin Constant, eminente intelectual, filólogo e consagrado escritor das letras brasileiras.

Os últimos anos da vida de José Álvares de Azevedo foram dedicados, também, aos estudos para aprofundamento de sua cultura. Com a idade de 18 anos, “entregou-se com fervor, ao cultivo das letras, às belezas dos poetas e historiadores portugueses”.

Em poucos anos, aumentou seus conhecimentos e dedicou-se a pesquisas, encaminhando seu espírito às indagações da História Pátria. Valendo-se de ledores, consultou manuscritos da Biblioteca Nacional para o domínio do conhecimento de fatos da Historia do Brasil.

Desses seus estudos e pesquisas, deixou alguns trabalhos escritos, conforme referência do Dr. Xavier Sigaud, em seu discurso, quando da inauguração do “Imperial Instituto dos Meninos Cegos”, hoje, Instituto Benjamin Constant.

Por tudo que realizou, em tão pouco tempo de existência, esse jovem e ilustre brasileiro cego, José Álvares de Azevedo é, de fato, o lídimo “Patrono da Educação dos Cegos no Brasil” e, por isso, merecedor do nosso eterno e comovido tributo de gratidão.

Definindo a Cegueira e a Visão Subnormal

A delimitação do grupamento de deficientes visuais, cegos e portadores de visão subnormal, se dá por duas escalas oftalmológicas: acuidade visual, aquilo que se enxerga a determinada distância e campo visual, a amplitude da área alcançada pela visão.

Em 1966 a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou 66 diferentes definições de cegueira, utilizadas para fins estatísticos em diversos países. Para simplificar o assunto, um grupo de estudos sobre a Prevenção da Cegueira da OMS, em 1972, propôs normas para a definição de cegueira e para uniformizar as anotações dos valores de acuidade visual com finalidades estatísticas.

De um trabalho conjunto entre a American Academy of Ophthalmology e o Conselho Internacional de Oftalmologia, vieram extensas definições, conceitos e comentários a respeito, transcritos no Relatório Oficial do IV Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira (vol-1, págs. 427/433, Belo Horizonte, 1980). Na oportunidade foi introduzido, ao lado de 'cegueira', o termo 'visão subnormal' ('low vision', em língua inglesa).
Diversamente do que poderíamos supor, o termo cegueira não é absoluto, pois reúne indivíduos com vários graus de visão residual. Ela não significa, necessariamente, total incapacidade para ver, mas, isso sim, prejuízo dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras.

Falamos em 'cegueira parcial' (também dita LEGAL ou PROFISSIONAL). Nessa categoria estão os indivíduos apenas capazes de CONTAR DEDOS a curta distância e os que só PERCEBEM VULTOS. Mais próximos da cegueira total, estão os indivíduos que só têm PERCEPÇÃO e PROJEÇÃO LUMINOSAS. No primeiro caso, há apenas a distinção entre claro e escuro; no segundo (projeção) o indivíduo é capaz de identificar também a direção de onde provém a luz.

A cegueira total ou simplesmente AMAUROSE, pressupõe completa perda de visão. A visão é nula, isto é, nem a percepção luminosa está presente. No jargão oftalmológico, usa-se a expressão 'visão zero'.

Uma pessoa é considerada cega se corresponde a um dos critérios seguintes: a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ver a 20 pés (6 metros) o que uma pessoa de visão normal pode ver a 200 pés (60 metros), ou se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior de 20 graus, ainda que sua acuidade visual nesse estreito campo possa ser superior a 20/200. Esse campo visual restrito é muitas vezes chamado "visão em túnel" ou "em ponta de alfinete", e a essas definições chamam alguns "cegueira legal" ou "cegueira econômica".

Nesse contexto, caracteriza-se como portador de visão subnormal aquele que possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou um campo visual entre 20 e 50º.

Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que, mesmo possuindo visão subnormal, necessita de instrução em Braille (sistema de escrita por pontos em relevo) e como portador de visão subnormal aquele que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.

Antônio João Menescal Conde - Professor do Instituto Benjamin Constant

DIRIGENTES DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E DO IBC DISCUTEM PARCERIA PARA CAPACITAÇÃO DE SERVIDORES NA ÁREA DA DEFICIÊNCIA VISUAL

O encontro foi ontem (13), em Brasília, na sede do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif ).




O diretor-geral do Instituto Benjamin Constant, João Ricardo Melo Figueiredo, expôs aos membros do Conif os objetivos do Programa Capacita Brasil. Através dele, o IBC pretende promover a formação continuada de professores e técnicos-administrativos da redes municipais, estaduais e federal de educação no ensino de pessoas cegas e com baixa visão. A formação terá como foco o ensino do Braille, do Soroban e de tecnologias assistivas, além de orientações sobre o acolhimento e boas práticas didáticas voltadas a esse público.


Esta foi a primeira vez que o IBC participou de uma reunião do Conselho, composto pelos gestores dos 38 institutos federais, dos 2 centros de educação tecnológica (Cefets) e do Colégio Pedro II. Ao final do encontro, ficou acertada a construção de uma agenda conjunta para a programação das jornadas iniciais de capacitação, a partir das quais será feito o diagnóstico das demandas de cada instituição a ser atendida.


“Entendemos que para a inclusão efetiva desses alunos é preciso que as escolas organizem estratégias que garantam o cumprimento do seu papel na construção de conhecimentos. Isso significa dar condições para que eles consigam acompanhar as aulas de forma plena”, completou a professora Elise de Melo Borba Ferreira, coordenadora do Programa.


“ Foi muito produtiva a reunião. Manifestamos nossa posição crítica sobre a forma com que os deficientes visuais pessoas vêm sendo recebidos e ensinados nas escolas brasileiras. Ao mesmo tempo, propusemos uma metodologia de trabalho para tornar essa inclusão mais eficaz, que é o Programa Capacita Brasil”, disse o diretor-geral do IBC.


O presidente do Conif e reitor do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, Marcelo Bender Machado, ressaltou a importância de as escolas brasileiras avançarem na questão da inclusão das pessoas com necessidades especiais. “A Rede Federal já tem uma forte trajetória de atuação na inclusão. Respeitando as limitações de cada um, trabalhamos para que nossos estudantes tenham acesso real à formação profissional e tecnológica de qualidade. Essa ação com o IBC trará um reforço para que possamos capacitar nossos servidores e aperfeiçoar a produção do material especializado voltado a alunos cegos e com baixa visão”, concluiu.


O primeiro instituto federal a firmar o convênio com o IBC é o IFMA, do Maranhão. A jornada de capacitação será entre os dias 25 e 28 de abril, com a participação de 90 profissionais, entre professores e técnicos administrativos da Educação Básica Técnica e Tecnológica.



Cursos 2014 - Baixa Visão: possibilidades e dificuldades dos alunos norteando o trabalho docente

Baixa Visão: possibilidades e dificuldades dos alunos norteando o trabalho docente




Público: Professores ou acadêmicos da área de Educação – público prioritário; Outros profissionais, que atuem com a Baixa Visão.

Ementa: Deficiência visual: breve histórico, conceitos e definições; fisiologia dos órgãos da visão; ametropias; funções visuais: acuidade visual; campo visual; tabelas de acuidade visual; principais patologias oculares; características dos alunos com baixa visão; auxílios ópticos para perto/longe; auxílios não ópticos; magnificação; treinamento para utilização dos auxílios ópticos; avaliação oftalmológica e avaliação funcional; patologias e níveis de iluminação; Oficina: “Vivência da Baixa Visão”; processo emocional do deficiente visual; conceito de alfabetização; uso do Sistema Braille ou escrita comum; análise dos métodos de alfabetização mais apropriados para alunos com baixa visão; utilização de recursos específicos na alfabetização; adaptação de livros didáticos; análise de material pedagógico adaptado; visita ao IBC; observação de atividades de Educação Física – aula prática; metodologia da Educação Física Escolar Adaptada; aspectos da baixa visão relacionados com a informática; recursos do Windows para baixa visão; periféricos e magnificação de imagens; equipamentos of line; noções básicas de áudio-descrição – definições; principais documentos legais; benefícios e aplicabilidade; atividade prática; reflexão: como você pode modificar seu ambiente de trabalho e/ou prática pedagógica para melhor atender o indivíduo com baixa visão; avaliação do curso.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 05 a 09/05/2014

Horários: De Segunda a Sexta-feira, das 08:00 às 17:00 hs.

Período de Pré-Inscrição: De 03 a 28/02/2014.

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Curso na Área da Educação ou Declaração da Instituição de que é aluno regularmente matriculado em Curso desta Área. No caso das demais áreas, Certificado de Conclusão de Curso Superior.
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Ms Regina Celia Gouvêa Lázaro.

Breve Currículo:
Mestre em Educação pela Universidade Estácio de Sá (UNESA) cuja dissertação pesquisou sobre representações sociais de baixa visão; Pós-graduação em Estimulação Essencial ao Desenvolvimento Humano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduação em Psicologia pela Universidade Gama Filho (UGF): Psicóloga e Licenciatura em Psicologia. Graduação em Pedagogia pela Faculdade Santa Isabel: Supervisão e Administração Escolar. Trabalhou na Secretaria de Educação (Educação Especial) e na Secretaria de Saúde do Município do Rio de Janeiro durante 27 anos, atuando como professora e psicóloga. Emprego atual: Instituto Benjamin Constant desde 1982, onde atuou como professora regente nas Classes de Alfabetização (cegos e baixa visão) durante 20 anos; elaborou e ministrou Curso de “Baixa Visão – um enfoque pedagógico”, no IBC e em alguns Estados brasileiros, tendo como público alvo profissionais que atuavam na área. Foi Chefe da Divisão de Pesquisa Documentação e Informação (DDI) durante 11 anos. Nesse período, criou a Coordenação do Livro Falado, Coordenação das Publicações em Braille, Coordenação do Acervo Bibliográfico Especializado e a Coordenação do Centro de Estudos. Projetou e implantou o Centro de Estudos da DDI (IBCentro) e os Estúdios de Gravação do Livro Falado. Foi responsável pelas publicações do IBC: Revista Brasileira para Cegos (em Braille), Revista Pontinhos (em Braille) e revista Benjamin Constant (publicação técnico – cientifica) impressa e eletrônica. Foi membro da Comissão Técnico-Científica da revista Benjamin Constant e membro da Comissão Científica do IBC. Atualmente trabalha como revisora de audiolivro e membro da Comissão de Baixa Visão do Instituto Benjamin Constant.

Colaboração:
Coordenação de Educação Física do Instituto Benjamin Constant
Professor José Francisco de Souza - Informática
Professora Nadir da Silva Machado – Áudio-descrição
Professora Rosane de Menezes Pereira - Alfabetização

Programa:

1. Deficiência visual: cegueira e baixa visão.
2. Breve histórico.
3. Principais doenças oculares.
4. Utilização funcional do resíduo visual.
5. Interferências das alterações visuais no processo de ensino e de aprendizagem.
6. Recursos ópticos.
7. Recursos não ópticos.
8. Recursos eletrônicos.
9. Oficina: “Vivência da baixa visão”.
10. Alfabetização de alunos com baixa visão.
11. Adaptação de livros e materiais didáticos.
12. Educação Física Escolar Adaptada.
13. Recursos de acessibilidade virtual e baixa visão.
14. Recursos de acessibilidade cultural: noções básicas de áudio-descrição.
15. Reflexão: como modificar o ambiente de trabalho e/ou a prática pedagógica.

Bibliografia:

BUENO MARTÍN, Manuel; TORO BUENO, Salvador. Deficiência visual: aspectos psicoevolutivos e educativos. São Paulo: Santos, 2003. 336p., il., 23cm. ISBN 857288307X (broch.).

COIMBRA, Ivâne Dantas. A inclusão do portador de deficiência visual na escola regular. Salvador, BA: Edufba, 2003. 238p., 24cm. Inclui bibliografia. ISBN 8523202900.

LÁZARO, Regina Celia Gouvêa. Quem poupa tem!: representações sociais de baixa visão por professores do Instituto Benjamin Constant. Rio de Janeiro: s.n, 2009. 114f, il., 30cm. Inclui bibliografia: f. 92-99.

______; Maia, Helenice. Inclusão do aluno com baixa visão na rede regular de ensino: a que custo? Benjamin Constant, Rio de Janeiro, ano 15, n. 43, p. 5-15, ago de 2009. Disponível em: < http://www.ibc.gov.br/?catid=4&blogid=2&itemid=408>. Acesso em: 25 set. 2013

MASINI, Elcie F. Salzano (Org.). A pessoa com deficiência visual: um livro para educador. 1. ed. São Paulo: Vetor, 2007. 262p., il., 23cm. ISBN 978-85-7585-209-5.

SAMPAIO, Marcos Wilson. Baixa visão e cegueira: os caminhos para a reabilitação, a educação e a inclusão. Rio de Janeiro: Cultura Médica: Guanabara Koogan, 2010. 532 p., il. ISBN 978-85-70006-452-3.

SONZA, Andréa Poletto; KADE, Adrovane; FAÇANHA, Agebson. Acessibilidade e tecnologia assistiva: pensando a inclusão sociodigitial de PNEs. Bento Gonçalves, RS: Instituto Federal do Rio Grande do Sul, 2013. 367p., il. color, 30cm. (Novos Autores da Eudcação Profissional e Tecnológica). ISBN 9788577702077.

Musicografia Braille

Sistema Braille c/ 40hs aulas


Professor Victorino Serra de Moraes

O sistema Braille e seu criador

A combinação dos seis pontos dentro da cela

Aprendizado do alfabeto, letras maiúsculas e pontuação

Outros símbolos usados nos textos

Manejo da Máquina de tecla Perkins

Letras acentuadas

Leitura e escrita de palavras soltas

Uso da reglete e punção

Ditado e leitura de textos

Transcrição de pequenos textos e leitura dos mesmos

Visita à Imprensa Braille, com destaque para o setor de transcrição, revisão e impressão.

Notação Musical e Teoria Aplicada c/ 46hS aulas


Professor Severino Ramos Campelo

Notação Musical (notas, pausas, ponto simples, pontos duplos e indicação da altura dos sons – sinal de oitavos)

Compasso

Quialteras

Acordes e sinais de intervalos

Alterações – indicação da tonalidade

Ligadura, articulação e acentuação

Notas e Acordes repetidos, “tremolo”

Indicação de Movimento e expressão

Ornamento

Repetição e Barras

Bibliografia: Notação Musical Braille – CINOPSE e tradução por Pedro Petrone EE

Elementos de Musicografia Braille para Piano C/ 48hs aulas.


Professor Adhemar Saide

1°módulo:

Introdução à Musicografia Braille para piano;

Notas, pausas, pontos de aumento e barras de compasso;

Métodos para indicar a altura das notas (chaves de oitavas),relação com as claves da música à tinta;

Compasso, como agrupar pequenos valores;

Tercinas e grupos irregulares.

2ºMódulo:

Acordes e intervalos;

Partes simultâneas contendo valores desiguais (em-acordes);

Notas duplas;

Acidentes e armaduras;

Ligaduras.

3ºMódulo:

Articulação e acento;

Dedilhado;

Notas e acordes repetidos,(tremolos);

Indicação de movimento e expressão;

Ornamentos.

4ºMódulo:

Repetição;

Abreviaturas;

Disposição do texto musical, estudo dos diversos método ou estilos.

LIVROS USADO: SAIDE,Adhemar. Método de Iniciação ao Teclado para Deficiente Visual.Rio de janeiro: Instituto Benjamin Constant, departamento Técnico-Educativo, Serviço de Imprensa e Publicações para cegos, 1991.x, 42p.

Polifonia e Coral c/22 hS aulas


Professor Sidney de Souza

“Em acorde total” – 4 horas/aula

“Em acorde parcial” – 4 horas/aula

Nota dupla – 6 horas/aula

Coral: música e texto – 8 horas/aula

OBS.: Na carga horária proposta ficam incluídos explanações e exercícios de cada item.

Musicografia Aplicada ao Violão c/ 12hs aulas.


Professor Manoel de Souza Neves Júnior

Nomenclatura e características do violão

Extensão do violão e as oitavas utilizadas

Cordas e respectivas notas

Trastos e casas

Pestana, meia-pestana e tira pestana

Intervalos no violão

Dedilhado para as duas mãos

Sons harmônicos e suas localizações no violão

Notas duplas ou uníssonos

Sinais utilizados antes e depois das notas

Aspectos Gerais da Musicografia Braille (Transcrição, Impressão e Técnica) c/ 12hs aulas.


Professora: Claudia Maria Monteiro Sant’Anna

1ª Semana: Braille fácil

Apresentação

Sobre o programa – Help do Braille fácil

Edição de textos

Visualização – Exemplo

Impressão – Exemplo

Opções de formatação – Exemplo

2ª Semana: Transcrição

Processos:

formatação

digitação

digitalização

impressão

revisão

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille – Turma 2

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille – Turma 2




Público: Professores e acadêmicos da área de Educação.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em braille. Identificação e representação dos caracteres braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille.

Carga horária total: 40 horas/aula.

Pré-requisitos: não há.

Nº de vagas: 25

Período do curso: de 27/06 a 01/07/2016.

Horários: de segunda a quinta-feira das 8 às 17 h e sexta-feira das 8 às 11:30 h.

Período de pré-inscrição: de 28/03 a 29/04/2016.

Documentos obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra.download da ficha de pré-inscrição.
Documento de identidade;
Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: frequência mínima de 75% e nota (média) igual ou superior a 6,0 (seis)

Taxa de material: R$ 40,00

Atenção: Para este curso o participante deverá trazer reglete e punção. Não será permitida frequência as aulas sem este material. O cursista que comparecer no segundo dia de aula sem o referido material será desligado do curso.

Professora: Maria Luzia do Livramento

Breve currículo: Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas Celso Lisboa (1989). Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC em 1990. Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio Azevedo do Amaral no ano de 1984. Foi revisora braille, nos períodos de 1993/2001 e 2004/2009 no IBC. Foi revisora braille na Associação Macaense de Apoio aos Cegos no período de 2002/2003. Atualmente é professora de braille do Instituto Benjamin Constant (IBC), aprovada no concurso público de 2009.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille
2. Instrumentos utilizados para a escrita
3. O Sistema Braille:
a) alfabeto
b) letras acentuadas
c) sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) pontuação
4. Transcrição (do sistema comum para o braille e vice-versa):
a) palavras, frases e pequenos textos
b) parágrafo e centralização de títulos
5. Simbologia matemática:
a) numerais indo-arábicos, romanos, ordinais, decimais e fracionários
b) representação das operações fundamentais
c) representação de datas
6. Leitura de textos com interponto

Metodologia do curso: aulas teóricas e práticas.

Avaliação: contínua (2 trabalhos escritos e 2 de leitura realizados ao longo curso)

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille – Turma 1

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille – Turma 1




Público: Professores e acadêmicos da área de Educação.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em braille. Identificação e representação dos caracteres braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille.

Carga horária total: 40 horas/aula.

Pré-requisitos: não há.

Nº de vagas: 25

Período do curso: de 15 a 19/02/2016.

Horários: de segunda a quinta-feira das 8 às 17 h e sexta-feira das 8 às 11:30 h.

Período de pré-inscrição: de 16/11 a 18/12/2015.

Documentos obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra.download da ficha de pré-inscrição.
Documento de identidade;
Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: frequência mínima de 75% e nota (média) igual ou superior a 6,0 (seis)

Taxa de material: R$ 40,00

Atenção: Para este curso o participante deverá trazer reglete e punção. Não será permitida frequência as aulas sem este material. O cursista que comparecer no segundo dia de aula sem o referido material será desligado do curso.

Professora: Maria Luzia do Livramento

Breve currículo: Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas Celso Lisboa (1989). Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC em 1990. Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio Azevedo do Amaral no ano de 1984. Foi revisora braille, nos períodos de 1993/2001 e 2004/2009 no IBC. Foi revisora braille na Associação Macaense de Apoio aos Cegos no período de 2002/2003. Atualmente é professora de braille do Instituto Benjamin Constant (IBC), aprovada no concurso público de 2009.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille
2. Instrumentos utilizados para a escrita
3. O Sistema Braille:
a) alfabeto
b) letras acentuadas
c) sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) pontuação
4. Transcrição (do sistema comum para o braille e vice-versa):
a) palavras, frases e pequenos textos
b) parágrafo e centralização de títulos
5. Simbologia matemática:
a) numerais indo-arábicos, romanos, ordinais, decimais e fracionários
b) representação das operações fundamentais
c) representação de datas
6. Leitura de textos com interponto

Metodologia do curso: aulas teóricas e práticas.

Avaliação: contínua (2 trabalhos escritos e 2 de leitura realizados ao longo curso)

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2013 - Aspectos Educacionais na Surdocegueira - Turma I

Aspectos Educacionais na Surdocegueira - Turma I



Público: Profissionais das Áreas de Educação e Saúde e afins

Ementa: Conceituação e classificação da surdocegueira; seus fundamentos teóricos; apresentação dos aspectos básicos do trabalho educacional na área.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: Já Concluído

Horários: De Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00 hs

Período de Pré-Inscrição: Finalizado

Documentos Obrigatórios:

• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Curso nas Áreas da Educação e da Saúde, ou áreas afins;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Márcia Noronha de Mello e Mariana Gonçalves Ferreira de Castro

Breve Currículo:

Márcia Noronha de Mello - Graduada em História pela Universidade Santa Úrsula do Rio de Janeiro. Especialista em Desenvolvimento e Saúde Mental na Infância e Adolescência pelo Centro de Pós-Graduação da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro – CESANTA. Especialista na Área da Deficiência da Visão pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso completo da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS certificado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. Curso na Área de Surdocegueira certificado pela Associação de Pais e Amigos dos Deficientes de Audição – APADA. Curso de atualização em Orientação e Mobilidade na área da Deficiência Visual certificado pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso de Formação Continuada em Surdocegueira certificado pela Coordenação de Ensino Especial da Secretaria de Educação do Estado de Goiás. Experiência profissional em todos os níveis educacionais: básico, médio e superior. Acompanhamento escolar de alunos surdos, cegos e surdocego inseridos na rede regular desde 2005. Atualmente exerce o cargo de Professora do Ensino Básico e Tecnológico na Área de Surdocegueira do Instituto Benjamin Constant.

Programa:

1. Conceito e Classificação
1.1 – Pré-Linguístico
1.2 – Pós-Linguístico

2. Principais Causas e Implicações da Surdocegueira
2.1 – Etiologias e associações mais comuns
2.2 – Implicações da surdocegueira na infância, adolescência, vida adulta e terceira idade

3. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pré-linguístico

4. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pós-linguístico

5. Saúde Mental e Qualidade de Vida na Surdocegueira
5.1 - Atividades de Vida Diária
5.2 - Orientação e Mobilidade
5.3 - A Família, a Escola, a Sociedade e a Surdocegueira

6. O guia-intérprete e suas atribuições

7. As políticas públicas

Metodologia do Curso: Aulas teóricas, estudo de caso e vivência.

Materiais: Apostila e textos diversos

Bibliografia:

CADER-NASCIMENTO, Fatima Ali Abdalah Abdel. Descobrindo a surdocegueira: educação e comunicação. São Carlos, SP: EDUFSCar, 2005. 78p. Bibliografia: p. [69]-78. ISBN 85-76000512.

MASINI, Elcie F. Salzano (Org.). Do sentido, pelos sentidos, para o sentido: sentidos das pessoas com deficiência sensorial. Niterói: Hipertexto; São Paulo: Vetor, 2002. 304p.

________. Educação e alteridade: deficiências sensoriais, surdocegueira, deficiências múltiplas. São Paulo: Vetor, 2011.

Cursos 2014 - Aspectos Educacionais na Surdocegueira

Aspectos Educacionais na Surdocegueira



Público: Profissionais das Áreas de Educação e Saúde e afins

Ementa: Conceituação e classificação da surdocegueira; seus fundamentos teóricos; apresentação dos aspectos básicos do trabalho educacional na área.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 13 a 17/01/2014.

Horários: De Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00 hs

Período de Pré-Inscrição: De 14/10 a 15/11/2013.

Documentos Obrigatórios:

• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Curso nas Áreas da Educação e da Saúde, ou áreas afins;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Márcia Noronha de Mello.

Breve Currículo:
Graduada em História pela Universidade Santa Úrsula do Rio de Janeiro. Especialista em Desenvolvimento e Saúde Mental na Infância e Adolescência pelo Centro de Pós-Graduação da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro – CESANTA. Especialista na Área da Deficiência da Visão pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso completo da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS certificado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. Curso na Área de Surdocegueira certificado pela Associação de Pais e Amigos dos Deficientes de Audição – APADA. Curso de atualização em Orientação e Mobilidade na área da Deficiência Visual certificado pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso de Formação Continuada em Surdocegueira certificado pela Coordenação de Ensino Especial da Secretaria de Educação do Estado de Goiás. Experiência profissional em todos os níveis educacionais: básico, médio e superior. Acompanhamento escolar de alunos surdos, cegos e surdocego inseridos na rede regular desde 2005. Atualmente exerce o cargo de Professora do Ensino Básico e Tecnológico na Área de Surdocegueira do Instituto Benjamin Constant.

Programa:
1. Conceito e Classificação
1.1 – Pré-Linguístico
1.2 – Pós-Linguístico
2. Principais Causas e Implicações da Surdocegueira
2.1 – Etiologias e associações mais comuns
2.2 – Implicações da surdocegueira na infância, adolescência, vida adulta e terceira idade
3. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pré-linguístico
4. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pós-linguístico
5. Saúde Mental e Qualidade de Vida na Surdocegueira
5.1 - Atividades de Vida Diária
5.2 - Orientação e Mobilidade
5.3 - A Família, a Escola, a Sociedade e a Surdocegueira
6. O guia-intérprete e suas atribuições
7. As políticas públicas

Metodologia do Curso: Aulas teóricas, estudo de caso e vivência.

Materiais: Apostila e textos diversos

Bibliografia:

CADER-NASCIMENTO, Fatima Ali Abdalah Abdel. Descobrindo a surdocegueira: educação e comunicação. São Carlos, SP: EDUFSCar, 2005. 78p. Bibliografia: p. [69]-78. ISBN 85-76000512.

MASINI, Elcie F. Salzano (Org.). Do sentido, pelos sentidos, para o sentido: sentidos das pessoas com deficiência sensorial. Niterói: Hipertexto; São Paulo: Vetor, 2002. 304p.

________. Educação e alteridade: deficiências sensoriais, surdocegueira, deficiências múltiplas. São Paulo: Vetor, 2011.

Cursos 2013 - Aspectos Educacionais na Surdocegueira - Turma II

Aspectos Educacionais na Surdocegueira - Turma II



Público: Profissionais das Áreas de Educação e Saúde e afins

Ementa: Conceituação e classificação da surdocegueira; seus fundamentos teóricos; apresentação dos aspectos básicos do trabalho educacional na área.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: curso cancelado em 04/09/2013

Horários: De Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00 hs

Período de Pré-Inscrição: FINALIZADO

Documentos Obrigatórios:

• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Curso nas Áreas da Educação e da Saúde, ou áreas afins;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Márcia Noronha de Mello e Mariana Gonçalves Ferreira de Castro

Breve Currículo:

Márcia Noronha de Mello - Graduada em História pela Universidade Santa Úrsula do Rio de Janeiro. Especialista em Desenvolvimento e Saúde Mental na Infância e Adolescência pelo Centro de Pós-Graduação da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro – CESANTA. Especialista na Área da Deficiência da Visão pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso completo da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS certificado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. Curso na Área de Surdocegueira certificado pela Associação de Pais e Amigos dos Deficientes de Audição – APADA. Curso de atualização em Orientação e Mobilidade na área da Deficiência Visual certificado pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso de Formação Continuada em Surdocegueira certificado pela Coordenação de Ensino Especial da Secretaria de Educação do Estado de Goiás. Experiência profissional em todos os níveis educacionais: básico, médio e superior. Acompanhamento escolar de alunos surdos, cegos e surdocego inseridos na rede regular desde 2005. Atualmente exerce o cargo de Professora do Ensino Básico e Tecnológico na Área de Surdocegueira do Instituto Benjamin Constant.

Programa:

1. Conceito e Classificação
1.1 – Pré-Linguístico
1.2 – Pós-Linguístico

2. Principais Causas e Implicações da Surdocegueira
2.1 – Etiologias e associações mais comuns
2.2 – Implicações da surdocegueira na infância, adolescência, vida adulta e terceira idade

3. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pré-linguístico

4. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pós-linguístico

5. Saúde Mental e Qualidade de Vida na Surdocegueira
5.1 - Atividades de Vida Diária
5.2 - Orientação e Mobilidade
5.3 - A Família, a Escola, a Sociedade e a Surdocegueira

6. O guia-intérprete e suas atribuições

7. As políticas públicas

Metodologia do Curso: Aulas teóricas, estudo de caso e vivência.

Materiais: Apostila e textos diversos

Bibliografia:

CADER-NASCIMENTO, Fatima Ali Abdalah Abdel. Descobrindo a surdocegueira: educação e comunicação. São Carlos, SP: EDUFSCar, 2005. 78p. Bibliografia: p. [69]-78. ISBN 85-76000512.

MASINI, Elcie F. Salzano (Org.). Do sentido, pelos sentidos, para o sentido: sentidos das pessoas com deficiência sensorial. Niterói: Hipertexto; São Paulo: Vetor, 2002. 304p.

________. Educação e alteridade: deficiências sensoriais, surdocegueira, deficiências múltiplas. São Paulo: Vetor, 2011.

Mapa do Site











  • RELATÓRIO DE GESTÃO 2003

    • Finalidades essenciais e Competências

    • Execução dos Programas de Governo e Trabalho

    • Indicadores de Avaliação da Gestão

      • GABINETE

      • Departamento de Planejamento e Administração (DPA)

      • Departamento de Educação (DED)

      • Departamento Técnico Especializado (DTE)

      • Departamento Médico e de Reabilitação (DMR)

    • Medidas Corretivas Implementadas

    • Origem e Aplicação dos Recursos

    • Informações Complementares







Conceituação Básica

Sistema Braille

Processo de leitura e escrita em relevo, com base em 64 (sessenta e quatro) símbolos resultantes da combinação de 6 (seis) pontos, dispostos em duas colunas de 3 (três) pontos. É também denominado Código Braille.

Anagliptografia

Do grego, anáglyptos, "cinzelado em relevo" + graf(o) + ia - S. f. Sistema de escrita em relevo, inventado pelo francês Louis Braille, cego (1809-1852), para os cegos lerem; braile. Cf. ectipografia.
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
(Novo Dicionário da Língua Portuguesa - 2ª edição, revista e aumentada.)


Alfabeto Braille

Apresentação gráfica dos 64 símbolos do Sistema Braille, distribuídos em 7 (sete) linhas ou séries, organizadas de acordo com critérios definidos.

Ordem Braille

Seqüência ordenada, conforme a disposição das sete séries do Alfabeto Braille.

Modalidades de Aplicação do Braille

Formas específicas de emprego do Braille, segundo uma determinada área do conhecimento humano: Literatura, Ciências, Música, Informática, etc.

Grafia Braille

Diz-se da representação específica, de acordo com uma área de conhecimento: Grafia Básica (de uma determinada língua); Grafia Matemática; Grafia Química; Grafia Musical ou Musicografia Braille, etc.

Braille Integral ou Grau 1

Escrita braille em que se representa cada caractere correspondente no sistema comum de escrita.

Braille Abreviado ou Estenografado (Grau 2)

Escrita braille em que um caractere pode representar duas ou mais letras ou mesmo uma palavra inteira (abreviatura braille).

Cela ou Célula Braille

Espaço retangular onde se produz um símbolo braille.

Símbolo Fundamental ou Universal

Sinal formado pelo conjunto dos seis pontos numa cela (cela cheia). Também é chamado de símbolo gerador.

Cela Vazia ou Espaço

É aquela onde não foi produzido qualquer ponto braille.

Numeração dos Pontos

A numeração dos pontos de uma cela braille se faz de cima para baixo, da esquerda para a direita:

1 4
2 5
3 6

Em certas situações, como na produção de tabelas de sinais, por exemplo, existe a necessidade de se descrever um símbolo braille pela numeração de seus pontos. Modernamente, indica-se a descrição de um símbolo por um único numeral, independentemente do número de pontos que ele possua. A leitura, entretanto, deve ser feita algarismo por algarismo para tornar clara a descrição. Ex.: é (123456) e se lê: pontos um, dois, três, quatro, cinco, seis. Uma cela vazia é representada pelo numeral 0 (zero).

Série Superior da Cela Braille

Parte da cela que compreende os pontos 1, 2, 4 e 5.

Série Inferior da Cela Braille

Parte da cela que compreende os pontos 2, 3, 5 e 6.

Coluna da Esquerda

Parte da cela braille que compreende os pontos 1, 2 e 3.

Coluna da Direita

Parte da cela braille que compreende os pontos 4, 5 e 6.

Símbolo Referencial de Posição

Sinal formado pelos seis pontos de uma cela, o qual antecede certos símbolos braille, especialmente os das séries inferior e da coluna da direita, quando aparecem isolados, para indicar-lhes a exata posição na cela braille.

Símbolo Simples

Sinal produzido em uma única cela.

Símbolo Composto

Produzido em duas ou mais celas.

Prefixo de um Símbolo Composto

Sinal da coluna da direita (pontos 456), geralmente, que precede um outro sinal, formando com ele um símbolo composto.

Símbolos Exclusivos do Braille

Sinais específicos da representação braille que não têm correspondentes no sistema comum de escrita e funcionam, geralmente, como prefixos de símbolos principais. Exemplos: prefixos de letras maiúsculas, sinal de número (prefixo numérico), sinais de índices superior (expoente) e de índice inferior, parênteses auxiliares, e outros.

Braille em Negro

Representação de símbolos braille com pontos em tinta. Pode ser produzido à mão ou em computadores, utilizando-se "fontes braille".

Escrita em tinta; Escrita comum; Escrita em negro; Sistema comum

Forma de escrita utilizada normalmente pelos que possuem suficiente acuidade visual para lê-la.

Cursos 2014 - Aspectos Educacionais na Surdocegueira

Aspectos Educacionais na Surdocegueira




Público: Profissionais das Áreas de Educação e Saúde e afins

Ementa: Conceituação e classificação da surdocegueira; seus fundamentos teóricos; apresentação dos aspectos básicos do trabalho educacional na área.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 10/05 a 07/06/2014.

Horários: Sábados, das 08 às 17hs

ATENÇÃO: NÃO será oferecido alojamento para este curso.

Período de Pré-Inscrição: De 10/03 a 11/04/2014.

Documentos Obrigatórios:

• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra : Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.;
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Curso nas Áreas da Educação e da Saúde, ou áreas afins;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professoras: Márcia Noronha de Mello

Breve Currículo:
Márcia Noronha de Mello - Graduada em História pela Universidade Santa Úrsula do Rio de Janeiro. Especialista em Desenvolvimento e Saúde Mental na Infância e Adolescência pelo Centro de Pós-Graduação da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro – CESANTA. Especialista na Área da Deficiência da Visão pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso completo da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS certificado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. Curso na Área de Surdocegueira certificado pela Associação de Pais e Amigos dos Deficientes de Audição – APADA. Curso de atualização em Orientação e Mobilidade na área da Deficiência Visual certificado pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso de Formação Continuada em Surdocegueira certificado pela Coordenação de Ensino Especial da Secretaria de Educação do Estado de Goiás. Experiência profissional em todos os níveis educacionais: básico, médio e superior. Acompanhamento escolar de alunos surdos, cegos e surdocego inseridos na rede regular desde 2005. Atualmente exerce o cargo de Professora do Ensino Básico e Tecnológico na Área de Surdocegueira do Instituto Benjamin Constant.

Programa:
1. Conceito e Classificação
1.1 – Pré-Linguístico
1.2 – Pós-Linguístico
2. Principais Causas e Implicações da Surdocegueira
2.1 – Etiologias e associações mais comuns
2.2 – Implicações da surdocegueira na infância, adolescência, vida adulta e terceira idade
3. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pré-linguístico
4. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pós-linguístico
5. Saúde Mental e Qualidade de Vida na Surdocegueira
5.1 - Atividades de Vida Diária
5.2 - Orientação e Mobilidade
5.3 - A Família, a Escola, a Sociedade e a Surdocegueira
6. O guia-intérprete e suas atribuições
7. As políticas públicas
Metodologia do Curso: Aulas teóricas, estudo de caso e vivência.

Materiais: Apostila e textos diversos

Bibliografia:

CADER-NASCIMENTO, Fatima Ali Abdalah Abdel. Descobrindo a surdocegueira: educação e comunicação. São Carlos, SP: EDUFSCar, 2005. 78p. Bibliografia: p. [69]-78. ISBN 85-76000512.

MASINI, Elcie F. Salzano (Org.). Do sentido, pelos sentidos, para o sentido: sentidos das pessoas com deficiência sensorial. Niterói: Hipertexto; São Paulo: Vetor, 2002. 304p.

________. Educação e alteridade: deficiências sensoriais, surdocegueira, deficiências múltiplas. São Paulo: Vetor, 2011.

Curso de Revisão de Textos em Braille

Curso de Revisão de Textos em Braille




Público: Pessoas com interesse na área de revisão de textos em braille.

Ementa: Noções gerais sobre o processo de produção braille. Breve atualização dos conteúdos dos documentos normativos, trabalhando os conceitos e normas técnicas de aplicação dos símbolos mais usados e as peculiaridades do trabalho de revisão de textos em braille.

Carga horária total: 80 horas/aula.

Pré-requisito: Ensino Médio completo; domínio da Língua Portuguesa escrita e falada; domínio do Sistema Braille e desenvoltura na leitura tátil.

Nº de vagas: 20

Período do curso: de 06 a 17/06/2016.

Horários: de segunda a quinta-feira das 8 às 17 h e sexta-feira das 8 às 11:30 h.

Período de inscrições: de 07/03 a 08/04/2016.

Documentos obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra.download da ficha de pré-inscrição.
Documento de identidade
Certificado de conclusão de curso de Ensino Médio ou de graduação ou, ainda, declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso de graduação;
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Alojamento: 02 vagas para cursistas homens e 07 vagas para cursistas mulheres com direito a acompanhante do mesmo sexo.

Para certificação: frequência mínima de 80% e média (nota final) igual ou superior a 6,0 (seis).

Taxa de material: R$ 30,00

Professoras da disciplina: Maria Luzia do Livramento e Paula Marcia Barbosa.

Breve currículo:
Maria Luzia do Livramento – Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas
Celso Lisboa (1989). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio Azevedo do Amaral no ano de 1984. Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC em 1990. Foi revisora Braille, nos períodos de 1993 a 2001 e 2004 a 2009, no IBC. Foi revisora Braille na Associação Macaense de Amparo aos Cegos no período de 2002 a 2003. Atualmente é professora de Braille do Instituto Benjamin Constant, aprovada no concurso público de 2009.

Paula Marcia Barbosa – Graduada em Matemática e pós-graduada em docência superior; especialista na área da deficiência visual. Atuou como docente no IBC de 1982 até 2009, lecionando no primeiro segmento do ensino fundamental (EF) e também, geometria no segundo segmento do EF. Atuou como coordenadora de adaptação de livros didáticos em Braille, no Departamento Técnico-Especializado (DTE) e é professora de cursos de capacitação de professores na área de adaptação de materiais e de produção de livros didáticos em braille e do Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência da Visão.

Programa:

Unidade I
1. Breve histórico do processo de produção braille no IBC
2. Etapas da produção de livros em braille
3. Diferentes modalidades de aplicação do Sistema Braille
4. Documentos normatizadores do uso do braille no Brasil
5. Visita à Imprensa Braille – DIB

Unidade II
1. Atualização da Grafia Braille para a Língua Portuguesa
1.1 Conceitos básicos
1.2 Norma de aplicação dos símbolos mais usados

Unidade III
1. Aplicação do Sistema Braille à matemática
1.1 Apresentação dos principais itens e suas aplicações

Unidade IV
2. Normas técnicas para transcrição em braille
2.1 Considerações gerais
2.2 Apresentação dos principais itens e suas aplicações

Unidade V
1. Revisão de textos em braille
1.1 O papel do revisor
1.2 Atividades práticas

Metodologia: aulas teóricas e práticas.

Avaliações: duas atividades práticas de revisão.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Desenvolvimento Tátil e suas Implicações na Educação de Crianças Cegas

A modalidade tátil é de ampla confiabilidade. Vai além do mero sentido do tato; inclui também a percepção e a interpretação por meio da exploração sensorial. Esta modalidade fornece informações a respeito do ambiente, menos refinadas que as fornecidas pela visão. As informações obtidas por meio do tato têm de ser adquiridas sistematicamente, e reguladas de acordo com o desenvolvimento, para que os estímulos ambientais sejam significativos. Ao contrário, o sentido da visão, que se desenvolveu com o passar do tempo, pode captar as informações instantaneamente e pode também processar nuances de informação por meio de “input” sensorial.

A ausência da modalidade visual exige experiências alternativas de desenvolvimento, a fim de cultivar a inteligência e promover capacidades sócio-adaptativas. O ponto central desses esforços é a exploração do pleno desenvolvimento tátil. Nesse processo, fica implícita uma compreensão das seqüências do desenvolvimento dentro da modalidade tátil. São elas:

consciência de qualidade tátil;

reconhecimento da estrutura e da relação das partes com o todo;

compreensão de representações gráficas;

utilização de simbologia.

Todas as fases contêm níveis variados de aquisição de habilidades relativas ao desenvolvimento.

Primeira fase: Consciência da qualidade tátil



Aspectos do desenvolvimento

A primeira fase do desenvolvimento tátil é a consciência das qualidades táteis dos objetos. O sentido do tato começa com a atenção prestada a texturas, temperaturas, superfícies vibráteis e diferentes consistências. Pelo movimento das mãos, as crianças cegas se dão conta das texturas, da presença de materiais, e das inconsistências das substâncias. Também, através do movimento das mãos, as crianças cegas podem apreender os contornos, tamanhos e pesos. Essas informações são recebidas sucessivamente, passando dos movimentos manuais grossos à exploração mais detalhada dos objetos.

A consciência tátil geral será adquirida mais rapidamente pela criança cega, se a elas forem apresentados objetos familiares no ambiente que elas exploram (Barraga, 1976). Os pesquisadores têm observado que crianças de olhos vendados demonstram técnicas progressivamente mais sofisticadas de explorar objetos, à medida que ficam mais amadurecidas (Vurpillot, 1976). Crianças de 3 e 4 anos exploravam objetos puxando, rolando e apalpando esses objetos, somente mantendo um contato preliminar com eles. Mais adiante, crianças de 6 anos de idade, de olhos vendados, mostraram muito mais cuidado ao explorar objetos. Essas crianças usaram as mãos para acompanhar o contorno dos objetos, testar os graus de resistência que eles apresentavam, e examinar várias texturas.

Em contraste, as crianças videntes deixam patente um sistema no qual as modalidades visual e tátil reforçam o processamento de informações nas fases iniciais do desenvolvimento cognitivo. Em experiências realizadas com crianças videntes, os resultados revelam que a visão auxilia e antecipa o movimento da mão, ao acompanhar o formato de um objeto que seja apresentado ao tato. Somente aos 3 meses de idade é que um objeto já na mão atrai o olhar. Esses estudos de Bower, Broughton e Moore (1970) demonstram a predominância inicial da visão sobre o tato; mostram também que o insuficiente controle de habilidades por parte dos bebês reflete um insatisfatório planejamento motor. Os estudos mostram ainda que a visão é um sistema que prepara antecipadamente a mão para segurar um objeto. O sentido do tato, no entanto, predomina quando o objeto está na mão. Outra importante implicação desses estudos é a de que a resposta do “input” tátil é letárgica ao nascimento, porém aumenta à medida que o organismo se desenvolve e amadurece.

Mesmo na idade pré-escolar, a diferenciação de características de um objeto pelo uso da modalidade tátil é inexata. Durante este período inicial de desenvolvimento, a percepção visual ajuda a elucidar as informações recebidas pelo tato. Além disso, a diferenciação tátil é usada por indivíduos, para esclarecer informações recebidas visualmente em situações não-habituais (DeLeon, Raskin e Gruen, 1970).

Aplicações educativas



A consciência de qualidade tátil implica em que as crianças aprendam a mover as mãos para explorar objetos: isso as ajuda a perceber a presença deles em seu ambiente. As crianças cegas também aprendem a explorar objetos pela linha mediana do corpo, assim como a usar ambas as mãos ao explorá-los. A consciência de qualidade tátil também pode ser utilizada para fazer com que as crianças conheçam várias texturas, que devem ser contrastantes. Inicialmente esses contrastes podem ser: mole e duro, macio e áspero; devem ser apresentados em suas gradações para ajudar as crianças cegas a serem mais proficientes na diferenciação de texturas. Pelo aperfeiçoamento gradual das técnicas de percepção, as crianças cegas podem aprender os tamanhos e pesos relativos dos objetos. Nesta fase, essas revelações vão deixando de ser comparações grosseiras para se tornarem refinadas. Dessa forma, as crianças podem aprender os conceitos de pesado e leve, ou grande e pequeno, e em seguida aprender os diferentes graus dessas comparações.


Segunda fase: Conceito e reconhecimento de forma



Aspectos do desenvolvimento

Um segundo nível do desenvolvimento tátil é o conceito e o reconhecimento do relacionamento do todo com as partes. Em estudos feitos por Vurpillot (1976), descobriu-se que antes dos três anos de idade, crianças não-deficientes não têm modelos de representação separados das ações sobre um objeto. Este período de modelo de ação é semelhante ao esquema sensorial-motor de Piaget. Após os três anos, porém, os objetos podem ser comparados num esquema mais do tipo mediação. A criança pode comparar o que é lembrado com o que é percebido. Vurpillot declarou que a transferência intra-modal tátil-tátil ocorre tardiamente e produz desempenho inferior, se comparado com a transferência de conhecimento visual-visual. Uma explicação para este desempenho inferior está em que o sistema visual permite a experiência simultânea da informação, ao passo que o sistema tátil proporciona apenas uma experiência limitada da informação, de maneira sucessiva.

Esta fase revela diferenças entre as crianças cegas, alunas da 2a à 8a série, no que diz respeito à sua capacidade de distinguir a forma de um objeto. Estes estudos concluíram que as crianças cegas possuem o conceito de orientação de uma figura tátil no espaço, porém este conceito é fraco. Outros resultados desses estudos indicam que alunos cegos encontram um detalhe característico de um objeto, que os ajuda a discriminá-lo. Verificou-se que quanto mais complexo o objeto, mais tempo levava para que os alunos cegos encontrassem um detalhe significativo para identificá-lo. Ainda um outro resultado do estudo foi que crianças pequenas seguravam o objeto descuidadamente, sem nenhuma atividade organizada de investigação. As crianças cegas de mais idade sistematicamente procuravam determinar a forma e os traços característicos de um objeto (Berlá, 1974).

Dubose (1976) verificou que a locomoção ajuda a explorar direções e orientação, assim como a desenvolver relacionamento entre objetos no espaço. As crianças cegas precisam de auxílio que as encoraje a manipular, transferir e soltar os objetos: para elas, não haverá aprendizagem se não houver estímulo. Elas precisam de atividades táteis e auditivas que dêem ênfase a operações mentais, discernimento de perceptividade, constância de closura*, discernimento de figura/fundo, reconhecimento de relações espaciais, memória de figura/fundo, raciocínio convergente e divergente, e avaliação.

Warren (1977) observou que o discernimento de formas por parte de crianças cegas melhora com a prática. Crianças pequenas cegas não se saem tão bem quanto as crianças pequenas videntes no que se refere à localização e discriminação de formas. Já as crianças mais velhas cegas discriminam e localizam formas melhor que as crianças videntes da mesma faixa etária.

Aplicações educativas

Os componentes mais importantes do conceito e reconhecimento da forma são a clareza e a simplicidade do desenho e exploração ativa do objeto. Inicialmente deve-se ensinar às crianças cegas formas simples, de tamanho pequeno, que elas possam segurar com as mãos, tais como uma bola ou um cubo. Mais tarde, esses mesmos objetos devem ser ensinados em tamanho maior, o que talvez necessite que as crianças se movam em torno do objeto para explorar sua forma. Por exemplo, as crianças podem explorar o formato geral de um quadro de giz, andando ao redor dele para descobrir o formato total de um objeto grande demais para se ter nas mãos. Para prosseguir no desenvolvimento da concepção e reconhecimento de formas, será necessário usar objetos mais complexos. Quando as crianças cegas já conhecem bem as formas de natureza tridimensional, devem ser apresentadas a objetos bidimensionais. Também nesta fase de desenvolvimento tátil, as crianças cegas devem aprender a reconhecer vários objetos e padrões dentro de um cenário mais complexo. Um exemplo: a forma de um quadrado num conjunto de retângulos, como se encontra em tapetes e tecidos em relevo para forração de móveis.

Terceira fase: Representação gráfica



Aspectos do desenvolvimento

A fase seguinte, depois da exploração da forma e das partes interrelacionadas dos objetos, é a representação gráfica. A perspectiva espacial na representação gráfica difere das perspectivas espaciais do manuseio de objetos. Ao passar para um nível mais abstrato de representação gráfica, a criança cega deve se familiarizar com formas geométricas tridimensionais pelo manuseio de objetos sólidos antes de evoluir para a representação bidimensional dos objetos. Uma vez que a forma já seja conhecida, ela deve ser apresentada em vários tamanhos, para ajudar a criança a generalizar.

Entre as representações gráficas temos, em relevo, linhas retas e curvas, formas geométricas e contornos de objetos. Sugere-se que a representação gráfica seja apresentada aos poucos, uma peça de cada vez. Apresentá-la por inteiro, antes que a criança esteja familiarizada com as partes componentes, só causará confusão. Essa confusão quanto à estimulação tátil ainda não conhecida tem sido chamada de ruído tátil (Barraga, 1976).

Outro aspecto da representação gráfica é a dimensionalidade. Abravanel (1970) notou que as crianças de 4 a 6 anos mostram preferência por objetos tridimensionais, pois estes são percebidos ao serem agarrados, seguros e apertados. O autor verificou também que, ao examinar objetos bidimensionais, as crianças de idade pré-escolar prestam especial atenção à textura. Outro aspecto da representação gráfica é o relacionamento das representações táteis com o espaço de locomoção. Simpkins (1979) constatou que crianças portadoras de cegueira congênita têm dificuldades em calcular as relações espaciais que não podem ser percebidas diretamente. Isto se deve à falta de suficiente realimentação para se conseguir coerência entre as estimativas motoras e verbais. Além disso, os cegos congênitos não têm uma estratégia bem definida para resolver problemas de orientação espacial cognitiva, e freqüentemente produzem no espaço tátil relações espaciais menos estáveis que as estabelecidas por indivíduos videntes. As pesquisas muitas vezes indicam que não há leis de estrutura semelhantes para diferentes modalidades, mas sim características específicas de organização para várias modalidades sob várias condições.

Uma tarefa difícil para as crianças cegas, na área de representação gráfica é a leitura tátil de mapas. Os resultados de um estudo realizado por Berlá, Butterfield & Murr (1976) mostram que as crianças cegas que são eficientes na leitura de mapas examinam a totalidade do mapa e acompanham várias vezes o traçado de todas as linhas. Os autores constataram que os bons leitores de mapas escolhem um ponto de origem, seguem o contorno de um objeto com um movimento contínuo e voltam ao ponto de origem. Os que não são eficientes na leitura de mapas não são sistemáticos em sua exploração. Os bons leitores percebem detalhes característicos do mapa, usam o dedo indicador para examinar os objetos, e sabem seguir o traçado melhor que os outros leitores. Os autores indicam que, para a leitura de mapas, é essencial a destreza em localizar formas no mapa, seguir os contornos, diferenciar formas adjacentes e encontrar as características críticas de uma figura. Um outro estudo de Berlá e Butterfield (1977) constatou que linhas largas e salientes, que permitem separar os desenhos de um mapa são muito úteis para ajudar estudantes cegos na leitura tátil de mapas. Além desses estudos, há o de Lederman e Kinch (1979), que verificou que elementos mais estreitos e espaços maiores entre os caracteres proporcionaram maior sensação das protuberâncias e maior facilidade de interpretação de elementos táteis dos mapas.

Aplicações educativas

A representação gráfica é caracterizada mediante a maneira organizada que os estudantes cegos têm de explorar o ambiente, relacionando objetos reais e suas representações. Um exemplo de atividades exploratórias do ambiente é o de estudantes cegos criando um sistema de explorar objetos. Este sistema poderia consistir em explorar inicialmente a forma geral do objeto, depois o detalhe mais importante, e finalmente distinguir alguns detalhes que possam ajudar a fazer uma identificação real. Nem todos os detalhes são necessários para identificar ou utilizar objetos.

A fase da representação gráfica pode também ser caracterizada por estudantes cegos quando percebem que objetos pequenos podem representar a constância de objetos maiores. Esse reconhecimento pode ser desenvolvido com o uso de um mapa para representar uma área geográfica maior, ou com o uso de um carrinho de brinquedo para representar um automóvel de tamanho normal. Uma representação assim só terá significado para crianças cegas depois que elas tenham tido a oportunidade de explorar objetos verdadeiros. Em seguida, devem ser notadas as semelhanças entre os objetos verdadeiros e sua representação. Esta associação pode ser estimulada pelos pais e professores, tratando verbalmente com as crianças cegas dessas semelhanças. Somente depois de feita tal associação é que as representações podem ser usadas corretamente.

Quarta fase: Sistemas de simbologia



Aspectos do desenvolvimento

A utilização de um sistema de simbologia vem a ser o passo final do desenvolvimento da modalidade tátil. Um dos sistemas mais comuns é o Braille, um sistema de pontos perceptíveis pelo tato, que representam os elementos da linguagem. Pesquisas sobre o Braille indicam que os caracteres mais legíveis são os que têm o menor número de pontos. Há também estudos que mostram que as seguintes condições causam erros na leitura Braille. São elas, em ordem decrescente: palavras abreviadas, múltiplas contrações na cela, contrações nas partes inferior e superior da cela, palavras escritas por extenso e palavras que designam o alfabeto (Nolan & Kederis, 1969).

Nolan & Kederis (1969) também verificaram que o reconhecimento dos caracteres Braille é diretamente relacionado com o número de pontos em relevo. São de mais fácil leitura as celas nas quais os pontos salientes estão mais dispersos em sua parte superior. Além disso, este estudo chegou à conclusão de que a unidade básica perpétua em Braille é a cela Braille e não a palavra inteira. O reconhecimento de uma palavra em Braille leva de 16% a 196% mais tempo que o total das vezes necessárias para identificar os caracteres individuais. Pesquisas realizadas mostram que o reconhecimento tátil de palavras envolve atividades de closura, depois de todas as letras terem sido examinadas. A experiência prévia com aspectos estruturais e gramaticais do idioma tem papel crucial no reconhecimento de palavras (Moore & Bliss, 1975). Um outro fator que afeta o reconhecimento do Braille é a capacidade mental, que influi na rapidez com que os caracteres são reconhecidos (Nolan & Kederis, 1969).

Aplicações educativas

A utilização de sistemas de simbologia leva o entendimento da representação um passo adiante da representação gráfica. Na simbologia, a representação não precisa ter semelhança com o original, mas simplesmente significa o objeto. As crianças videntes aprendem a palavra impressa num processo gradual. Esse domínio é geralmente ajudado por figuras e várias informações do contexto. Para a criança cega essas informações não existem. Para aprender Braille, as crianças cegas precisam memorizar várias configurações dos pontos da cela Braille. Não há padrões fáceis de palavras que elas possam decorar. Mais adiante, as crianças cegas freqüentemente usam o Braille com um grande número de contrações. Esse tipo de Braille exige que a criança reconheça palavras abreviadas tanto na impressão a tinta quanto em Braille, uma vez que se utilizam de convenções distintas.

Ler Braille requer um procedimento muito sistemático para perceber todos os detalhes da cela Braille. Esse procedimento freqüentemente utiliza a progressão da esquerda para direita, atenção para não pular linhas, reconhecimento geral dos símbolos Braille com a mão direita, e discriminação cuidadosa dos símbolos com a mão esquerda.

A modalidade tátil se desenvolve por um processo de crescimento gradual. Esse processo é seqüencial e leva as crianças cegas de um reconhecimento simplista a uma interpretação complexa do ambiente. Os pais e educadores têm um papel importantíssimo neste processo, porque estimulam o desenvolvimento das crianças cegas desde a infância. Mais ainda, como responsáveis por crianças cegas, eles devem continuar a dar ênfase ao desenvolvimento tátil, durante toda a vida destas crianças, já que essa é a base para os níveis mais altos do desenvolvimento cognitivo.

Conclusão



A realização de novas pesquisas deverá levar à utilização mais eficaz da modalidade tátil no aprendizado das crianças cegas. Um melhor entendimento da modalidade tátil servirá para a compreensão clara de como as modalidades se interpenetram, para auxiliar o conhecimento do eu na relação com o ambiente. Essa maior compreensão das relações intermodais e intramodais é crucial para as crianças cegas, porque oferecem meios e canais alternativos para proporcionar informações a uma população de deficientes sensoriais. Finalmente, o desenvolvimento sistemático da percepção tátil é essencial para que os cegos cheguem a desenvolver a capacidade de organizar, transferir e abstrair conceitos. Com a maior disponibilidade de material em Braille, o conhecimento das limitações da modalidade tátil será essencial para determinar as opções de aprendizado para crianças cegas.

Nota: Neste artigo, foram omitidas referências ao aparelho de leitura óptica (OPTACON), por não corresponderem à realidade brasileira.

Harold C. Griffin - Professor assistente do Departamento de Educação Especial da Universidade de New Orleans.

Paul J. Gerber - Professor adjunto do Departamento de Educação Especial da Universidade de New Orleans.

Tradução de Ilza Viegas.

Revisão de Paulo Felicíssimo e Vera Lúcia de Oliveira Vogel, professores do IBC.

Dosvox - Um Novo Acesso dos Cegos à Cultura e ao Trabalho

Os deficientes visuais no Brasil



Segundo dados obtidos com a Organização Mundial da Saúde, o número de pessoas portadoras de deficiência visual no Brasil seria hoje estimado em aproximadamente 750.000 pessoas. Esse número serve apenas como base, uma vez que não existe estatística oficial sobre deficiência em nosso país.

Uma pessoa cega pode ter algumas limitações, as quais poderão trazer obstáculos ao seu aproveitamento produtivo na sociedade. Grande parte destas limitações podem ser virtualmente eliminadas através de dois elementos:

uma educação adaptada à sua realidade

uso de tecnologia para diminuir as barreiras

Existe um elemento chave que diferencia o cego brasileiro de um cego do primeiro mundo: o acesso à educação e à cultura. Isso é facilmente explicável: existe um custo adicional para a educação do cego. Por exemplo, produzir um livro em Braille é muito mais caro e difícil do que um livro comum, e assim, só são transcritos para Braille aqueles que são básicos. Jornais em Braille, nem pensar !

Felizmente isso está mudando, com a disponibilidade de tecnologia a custo baixo. Dois elementos são chave deste processo: a existência do gravador portátil e o microcomputador.

O gravador, permitindo o registro e a reprodução de textos a custo baixo, foi um grande salto para o acesso à cultura. Hoje existe um grande número de "livros falados", que ampliam o horizonte cultural do cego.

O microcomputador, tecnologia muito nova, amplia até um limite inimaginável as oportunidades do cego. Desta tecnologia falaremos a seguir.

Tecnologia da computação a serviço do cego



Desde a década de 70, foram desenvolvidos diversos equipamentos para serem acoplados aos computadores grandes, visando adaptar uma pessoa cega ao seu uso. Mesmo no Brasil, existem algumas dezenas de cegos que trabalham como analistas de sistemas e programadores, auxiliados por tais equipamentos. Esses equipamentos, entretanto, são relativamente caros, inviabilizando o seu uso amplo pela população.

Para completar o quadro, hoje em dia, o computador é utilizado em virtualmente todos os tipos de trabalho. Além disso, o barateamento do preço dos componentes eletrônicos provocou sua popularização. Hoje, qualquer pessoa de classe média pode adquirir um microcomputador por um preço acessível. Atualmente, estão facilmente disponíveis no computador recursos de áudio e vídeo, numa visão tecnológica conhecida como multimídia.

Para o deficiente visual, a existência desta tecnologia de baixo custo é a chave para sua utilização. Através do uso de recursos sonoros, por exemplo, um cego pode utilizar facilmente o computador, pois a maior parte de sua interação com o mundo é feita através destes meios (audição e fala).

Naturalmente, a utilização do computador deve ser viabilizada através da utilização desses recursos em programas especialmente preparados. Esses programas suprem a deficiência visual através da utilização de recursos sonoros (por exemplo, oferecendo um “feed-back” sonoro das informações mostradas no vídeo). Tais programas podem ser agrupados em duas classes distintas:

Programas de adaptação sonora, que possibilitam ao deficiente utilizar os programas comerciais já existentes no mercado, mesmo que esses não tenham sido preparados para falar;

Programas aplicativos, similares aos que existem no mercado, mas adaptados às necessidades do deficiente.

Existem muitos destes programas disponíveis no mercado, e utilizáveis em microcomputadores. Infelizmente, até este momento, estes programas tinham algumas restrições muito sérias:

a maior restrição: não falavam português.

custo alto: um programa de auxílio pode chegar facilmente ao custo de 1000 dólares ou mais.

utilização de sintetizadores de voz caros: a fala é produzida em sintetizadores cujo preço varia de 1000 a 3000 dólares.

os sistemas falam "computês": os sistemas existentes utilizam todo jargão de computação, e assim, uma pessoa só consegue dominar a ferramenta computacional após um treinamento especializado e muitas vezes demorado.

O sistema DOSVOX veio para mudar este panorama.

O sistema DOSVOX



O Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, situado no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza, criou o sistema DOSVOX, destinado a auxiliar os deficientes visuais a usar o computador, executando tarefas como edição de textos (com impressão comum ou Braille) leitura/audição de textos anteriormente transcritos, utilização de ferramentas de produtividade faladas (calculadora, agenda, etc), além de diversos jogos. O sistema fala através de um sintetizador de som de baixo custo, que é acoplado a um microcomputador tipo IBM-PC.

O sistema DOSVOX evoluiu a partir do trabalho de Marcelo Pimentel Pinheiro, estudante de informática cego, e que desenvolveu o editor de textos do sistema. Marcelo é hoje programador do NCE, onde trabalha sob orientação acadêmica do prof. José Antonio Borges, responsável pela coordenação do projeto DOSVOX.

São diversas as chaves que provocaram um sucesso extraordinário deste projeto, que hoje é utilizado por mais de 500 cegos de todo Brasil:

custo muito baixo - o sistema foi industrializado e hoje é vendido por menos de 100 dólares;

a tecnologia de produção é muito simples, e viável para as indústrias nacionais;

o sistema fala e lê em português;

o diálogo homem-máquina é feito de forma simples, removendo-se ao máximo os jargões do "computês";

o sistema obedece às restrições e características da maioria das pessoas cegas leigas;

o sistema utiliza padrões internacionais de computação, e assim, o DOSVOX pode ser lido e pode ler dados e textos gerados por programas e sistemas de uso comum em informática.

O projeto tem um grande impacto social pelo benefício que ele traz aos deficientes visuais, abrindo novas perspectivas de trabalho e de comunicação. O projeto é resultado do esforço de muitas pessoas, entre as quais se destacam o Eng. Diogo Fujio Takano, projetista do sintetizador de custo baixo e o analista Orlando José Rodrigues Alves (in memorium) desenvolvedor de grande parte do sistema, e Luiz Cândido Pereira Castro (in memorium), também cego, que foi o responsável pela distribuição do DOSVOX para o Brasil

A tecnologia, portanto, existe no Brasil. A idéia, portanto, é torná-la disponível para a comunidade. O próximo bloco fala de como esta tecnologia pode ser aplicada aos diversos problemas.

Ações concretas através do sistema DOSVOX



Organizamos a seguir diversas situações em que o uso do sistema DOSVOX pode ser a chave da solução para os problemas do portador de deficiência visual. São propostas as ações para soluções dessas situações.

a) formação da criança e jovem deficiente visual

A formação da criança e jovem cego é muito prejudicada por falta de acesso a recursos, tecnologia e cultura. É até possível colocar um cego numa classe comum de escola, porém os livros são todos impressos no sistema comum. Nessas circunstâncias, o aluno pode utilizar a tecnologia Braille para copiar e fazer seus trabalhos escolares, mas isso esbarra em pontos chaves:

raríssimos professores sabem Braille

sem o apoio de pessoas voluntárias (por exemplo a própria família) que se disponham a ler os livros impressos comuns, o cego ficará restrito à informação verbal transmitida pelo professor.

Ação: Com o uso do DOSVOX o aluno pode fazer seus trabalhos sendo facilmente compreendido pelo professor. O DOSVOX, acoplado a um aparelho de "scanner" e com o uso de um programa de "Optical Character Recognition" (O.C.R.). pode ler textos no sistema comum.

Os problemas desta ação são disponibilizar o DOSVOX à comunidade estudantil, em especial os equipamentos de scanner. Isso é plenamente viável, centralizando alguns equipamentos em bibliotecas públicas, a exemplo do que é feito na Biblioteca de Curitiba.

b) dificuldade de acesso a leitura

A dificuldade de leitura, visto no item anterior, e fundamental no estudo, acompanha sempre o cego. Por exemplo, uma pessoa que tenha ficado cega, e que já tenha uma profissão, tem totalmente tolhido seu desenvolvimento profissional. O acesso a jornais impressos só é possível via uso de "ledores", termo que designa aquele que lê para a pessoa cega .

Ação: Como todos os jornais, revistas e livros hoje são produzidos por computador, o disquete pode, em geral, ser lido pelo DOSVOX. Um exemplo disso, é o Jornal O Estado de São Paulo e o Jornal do Brasil, que disponibilizam na rede Internet para os Deficientes Visuais, de forma gratuita, os seus resumos diário e semanal.

Os problemas dessa ação se relacionam à dificuldade de conscientização dos editores da importância social de tal ação, pois embora a disponibilização dos textos em disquete não acarrete despesa (uma vez que os textos já são computadorizados), provavelmente também não dará lucro comercial, pois o número de exemplares vendidos será pequeno.

Obs.: Como uma primeira ação neste sentido, a equipe DOSVOX conseguiu a autorização por parte da editora IBPI do Rio de Janeiro, para impressão em Braille, no Instituto Benjamin Constant, de toda biblioteca básica de computação.

c) Os deficientes visuais não têm acesso a informações básicas para convivência social

É extremamente difícil para um cego ter acesso a informações absolutamente triviais, tais como preço de mercadorias, número de telefone, cardápios, orientações do espaço público, caixa automática bancária, etc. Por outro lado, a tecnologia informática cada vez mais domina o acesso do usuário à informação.

Ação: Prover nas soluções tecnológicas o acesso sonoro, possivelmente utilizando a tecnologia do DOSVOX, que é aberta, e que pode ser facilmente adaptada a estes equipamentos.

As dificuldades desta ação têm a ver especialmente com conscientização dos produtores de que a tecnologia existe e é viável de ser usada, e dos compradores da tecnologia que devem solicitar que tais facilidades sejam colocadas. É importante lembrar que muitas "features" dos sistemas computadorizados são meras "firulas" para atrair o usuário, e um sistema falado pode ser um elemento altamente atrativo. Qualquer microcomputador pode falar.

d) Os deficientes visuais fora das capitais do Brasil, de um modo geral, encontram mais dificuldades de acesso à cultura e à informação

Ação: Através da ação de instalar nas bibliotecas das pequenas cidades do interior microcomputadores, que, entre outras coisas, poderiam servir para as pessoas cegas terem acesso aos disquetes gerados nas bibliotecas das capitais, se poderia levar à cultura ao cego de cidades médias do Brasil. Em especial, via telecomunicações, os disquetes das bibliotecas das grandes cidades poderiam ser transportados para as cidades menores. O DOSVOX possui suporte a telecomunicações via telefone.

As dificuldades deste processo se referem à coordenação das interações entre bibliotecas, uma vez que, praticamente, todas as cidades médias, hoje em dia, já estão equipando suas bibliotecas com microcomputadores. O custo do sistema DOSVOX, sendo muito baixo, não introduz uma dificuldade maior neste processo.

Um possível modelo a seguir é o que vem sendo adotado em algumas cidades do Brasil, onde pessoas cegas montam pequenas estruturas e ensinam a tecnologia DOSVOX (entre outras) para deficientes visuais, coordenando este trabalho com as bibliotecas públicas.

e) os deficientes visuais poderiam ser muito mais produtivos se tivessem ensino profissionalizante adaptado.

Existe uma série de atividades, que poderiam ser perfeitamente realizadas por deficientes visuais, com preparo de nível médio, com uso do computador. Alguns desses exemplos são as atividades de “telemarketing”, atendimento de reclamações por telefone, recepcionista, etc. Essas atividades, naturalmente exigem um treinamento, por razões óbvias.

Ação: Através da tecnologia DOSVOX, muitas oportunidades de profissionalização podem surgir. Um exemplo é o da Embratel, que está promovendo a reciclagem profissional de seus telefonistas cegos, para poder colocá-los em novos pontos dentro da empresa, em que farão, essencialmente, o atendimento ao público, utilizando telefone e computador, prestando informações e registrando no computador reclamações e pedidos feitos por usuários.

Essa profissionalização poderia ser feita tanto nas instituições destinadas a ensino de cegos, quanto nas próprias empresas, da mesma forma que é feita para funcionários comuns.

f) o uso de computador pode dar novas oportunidades às pessoas que ficam cegas após sua inserção no mercado de trabalho.

Existem milhares de pessoas que adquirem cegueira depois de estarem formados. Causas variadas, desde doenças até acidentes, retiram do mercado de trabalho centenas de pessoas por ano. São médicos, juízes, advogados, engenheiros, que se vêm privados de meios para produzirem.

Ação: Viabilizar a readaptação das pessoas que ficam cegas, ensinando-lhes, durante o período de reabilitação, a utilização da tecnologia adequada a cada caso.

Pelo fato de o DOSVOX ser uma tecnologia aberta, ele pode ser usado e adaptado para uso em um sem número de atividades. Um exemplo extremo é o de músicos cegos, produzindo música por computador, usando programas profissionais, acionados via DOSVOX.

g) cego deveria ter acesso à "aldeia global"

As telecomunicações são uma realidade dos tempos atuais. O transporte de informações através da rede telefônica, interligada ao sistema internacional de comunicações, utilizando tecnologia de satélite, viabiliza o transporte de informações, quase instantâneo, a qualquer um que disponha de acesso à Internet, serviço prestado pela Embratel a custo reduzido.

Para o deficiente visual, o acesso às informações via rede, viabilizaria a recepção de jornais, informações gerais, troca de mensagens, acesso às centrais de vídeo texto, informações bancárias etc.

Ação: A tecnologia DOSVOX incorpora o acesso às telecomunicações através de “fax-modem”. O desejável seria um tratamento diferenciado de tarifas para o uso do deficiente às telecomunicações. Uma instituição pública poderia centralizar o armazenamento das mensagens de correio eletrônico, e a distribuição de informações e programas destinados aos deficientes, a exemplo da RENDE, Rede Nacional de Deficiente, da Universidade de São Paulo.

Através das redes públicas e de pesquisa, por exemplo, RENPAC, é viável ter toda a comunidade deficiente visual comunicada entre si e com o mundo, através da Internet. O custo disso é irrisório, pois o volume de informações a comunicar é compatível com o serviço que é prestado pelas BBS comerciais do país.

h) instituições tradicionais não têm meios que facilitem o acesso à tecnologia

Ter acesso à tecnologia implica mais do que comprar computadores: o material humano é o item principal. Difundir a tecnologia para as instituições que já existem é um desafio a ser vencido, uma vez que muitas vezes a mudança para incorporar a tecnologia representa um esforço que estas não estão dispostas a fazer.

Ação: Favorecer a instalação de equipamentos e treinamento nas instituições idôneas do país. Aí, a iniciativa privada pode ter papel importante, no sentido de, a partir do pessoal treinado nessas instituições, dar-lhes oportunidade de estágio ou emprego.

i) o cego e a universidade

Atualmente na UFRJ existem menos de 10 (dez) deficientes visuais cursando cursos de graduação e pós-graduação, tais como: Informática, Matemática, Direito, etc. A causa desse pequeno número pode ser explicada por problemas sócio-econômicos do país que atingem a população de baixa renda, dificultando o ingresso nas universidades, e dos poucos recursos encontrados para a formação dessas pessoas. A dificuldade é ainda maior à medida que o grau de especialização aumenta. Falta a eles literatura especializada, equipamentos e monitoria especial.

Ação: A universidade tem sempre atuado como o centro de produção de tecnologia. As indústrias buscam suas soluções em pesquisas desenvolvidas dentro das universidades. Assim, ela tem gradativamente conseguido papel de destaque dentro da sociedade. O que se propõe agora é a utilização dessa tecnologia já produzida no auxílio aos deficientes.

Assim, o papel da universidade passa a ser não apenas o de desenvolver tecnologia, mas de desenvolver com humanidade. O auxílio ao deficiente pode ser encarado como um investimento a médio prazo, que acarretará em retorno de novas tecnologias para a própria sociedade, produzidas, agora, pelos próprios deficientes. Essas novas tecnologias podem ser reaplicadas, produzindo então um ciclo que se auto-impulsiona.

j) necessidade de treinamento de pessoal de programação para difundir a tecnologia de fala aos mais variados campos.

A tecnologia de fala existe e funciona. Aplicá-la a campos específicos exige que existam programadores e analistas de sistemas com domínio dela. Embora essa tecnologia seja simples, é necessário um esforço de sua difusão no âmbito técnico.

Ação: É importante promover treinamentos e publicações em que a tecnologia seja explicada para que possa, em curto espaço de tempo, ser dominada pelo pessoal técnico.

Conclusões



O projeto DOSVOX foi criado utilizando tecnologia totalmente nacional. Tanto o software quanto o hardware são projetos originais, de complexidade baixa, e adequados às necessidades e dificuldades financeiras do Brasil.

O impacto do sistema DOSVOX sobre a comunidade cega e deficiente visual é grande, e pode ser facilmente avaliado pela imensa repercussão na imprensa escrita, falada e televisada. O projeto DOSVOX pode ser uma cunha que abra novos espaços a uma parte importante da população brasileira, cujo destino forçou a uma série de limitações. Com o uso efetivo do sistema, adaptado às reais necessidades dos cegos do Brasil, esperamos dar mais um passo no sentido de tornar os deficientes visuais elementos mais produtivos e melhor integrados à sociedade.

Entretanto, ele é apenas uma ferramenta. Para que ela possa ser efetivamente importante, é necessário o início imediato das ações que possam aplicá-la ao maior número de deficiente visuais do nosso país. E isso depende do esforço de todos.

ANTONIO JOSÉ BORGES - Professor do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ

SURDOCEGUEIRA

Página inserida no site em 21 de junho de 2011

 
SURDOCEGUEIRA
PÚBLICO Profissionais das Áreas de Educação e Saúde e afins
EMENTASurdocegueira. Conceituação e Classificação. Fundamentação Teórica para o atendimento na Surdocegueira. Possibilidades Educacionais. Qualidade de Vida. Inclusão social, educacional, laboral.
CARGA HORÁRIA TOTAL 40 horas/aula
PRÉ-REQUISITONão há
Nº DE VAGAS25
PERÍODO DO CURSODe 01 a 05/08/2011
HORÁRIOSDe Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00hs
PERÍODO DE PRÉ-INSCRIÇÕESDe 20/06 a 15/07/2011
DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS- Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra
- Documento de Identidade
- Certificado de Conclusão de Curso na Área da Educação e da saúde ou áreas afins.
- Foto 3x4 recente (1º dia de aula)
PARA CERTIFICAÇÃO Frequência mínima de 85%
TAXA DE MATERIALR$ 80,00
PROFESSORAS DA DISCIPLINAMárcia Noronha de Mello
Mariana Gonçalves Ferreira de Castro
BREVE CURRÍCULOMárcia Noronha de Mello - Graduada em História pela Universidade Santa Úrsula do Rio de Janeiro. Especialista em Desenvolvimento e Saúde Mental na Infância e Adolescência pelo Centro de Pós-Graduação da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro – CESANTA. Especialista na Área da Deficiência da Visão pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso completo da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS certificado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES. Curso na Área de Surdocegueira certificado pela Associação de Pais e Amigos dos Deficientes de Audição – APADA. Curso de atualização em Orientação e Mobilidade na área da Deficiência Visual certificado pelo Instituto Benjamin Constant – IBC. Curso de Formação Continuada em Surdocegueira certificado pela Coordenação de Ensino Especial da Secretaria de Educação do Estado de Goiás. Experiência profissional em todos os níveis educacionais: básico, médio e superior. Acompanhamento escolar de alunos surdos, cegos e surdocego inseridos na rede regular desde 2005. Atualmente exerce o cargo de Professora do Ensino Básico e Tecnológico na Área de Surdocegueira do Instituto Benjamin Constant.

Mariana Gonçalves Ferreira de Castro - Graduada em Pedagogia pelo Centro Universitário Celso Lisboa. Graduada como Intérprete e Guia Intérprete pela Universidade Estácio de Sá. Especialista em surdez pela Universidade do Rio de Janeiro – UNIRIO. Especialista em Educação para o Magistério Superior pela Universidade Estácio de Sá. Proficiente em Língua de Sinais Brasileira – LIBRAS certificada pelo Ministério da Educação – MEC. Intérprete de Libras e Instrutora de Libras com certificação de proficiência em tradução e interpretação de Libras por meio do exame nacional de Proficiência em Libras – PROLIBRAS. Mestranda em Educação pela Universidade Estácio de Sá. Experiência profissional em classes regulares e AEE, com ênfase na alfabetização e letramento de surdos e surdocego. Experiência profissional na Educação Infantil, EJA, Médio e Superior com alunos surdos e outras deficiências associadas. Atualmente exerce o cargo de Professora do Ensino Básico da rede municipal de Niterói e Professora do Ensino Básico e Tecnológico na Área de Surdocegueira do Instituto Benjamin Constant.



Programa:

1. Conceito e Classificação
1.1 – Pré-Linguístico
1.2 – Pós-Linguístico
2. Principais Causas e Implicações da Surdocegueira
2.1 – Etiologias e associações mais comuns
2.2 – Implicações da surdocegueira na infância, adolescência, vida adulta e terceira idade
3. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pré-linguístico
4. Técnicas e Possibilidades Educacionais do surdocego pós-linguístico
5. Saúde Mental e Qualidade de Vida na Surdocegueira
5.1 - Atividades de Vida Diária
5.2 - Orientação e Mobilidade
5.3 - A Família, a Escola, a Sociedade e a Surdocegueira
6. O guia-intérprete e suas atribuições
7. As políticas públicas
8. O que é o PAAS?








Contatos da DCRH:
Telefone: (0XX21) 3478-4455
Fax: (0XX21) 3478-4454
E-mail: dcrh@ibc.gov.br

O Ensino de Geografia na Área da Deficiência Visual

O Ensino de Geografia na Área da Deficiência Visual




Público: professores ou graduandos de Geografia; pedagogos ou graduandos de Pedagogia; professores que atuam no primeiro segmento do Ensino Fundamental, no AEE, Salas de Recursos Multifuncionais ou na área da deficiência visual.

Ementa: Recursos didáticos e metodologia para o ensino de Geografia para alunos com deficiência visual. Produção de material e cartografia tátil. Adaptação de livros didáticos e paradidáticos para o Sistema Braille.

Carga horária total: 24 horas/aula.

Pré-requisitos: Não há

Nº de vagas: 20.

Período do curso: de 24 a 26/10/2016.

Horários: de segunda a quarta-feira das 8 às 17 h.

Período de pré-inscrição: de 25/07 a 26/08/2016.

Documentos obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra.
download da ficha de pré-inscrição.
Documento de identidade
Certificado de conclusão de licenciatura em Geografia ou Pedagogia; ou declaração de matrícula no curso de graduação em Geografia ou Pedagogia emitida pela instituição de ensino; ou declaração da escola de que atua no primeiro segmento do Ensino Fundamental no AEE, sala de recursos ou na área da deficiência visual.
Foto 3x 4 (trazer no dia de aula – para o crachá)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: frequência mínima de 80%.

Taxa de material: R$ 30,00

Professores: Luciana Maria Santos de Arruda e Robson Lopes de Freitas Junior.

Breve currículo:
Luciana Maria Santos de Arruda - Mestre em Geografia na Universidade Federal de Uberlândia, pós-graduada em Gestão e Controle Ambiental pela Gama Filho, com Curso de Especialização Saberes e Práticas na Educação Básica de Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, licenciada em Geografia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)/Faculdade de Formação de Professores. Trabalha há 15 anos com educação especial, tendo atuado como professora substituta no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) em 2001 e 2002. É professora de Geografia do Instituto Benjamin Constant (IBC) desde 2006. Também presta consultoria na Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado (DPME) do IBC na produção de mapas táteis e colabora na adaptação de livros didáticos de Geografia para serem distribuídos para rede regular de ensino, sendo também audiodescritora.

Robson Lopes de Freitas Junior - Doutorando em Geografia (UERJ), mestre em Geomatica (UERJ), especialista em Gestão Ambiental (UFRJ) e graduado em Geografia (UFF). Possui experiência na área de cartografia, geotecnologias e ensino de Geografia. Atualmente é professor do Instituto Benjamin Constant com destaque para a docência de Geografia para alunos com deficiência visual, produção de material didático e elaboração de mapas táteis.

Programa:
Panorama histórico e atual do Instituto Benjamin Constant (IBC);
Visita guiada ao IBC.
Materiais didáticos utilizados por alunos com deficiência visual;
Materiais didáticos adaptados;
Cartografia tátil;
Metodologia para elaboração de mapas táteis;
Adaptação de livros didáticos e paradidáticos de geografia para o Sistema Braille;

Metodologia: aulas teóricas e práticas

Avaliação: não há.

Bibliografia:

ALMEIDA, R. D. Do Desenho ao Mapa: iniciação cartográfica na escola. Ed. Contexto. São Paulo, 2001.
ARRUDA, L. M. S. O ensino de Geografia para alunos com deficiência visual: novas metodologias para abordar o conceito de paisagem. Dissertação de mestrado. Uberlândia, 2014.
Barbosa, Paula Marcia et. al. INCLUSÃO ESCOLAR: O SISTEMA BRAILLE NA ADAPTAÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS E PARADIDÁTICOS. Disponível em http://www.cap.uerj.br/site/images/stories/noticias/18-barbosa_et_al.pdf
FREITAS, M. I. C. e VENTORINI, S. E. Pesquisa e perspectiva na Alfabetização Cartográfica de Alunos Cegos e com Visão Subnormal, X Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, Rio de Janeiro, 2003. Disponível em http://geografia.igeo.uerj.br/xsbgfa/cdrom/eixo2/2.2/323/323.htm.
SENA, C. C. R. G. e CARMO, W. R. Uso de Maquetes no Ensino de Conceitos de Geografia Física para Deficientes Visuais. Anais do XI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, São Paulo, 2005.
VASCONCELLOS, R., TARIFA, J. R. A cartografia tátil e o deficiente visual: uma avaliação das etapas de produção e uso do mapa. São Paulo, l993, 269p.
VENTORINI, S. E.; A Experiência como fator determinante na representação espacial do deficiente visual. 142p. Dissertação (Mestrado em Geografia). Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, 2007.

O Ensino da Geografia Na Área da Deficiência Visual

O ENSINO DE GEOGRAFIA NA ÁREA DA DEFICIÊNCIA VISUAL




Público: professores ou graduandos de Geografia; pedagogos ou graduandos de Pedagogia; professores que atuam no primeiro segmento do Ensino Fundamental, no AEE, Salas de Recursos Multifuncionais ou na área da deficiência visual.

Ementa: Recursos didáticos e metodologia para o ensino de Geografia para alunos com deficiência visual. Produção de material e cartografia tátil. Adaptação de livros didáticos e paradidáticos para O Sistema Braille.

Carga Horária Total: 24 horas/aula.

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 20.

Período do Curso: de 03 a 05/11/2015

Horários: Terça a Quinta-feira, das 8 às 17 horas.

Período de Pré-Inscrição: de 01 a 30/09/2015.

Documentos Obrigatórios:

• Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Licenciatura em Geografia ou Pedagogia; ou Declaração de matrícula no curso de graduação em Geografia ou Pedagogia emitida pela Instituição de Ensino; ou Declaração da Escola de que atua no primeiro segmento do Ensino Fundamental no AEE, sala de recursos ou na área da deficiência visual.
• Foto 3x4 (trazer no dia de aula – para o crachá)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para Certificação: Frequência mínima de 80%.

Taxa de Material: R$30,00

Professora: Luciana Maria Santos de Arruda e Robson Lopes de Freitas Junior.

Breve Currículo:

Luciana Maria Santos de Arruda: Mestre em Geografia na Universidade Federal de Uberlândia, pós-graduada em Gestão e Controle Ambiental pela Gama Filho, com Curso de Especialização Saberes e Práticas na Educação Básica de Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, licenciada em Geografia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)/Faculdade de Formação de Professores. Trabalha há 15 anos com educação especial, tendo atuado como professora substituta no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) em 2001 e 2002. É professora de Geografia do Instituto Benjamin Constant (IBC) desde 2006. Também presta consultoria na Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado (DPME) do IBC na produção de mapas táteis e colabora na adaptação de livros didáticos de Geografia para serem distribuídos para rede regular de ensino, sendo também audiodescritora.

Robson Lopes de Freitas Junior: Doutorando em Geografia (UERJ), mestre em Geomatica (UERJ), especialista em Gestão Ambiental (UFRJ) e graduado em Geografia (UFF). Possui experiência na área de cartografia, geotecnologias e ensino de Geografia. Atualmente é professor do Instituto Benjamin Constant com destaque para a docência de Geografia para alunos com deficiência visual, produção de material didático e elaboração de mapas táteis.

Programa:
• Panorama histórico e atual do Instituto Benjamin Constant (IBC);
• Visita guiada ao IBC.
• Materiais didáticos utilizados por alunos com deficiência visual;
• Materiais didáticos adaptados;
• Cartografia tátil;
• Metodologia para elaboração de mapas táteis;
• Adaptação de livros didáticos e paradidáticos de Geografia para o Sistema Braille;

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas


Referências Bibliográficas:

ALMEIDA, R. D. Do Desenho ao Mapa: iniciação cartográfica na escola. Ed. Contexto. São Paulo, 2001.
ARRUDA, L. M. S. O ensino de Geografia para alunos com deficiência visual: novas metodologias para abordar o conceito de paisagem. Dissertação de mestrado. Uberlândia, 2014.
Barbosa, Paula Marcia et. al. INCLUSÃO ESCOLAR: O SISTEMA BRAILLE NA ADAPTAÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS E PARADIDÁTICOS. Disponível em http://www.cap.uerj.br/site/images/stories/noticias/18-barbosa_et_al.pdf
FREITAS, M. I. C. e VENTORINI, S. E. Pesquisa e perspectiva na Alfabetização Cartográfica de Alunos Cegos e com Visão Subnormal, X Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, Rio de Janeiro, 2003. Disponível em http://geografia.igeo.uerj.br/xsbgfa/cdrom/eixo2/2.2/323/323.htm.
SENA, C. C. R. G. e CARMO, W. R. Uso de Maquetes no Ensino de Conceitos de Geografia Física para Deficientes Visuais. Anais do XI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, São Paulo, 2005.
VASCONCELLOS, R., TARIFA, J. R. A cartografia tátil e o deficiente visual: uma avaliação das etapas de produção e uso do mapa. São Paulo, l993, 269p.
VENTORINI, S. E.; A Experiência como fator determinante na representação espacial do deficiente visual. 142p. Dissertação (Mestrado em Geografia). Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, 2007.

Oficina de Geografia

Oficina de Geografia




Público: Professores ou graduandos de Geografia; pedagogos ou graduandos de Pedagogia; professores que atuam no primeiro segmento do Ensino Fundamental, no Atendimento Educacional Especializado (AEE), nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) ou na área da deficiência visual .

Ementa: Recursos didáticos, metodologia e materiais adaptados para o ensino de Geografia para alunos com deficiência visual.

Carga horária total: 7 horas.

Pré-requisitos: Não há

Nº de vagas: 20.

Data da Oficina: 25/05/2016

Horários: de 08:30 às 16:30 h.

Período de pré-inscrição: de 22/02 a 25/03/2016.

Documentos obrigatórios:
Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra.Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição
Documento de identidade
Certificado de conclusão de licenciatura em Geografia ou declaração de matrícula no curso de Geografia emitida pela instituição de ensino ou declaração da escola de que atua no primeiro segmento do ensino fundamental, no AEE ou em SRM.
Foto 3x 4 (trazer no dia de aula – para o crachá)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Importante:
1. Somente terá direto ao alojamento o interessado que se inscrever nas três Oficinas. O espaço estará disponível da manhã do dia 23/05 até as 12 h do dia 26/05/2016.
2. Para inscrição em duas ou mais oficinas o interessado deve pertencer ao público alvo de cada uma delas isoladamente;
3. Os certificados serão emitidos por oficina;
4. Obrigatória leitura das normas do alojamento

Para certificação: frequência integral e realização das atividades propostas.

Taxa de material: R$30,00

Professora: Luciana Maria Santos Arruda

Breve currículo: Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Faculdade de Formação de Professores, pós-graduada em Gestão e Controle Ambiental pela Gama Filho, com Curso de Especialização Saberes e Práticas na Educação Básica de Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestre em Geografia na Universidade Federal de Uberlândia. Trabalha há 15 anos com educação especial, tendo atuado como professora substituta no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) em 2001 e 2002. É professora de Geografia do Instituto Benjamin Constant (IBC) desde 2006. Também presta consultoria no DPME-IBC (Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado) na produção de mapas táteis e colabora na adaptação de livros didáticos de Geografia para serem distribuídos para rede regular de ensino, sendo também audiodescritora.


Programa:
Motivações para ensinar Geografia.
O que é Geografia?
Por que ensinar e aprender Geografia?
Curiosidade no ensino de Geografia.

Geografia – práticas e textualizações no cotidiano.
A alfabetização cartográfica.
O fato geográfico.
Trabalhos de campo.

Representações do espaço para cegos e videntes.
Maquetes.
Mapas táteis.
Materiais táteis.

Atividades de Geografia:
Brincando com a lateralidade.
Construindo a nossa escala.
O QUIZZ Geográfico.

Metodologia: aulas teóricas e atividades práticas.

Avaliação: não há.

Bibliografia:

ALMEIDA, Rosângela Doin de. O espaço geográfico: ensino e representação. ED. Contexto. 2008.
ANTUNES, Celso; SELBACH, Simone. Geografia e Didática. Ed. Vozes. 2010.
CASTELLAR, Sonia. Educação geográfica: teorias e práticas docentes – São Paulo: Contexto, 2007.
CARLOS, Ana Fani Alessandro. A Geografia na Sala de Aula. 8º ed. 3º reimpressão. São Paulo: Contexto, 2009.
CASTROGIOVANNI, A.C.; CALLAI, H. C. Ensino de Geografia – práticas e textualizações do cotidiano. Ed. Mediação. 2002.
GUIMARÃES, Márcia Noêmia. Os diferentes tempos e espaços do homem: atividades de geografia e história para o ensino fundamental. Ed. Cortez. 2006.
LESANN, Janine. Geografia no ensino fundamental I. Belo Horizonte, MG: Ed. Fino Traço. 2011.
NOGUEIRA, Ruth E. Motivações Hodiernas para Ensinar Geografia – representações do espaço para visuais e invisuais. Florianópolis. 2009.
SAMPAIO, Adriany de Ávila; SAMPAIO, Antonio Carlos Freire. Ler o mundo com as mãos e Ouvir com os olhos. Reflexões sobre o Ensino de Geografia em tempos de inclusão. Uberaba, 2011.
SILVA, Léa Stahlshmidt P. LOPES, Jader, Janer Moreira. Diálogos de pesquisa sobre crianças e infâncias. Niterói: Editora da UFF, 2010.
VENTORINI, Silvia Helena. A experiência como fator determinante na representação espacial da pessoa com deficiência visual. São Paulo, SP. Martins Fontes. 2005.

Oficina de Geografia

Oficina de Geografia




Público: professores ou graduandos da área; pedagogos ou graduandos de Pedagogia; professores que atuam no Primeiro Segmento do Ensino Fundamental, no AEE, nas Salas de Recursos Multifuncionais ou na Área da Deficiência Visual.

Ementa: Recursos didáticos, metodologia e materiais adaptados para o Ensino de Geografia para alunos com deficiência visual.

Carga Horária Total: 7 horas.

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 20.

Data da Oficina: 30/09/2015.

Horários: Das 08:30 às 16:30 hs

Período de Pré-Inscrição: Prorrogado até 31/07/2015

Documentos Obrigatórios:

• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra. Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Licenciatura em Geografia ou Declaração de matrícula no curso de Geografia emitida pela Instituição de Ensino ou Declaração da Escola de que atua no primeiro segmento do Ensino Fundamental.
• Foto 3x 4 (trazer no dia de aula – para o crachá)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Importante:
1. Somente terá direto ao alojamento o interessado que se inscrever nas três Oficinas. O espaço estará disponível da manhã do dia 28/09 até às 12 h do dia 01/10/2015.
2. Para inscrição em duas ou mais Oficinas o interessado deve pertencer ao público alvo de cada uma delas isoladamente;
3. Os certificados serão emitidos por Oficina;
4. Obrigatória leitura das Normas do Alojamento

Para Certificação: frequência integral e realização das atividades propostas.

Taxa de Material: R$30,00

Professora: Luciana Maria Santos Arruda

Breve Currículo:
Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Faculdade de Formação de Professores, pós-graduada em Gestão e Controle Ambiental pela Gama Filho, com Curso de Especialização Saberes e Práticas na Educação Básica de Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Geografia na Universidade Federal de Uberlândia. Trabalha há 15 anos com educação especial, tendo atuado como professora substituta no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) em 2001 e 2002. É professora de Geografia do Instituto Benjamin Constant (IBC) desde 2006. Também presta consultoria no DPME-IBC (Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado) na produção de mapas táteis e colabora na adaptação de livros didáticos de Geografia para serem distribuídos para rede regular de ensino, sendo também audiodescritora.


Programa:
Motivações para ensinar Geografia.
‾ O que é Geografia?
‾ Por que ensinar e aprender Geografia?
‾ Curiosidade no ensino de Geografia.

Geografia – práticas e textualizações no cotidiano.
‾ A alfabetização cartográfica.
‾ O fato geográfico.
‾ Trabalhos de campo.

Representações do espaço para cegos e videntes.
‾ Maquetes.
‾ Mapas táteis.
‾ Materiais táteis.

Atividades de Geografia:
‾ Brincando com a lateralidade.
‾ Construindo a nossa escala.
‾ O QUIZZ Geográfico.


Bibliografia:

ALMEIDA, Rosângela Doin de. O espaço geográfico: ensino e representação. ED. Contexto. 2008.
ANTUNES, Celso; SELBACH, Simone. Geografia e Didática. Ed. Vozes. 2010.
CASTELLAR, Sonia. Educação geográfica: teorias e práticas docentes – São Paulo: Contexto, 2007.
CARLOS, Ana Fani Alessandro. A Geografia na Sala de Aula. 8º ed. 3º reimpressão. São Paulo: Contexto, 2009.
CASTROGIOVANNI, A.C.; CALLAI, H. C. Ensino de Geografia – práticas e textualizações do cotidiano. Ed. Mediação. 2002.
GUIMARÃES, Márcia Noêmia. Os diferentes tempos e espaços do homem: atividades de geografia e história para o ensino fundamental. Ed. Cortez. 2006.
LESANN, Janine. Geografia no ensino fundamental I. Belo Horizonte, MG: Ed. Fino Traço. 2011.
NOGUEIRA, Ruth E. Motivações Hodiernas para Ensinar Geografia – representações do espaço para visuais e invisuais. Florianópolis. 2009.
SAMPAIO, Adriany de Ávila; SAMPAIO, Antonio Carlos Freire. Ler o mundo com as mãos e Ouvir com os olhos. Reflexões sobre o Ensino de Geografia em tempos de inclusão. Uberaba, 2011.
SILVA, Léa Stahlshmidt P. LOPES, Jader, Janer Moreira. Diálogos de pesquisa sobre crianças e infâncias. Niterói: Editora da UFF, 2010.
VENTORINI, Silvia Helena. A experiência como fator determinante na representação espacial da pessoa com deficiência visual. São Paulo, SP. Martins Fontes. 2005.

Recursos Didáticos na Educação Especial

Talvez em nenhuma outra forma de educação os recursos didáticos assumam tanta importância como na educação especial de pessoas deficientes visuais, levando-se em conta que:

um dos problemas básicos do deficiente visual, em especial o cego, é a dificuldade de contato com o ambiente físico;

a carência de material adequado pode conduzir a aprendizagem da criança deficiente visual a um mero verbalismo, desvinculado da realidade;

a formação de conceitos depende do íntimo contato da criança com as coisas do mundo;

tal como a criança de visão normal, a deficiente visual necessita de motivação para a aprendizagem;

alguns recursos podem suprir lacunas na aquisição de informações pela criança deficiente visual;

o manuseio de diferentes materiais possibilita o treinamento da percepção tátil, facilitando a discriminação de detalhes e suscitando a realização de movimentos delicados com os dedos.

Definição



Recursos didáticos são todos os recursos físicos, utilizados com maior ou menor freqüência em todas as disciplinas, áreas de estudo ou atividades, sejam quais forem as técnicas ou métodos empregados, visando auxiliar o educando a realizar sua aprendizagem mais eficientemente, constituindo-se num meio para facilitar, incentivar ou possibilitar o processo ensino-aprendizagem. De um modo genérico, os recursos didáticos podem ser classificados como:

Naturais: elementos de existência real na natureza, como água, pedra, animais.

Pedagógicos: quadro, flanelógrafo, cartaz, gravura, álbum seriado, slide, maqueta.

Tecnológicos: rádio, toca-discos, gravador, televisão, vídeo cassete, computador, ensino programado, laboratório de línguas.

Culturais: biblioteca pública, museu, exposições.

O bom aproveitamento dos recursos didáticos está condicionado aos seguintes fatores:

capacidade do aluno;

experiência do educando;

técnicas de emprego;

oportunidade de ser apresentado;

uso limitado, para não resultar em desinteresse.

Seleção, adaptação e confecção

Na educação especial de deficientes visuais, os recursos didáticos podem ser obtidos por uma das três seguintes formas:

Seleção



Dentre os recursos utilizados pelos alunos de visão normal, muitos podem ser aproveitados para os alunos cegos tais como se apresentam. É o caso dos sólidos geométricos, de alguns jogos e outros.

Adaptação



Há materiais que, mediante certas alterações, prestam-se para o ensino de alunos cegos e de visão subnormal. Neste caso estão os instrumentos de medir, como o metro, a balança, os mapas de encaixe, os jogos e outros.

Confecção



A elaboração de materiais simples, tanto quanto possível, deve ser feita com a participação do próprio aluno. É importante ressaltar que materiais de baixo custo ou de fácil obtenção podem ser freqüentemente empregados, como: palitos de fósforos, contas, chapinhas, barbantes, cartolinas, botões e outros.

Com relação ao uso, os recursos devem ser:

Fartos - para atender a vários alunos simultaneamente;

Variados - para despertar sempre o interesse da criança, possibilitando diversidade de experiências;

Significativos - para atender aspectos da percepção tátil (significativo para o tato) e/ou da percepção visual, no caso de alunos de visão subnormal.

Materiais básicos

Para alcançar desempenho eficiente, o aluno deficiente visual, especialmente o aluno cego, precisa dominar alguns materiais básicos, indispensáveis no processo ensino-aprendizagem. Entre esses materiais, destacam-se: reglete e punção, sorobã, textos transcritos em Braille e gravador cassete.

Na medida do possível, o educando deverá usar máquina de datilografia Braille, cujo rendimento, em termos de rapidez, pode mesmo ultrapassar o da escrita cursiva dos videntes.

A máquina de datilografia comum pode ser utilizada pelo aluno deficiente visual, a partir da quarta série, na apresentação de pequenos trabalhos escolares. Constitui-se num valioso recurso de comunicação nas fases posteriores da aprendizagem e tem inúmeras aplicações na vida prática e no desempenho de muitas profissões.

Para alunos de visão subnormal, na maioria dos casos, os recursos didáticos mais usados são:

cadernos com margens e linhas fortemente marcadas e espaçadas;

lápis com grafite de tonalidade forte;

caneta hidrocor preta;

impressões ampliadas;

materiais com cores fortes e contrastantes.

Critérios



Na seleção, adaptação ou elaboração de recursos didáticos para alunos deficientes visuais, o professor deverá levar em conta alguns critérios para alcançar a desejada eficiência na utilização dos mesmos, tanto para crianças cegas como para as crianças de visão subnormal.

Tamanho: os materiais devem ser confeccionados ou selecionados em tamanho adequado às condições dos alunos. Materiais excessivamente pequenos não ressaltam detalhes de suas partes componentes ou perdem-se com facilidade. O exagero no tamanho pode prejudicar a apreensão da totalidade (visão global).

Significação Tátil: o material precisa possuir um relevo perceptível e, tanto quanto possível, constituir-se de diferentes texturas para melhor destacar as partes componentes. Contrastes do tipo: liso/áspero, fino/espesso, permitem distinções adequadas.

Aceitação: o material não deve provocar rejeição ao manuseio, fato que ocorre com os que ferem ou irritam a pele, provocando reações de desagrado.

Estimulação Visual: o material deve ter cores fortes e contrastantes para melhor estimular a visão funcional do aluno deficiente visual.

Fidelidade: o material deve ter sua representação tão exata quanto possível do modelo original.

Facilidade de Manuseio: os materiais devem ser simples e de manuseio fácil, proporcionando ao aluno uma prática utilização.

Resistência: os recursos didáticos devem ser confeccionados com materiais que não se estraguem com facilidade, considerando o freqüente manuseio pelos alunos.

Segurança: os materiais não devem oferecer perigo para os educandos.

Recursos didáticos específicos

Modelos



A dificuldade de contato com o ambiente, por parte da criança deficiente visual, impõe a utilização freqüente de modelos com os quais podem ser razoavelmente superados problemas de: tamanho dos objetos originais, distância em que se encontram e impossibilidade de contato.

A melhor maneira de se dar ao aluno deficiente visual a noção do que seja uma montanha, por exemplo, é mostrar-lhe um modelo deste acidente geográfico. Ainda que se considere a possibilidade de a criança subir a elevação, terá ela apenas a idéia do caminho percorrido.

Os modelos devem ser criteriosamente escolhidos e, sempre que possível, sua apresentação ao aluno ser acompanhada de explicações verbais objetivas. Objetos muito pequenos podem ser ampliados, para que se tornem perceptíveis detalhes importantes. Objetos situados a grandes distâncias, inacessíveis portanto, precisam ser apresentados sob forma de modelos. O formato de uma nuvem, a forma do sol, da lua, só podem ser apreendidos pelos alunos através de modelos miniaturizados.

Mapas



Os mapas políticos, hidrográficos e outros, podem ser representados em relevo ou, no caso do primeiro, por justaposição das partes (encaixe). Mapas em relevo podem ser confeccionados com linha, barbante, cola, cartolina e outros materiais de diferentes texturas. A riqueza de detalhes num mapa pode dificultar a percepção de detalhes significativos.

Livro Didático



O emprego de desenhos, gráficos, cores nos livros modernos vem dificultando de forma crescente sua transcrição para o Sistema Braille. Este fato impõe a adoção de uma das seguintes soluções:

adaptação do livro para transcrição em Braille;

elaboração de livros especiais para cegos.

A primeira solução pode acarretar perda de fidelidade quanto ao original, daí a necessidade de tais adaptações serem feitas por pessoa realmente especializada na educação de deficientes visuais. A segunda, embora atenda às peculiaridades do aluno cego, é onerosa e lenta na elaboração, decorrendo, assim, dificuldades em sua aplicação quando inexistirem recursos materiais indispensáveis.

Livro Falado



É o livro gravado em fitas cassete. De ampla utilização no Brasil, constitui eficiente recurso como livro didático no segundo grau e no ensino superior. A utilização do livro falado, no primeiro grau, deve limitar-se tanto quanto possível, à literatura ou aos didáticos de leitura complementar.

Avanços tecnológicos



O grande avanço tecnológico verificado nos últimos anos vem proporcionando, também à educação especial, recursos valiosos para o processo ensino-aprendizagem, inclusive com a utilização de equipamentos de informática. Entre esses recursos podem ser destacados os sistemas de leitura ampliad

Circuito Fechado de Televisão (CCTV) - Apresenta-se monocromático ou colorido, podendo ampliar até 60 vezes o tamanho de um caractere e funciona como periférico, acoplado a um microcomputador.

Programas (Softwares) - Providos de recursos para ampliação de caracteres, permitindo sua leitura em monitores, bem como sua impressão.

Thermoform



Duplicador de materiais, empregando calor e vácuo, para produzir relevo em película de PVC.

Braille Falado



Minicomputador, pesando 450 g e dispondo de 7 teclas através das quais o aparelho pode ser operado, para edição de textos a serem impressos no sistema comum ou em Braille. O Braille Falado, conectado a um microcomputador, pode ser utilizado como sintetizador de voz, transferir ou receber arquivos. Funciona ainda como agenda eletrônica, calculadora científica e cronômetro.

Microcomputador



Equipamento que amplia recursos na área da educação especial, na vida prática e em atividades profissionais dos deficientes da visão. Os computadores existentes no mercado, providos de programas específicos e de diferentes periféricos, podem ser operados normalmente pelas pessoas cegas. Entre os periféricos, podem ser destacados:

Sintetizadores de Voz - Conectados a um computador, permitem a leitura de informações exibidas em um monitor. Dentre as diferentes modalidades produzidas em outros países, inclusive com voz sintetizada na língua portuguesa, destaca-se o DOSVOX, desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Terminal Braille (Display Braille) - Representa, em uma ou duas linhas, caracteres Braille correspondentes às informações exibidas em um monitor. Os caracteres Braille são produzidos por pinos que se movimentam verticalmente em celas, dispostas numa placa, geralmente metálica.

Impressora Braille - Existem hoje, no mercado mundial, diferentes tipos de impressoras Braille, seja para uso individual (pequeno porte) ou para produção em larga escala (médio e grande porte). As velocidades de produção são muito variadas. Essas impressoras, geralmente, podem imprimir Braille interpontado ou não em 6 ou 8 pontos, bem como produzir desenhos. Algumas impressoras Braille podem utilizar folha solta, mas a maioria funciona com formulário contínuo.

Scanner de Mesa - A transferência de textos impressos para microcomputadores (via scanner) vem alcançando ampla utilização entre estudantes e profissionais deficientes da visão. O texto digitalizado pode ser lido através de um sintetizador de voz de um terminal Braille, impresso em Braille ou no sistema comum ampliado. O scanner pode ser operado com facilidade por um deficiente visual.

Sistema Operacional DOSVOX



O Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (NCE) vem se dedicando à implementação de um sistema destinado a atender aos deficientes visuais que desejem utilizar computadores para desempenharem diferentes tarefas. Neste sentido, foram desenvolvidas as seguintes ferramentas computacionais:

sintetizador de voz portátil que possibilita a produção de fala, ainda que o computador não possua placa de som;

sistema operacional complementar ao DOS, destinado a produzir saída sonora com fala em língua portuguesa;

editor de textos;

caderno de telefones, agenda de compromissos, calculadora, relógio, jogos etc.;

utilitários para acesso à INTERNET, para preenchimento de cheques e outros.

O Sistema DOSVOX alcançou ampla aceitação em todo o Brasil, registrando-se várias centenas de usuários, muitos deles, estudantes de diferentes níveis de escolaridade.

O Instituto Benjamin Constant mantém cursos do Sistema Operacional DOSVOX, e possui um Laboratório de Pesquisa em Computação para Deficientes Visuais em cooperação com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Jonir Bechara Cerqueira e Elise de Melo Borba Ferreira - Professores do Instituto Benjamin Constant.
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